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Agtech: panorama das startups do agronegócio brasileiro

Agtech: panorama das startups do agronegócio brasileiro

As agtechs são startups que atuam no agronegócio brasileiro e um dos players responsáveis por movimentar o setor e ditar novas tendências tecnológicas. Segundo o estudo de 2021 o Distrito Agtech Mining Report, os investimentos nesses negócios promissores ultrapassaram a barreira de US$ 160 milhões somando os aportes feitos desde 2009. É importante ressaltar que […]

23 de junho de 2021 3 min de leitura
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Artigo atualizado 23 de junho de 2021

As agtechs são startups que atuam no agronegócio brasileiro e um dos players responsáveis por movimentar o setor e ditar novas tendências tecnológicas. Segundo o estudo de 2021 o Distrito Agtech Mining Report, os investimentos nesses negócios promissores ultrapassaram a barreira de US$ 160 milhões somando os aportes feitos desde 2009.

É importante ressaltar que mais da metade desse valor foi aportado nos últimos três anos. Além disso, a maior parte das rodadas de investimento, cerca de 40%, está concentrada no estágio Seed. Ou seja, isso demonstra que o setor ainda está em fase de amadurecimento. 


Agtech Relatório 2022 Distrito

O ano de 2020 bateu o recorde de investimentos no setor, com US$ 67,3 milhões aportados ao longo de 18 rodadas, mas excluindo-se o investimento de US$ 60 milhões feito na Solinftec, referência em agricultura de precisão, foi um ano fraco. Já em 2021, até agora, foram US$ 4,7 milhões em sete deals. 

Importância da Solinftec para o setor agropecuário

Entre as agtechs brasileiras, a Solinftec é uma das que mais se destacam. Representante da categoria Agricultura de Precisão, é a startup que mais recebeu, e com sólida atuação internacional.

Com mais de 13 anos de atuação, a Solinftec é uma das maiores empresas de agricultura digital e automação de lavouras do Brasil. Atualmente, é responsável por monitorar mais de 9 milhões de hectares no mundo. São mais de 6,5 milhões de hectares de cana geridos pela startup, que produz cerca de 80% de toda a produção nacional.

A expansão global

O país norte americano foi escolhido como base para expansão da empresa. As operações nos Estados Unidos foram iniciadas em 2020 com o objetivo de acelerar a globalização da startup. Presente em mais de 10 países, entre América do Norte e Sul, a Solinftec deve seguir a expansão para Europa e Ásia, com meta para atuar em até 20 mercados diferentes.

Histórico dos investimentos recebidos

Dos US$ 67,3 milhões recebidos até o momento, grande parte (US$ 40 milhões) veio de rodada de investimento liderada pela UnBox Capital, gestora responsável por administrar alguns dos investimentos da família Trajano, que comanda a rede de varejo Magazine Luiza.. Já a outra parte, cerca de US$ 20 milhões, foi captada por meio da emissão de Certificados de Recebíveis Agrícolas (CRAs).

Panorama do setor e atuação das agtechs

O agronegócio já representa mais de 25% do PIB nacional e é um dos setores mais promissores do país. Ainda de acordo com o Distrito Agtech Mining Report, há 298 startups voltadas para o agronegócio em atividade no Brasil. A categoria Agricultura de precisão é a mais representativa, com 38% do total. 

Entre as soluções mapeadas, destacam-se a oferta de software de gestão da produção agropecuária e uso de internet das coisas e big data analytics para o campo. Entre as demais soluções tecnológicas para a agropecuária, temos um cenário bastante equilibrado entre biotecnologias, automação e robotização e soluções de marketplace.

Nos últimos anos, houve também seis aquisições em agtechs, com participação tanto de empresas do agronegócio, como também de outros setores, como no caso da compra da Gira, que oferece tecnologia financeira para o agronegócio, pelo banco Santander em 2020. Também no ano passado a Mvisia, empresa de sistemas de visão industrial, comprou a Weg, especializada na fabricação de motores elétricos. 

Principais insights do estudo:

  • Cerca de 40% das rodadas de investimento estão concentradas no estágio Seed;
  • A principal categoria do setor é a agricultura de precisão, com 38% das agtechs brasileiras;
  • Há carência de soluções com foco nos consumidores finais, a grande maioria está focada em B2B;
  • Os dados do estudo apontam para um crescimento de aportes no setor.

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