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O desenvolvimento de um Hospital 4.0

Marco Bego | Diretor de Inovação e Diretor Executivo do InRad @ Hospital das Clínicas O Hospital 4.0 é um modelo de utilização das tecnologias disruptivas ligadas a quarta revolução industrial aplicadas na saúde. Isso denota a conexão entre o meio físico (infraestrutura de atendimento), biológico (profissionais e pacientes) e digital (software) e representa uma […]

24 de junho de 2020 2 min de leitura
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Artigo atualizado 24 de junho de 2020

Marco Bego | Diretor de Inovação e Diretor Executivo do InRad @ Hospital das Clínicas

O Hospital 4.0 é um modelo de utilização das tecnologias disruptivas ligadas a quarta revolução industrial aplicadas na saúde. Isso denota a conexão entre o meio físico (infraestrutura de atendimento), biológico (profissionais e pacientes) e digital (software) e representa uma esperança de uma revolução do bem, nos hospitais e na saúde em geral, integrando a tecnologia como geração de valor, por meio de serviços mais adequados ao esperado pelos pacientes.

É praticamente consenso que a tecnologia aumenta o controle e diminui os riscos em operações complexas, como são as operações hospitalares. Porém, muitas soluções aprisionam o profissional da saúde em uma teia de necessidade de registros, sem fim, que dificultam a rotina de cuidados aos pacientes.

Este é uma das premissas do programa Hospital 4.0, liberar os profissionais da saúde para o realizar o cuidado ao paciente e proporcionar meios eletrônicos e autômatos para adquirir as informações e com isso permitir melhores decisões e a ações para o tratamento e a manutenção da saúde da população.

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Novas tecnologias

Atualmente a jornada de maturidade digital de um hospital pode durar anos de investimento antes do retorno esperado, com o projeto Hospital 4.0, a proposta é o oposto, é pular essa etapa de amadurecimento tecnológico (que é tradicionalmente uma fase de “decisões de investimento”) buscando formas alternativas de se cumprir o mesmo objetivo mas com o uso de infraestrutura e dispositivos mais modernos e com custos exponencialmente menores, e que permitem uma melhor orientação à solução do problema. Contudo, para usufruir deste novo mundo de tecnologias disruptivas, tais como:

  • internet das coisas;
  • inteligência artificial; 
  • wearables; 

… e etc, é pré-condição, que tenhamos programas de treinamento e capacitação, que formem especialistas com perfil técnico aliado a capacidade de romper com os padrões, para solução dos problemas complexos dos hospitais e da saúde Brasileira.

Com isto, não existem muitas dúvidas, que é o momento de acelerar a adoção das tecnologias associadas a quarta revolução industrial na saúde, desenvolver modelos de negócio adequados, plataformas, projetos que desenvolvam, testem, homologuem e facilitem a adoção destas tecnologias, sempre observando as regulações do setor, a experiência do paciente e dos profissionais da saúde. O Hospital 4.0 já está a nosso alcance e pode ser a oportunidade de o Brasil dar um salto tecnológico, resolvendo muitos dos seus problemas de eficiência e eficácia nas operações hospitalares.

O HCFMUSP foi criado pelo Decreto nº 13.192 e desde a sua inauguração oficial, em 19 de abril de 1944, vem avançando e consolidando-se como centro de excelência e referência no campo de ensino, pesquisa e assistência. Conta com 8 institutos especializados, 2 hospitais auxiliares e 65 laboratórios.

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