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Mercado de saúde no Brasil: entenda como ele funciona.

Mercado de saúde no Brasil: entenda como ele funciona.

O mercado de saúde no Brasil é o oitavo maior do mundo, com 2,18 médicos para cada mil habitantes, formando a quarta maior população médica, mais de 6 mil hospitais e cerca de dois milhões de enfermeiros, técnicos e auxiliares. O sistema de saúde no país é grande, complexo e variado. Para ter uma ideia, […]

2 de abril de 2020 3 min de leitura
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Artigo atualizado 2 de abril de 2020

O mercado de saúde no Brasil é o oitavo maior do mundo, com 2,18 médicos para cada mil habitantes, formando a quarta maior população médica, mais de 6 mil hospitais e cerca de dois milhões de enfermeiros, técnicos e auxiliares.

O sistema de saúde no país é grande, complexo e variado. Para ter uma ideia, somos o único país com mais de 100 milhões de habitantes do mundo que conta com um sistema de assistência integral e completamente gratuita.

Neste artigo, vamos entender melhor como funciona o mercado de saúde no Brasil. Confira!

Responsabilidades do setor público e privado

O SUS, criado em 1988 pela Constituição Federal Brasileira, realizou mais de 4 bilhões de procedimentos laboratoriais e cerca de 1,4 bilhão de consultas médicas em 2014, segundo dados mais recentes disponíveis no Ministério da Saúde. Além do setor público, o país conta também com um sistema de saúde suplementar, privado, que conta com 47 milhões de beneficiários.

O SUS atende a totalidade da população brasileira, ou seja, mais de 200 milhões de habitantes. A gestão desse gigante mercado de saúde no Brasil é compartilhada entre a União, os estados e os municípios, mas o governo federal é o principal financiador da rede pública de saúde. 

O Ministério da Saúde banca metade dos recursos gastos em saúde pública em todo o país, enquanto estados e municípios contribuem com a outra metade. Só em 2020, o orçamento do Ministério da Saúde para o SUS ficou em R$ 136 bilhões. 

Na outra ponta está a saúde suplementar, que envolve a operação de planos ou seguros de saúde. Essa operação é regulada pelo poder público, por meio da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS). As operadoras abrangem seguradoras especializadas em saúde, medicinas de grupo, cooperativas, instituições filantrópicas e autogestões.

Como o nome sugere, os planos de saúde fornecem assistência à saúde de forma suplementar, de modo que o cidadão não perde o direito de ser atendido pelo SUS ao contar com a cobertura do plano privado.

Além da ANS, atuam na regulação do sistema privado a Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária), que é responsável pela regulação sanitária e econômica do mercado de compra e venda de insumos hospitalares, e o SBDC (Sistema Brasileiro de Defesa da Concorrência), que deve garantir a competitividade do setor.

Healthtechs e tendências do mercado de saúde no Brasil

O investimento em inovação e tecnologia aumenta a qualidade de assistência dos serviços de saúde no Brasil, tanto no âmbito público quanto no setor privado. Dessa forma, as heathtechs têm um papel importante na busca por redução de custos, garantindo eficiência operacional aos hospitais e melhorando os processos internos das instituições.

Elas unem saúde e tecnologia com foco em melhorar a experiência do paciente. Com soluções variadas, as heathtechs melhoram o acesso à saúde, dão precisão a diagnósticos, aceleram processos burocráticos e têm potencial para revolucionar o sistema atual.

Para ter uma ideia, na edição 2019 do Distrito Healthtech Report, mapeamos 386 startups no setor, das quais 24,2% focam na gestão e eficiência de processos, com grande potencial para ajudar a melhorar o atendimento prestado tanto pela rede pública quanto pela rede privada.

Vale destacar que temos uma população em processo de envelhecimento. De acordo com dados do IBGE, em 2060 um quarto da população brasileira terá mais de 65 anos. Só para comparar, em 2018 essa proporção era de 9,2%. Uma população mais velha demanda mais atendimento de saúde e, para dar conta disso, é imprescindível investir em tecnologia e em ganhos de eficiência.

Por fim, é preciso lembrar que o mercado de saúde no Brasil engloba também outros players, como os laboratórios de análises clínicas, o centro de pesquisa e toda a indústria farmacêutica, que vão precisar acompanhar essas tendências.Quer saber mais sobre as healthtechs? Aproveite para baixar o Distrito Healthtech Report e ficar por dentro de todas as tendências do setor!

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