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Publicitários contam como é trabalhar em startups

A publicidade faz parte da nossa vida. Em qualquer lugar é possível perceber o trabalho desenvolvido por um publicitário. Campanhas, logotipos, embalagens de produtos, outdoors etc. Esses profissionais são responsáveis por contarem histórias e dar vida a ideias conquistando e fidelizando pessoas a uma marca. E, hoje, é um momento especial para todos aqueles que […]

1 de fevereiro de 2021 5 min de leitura
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Artigo atualizado 1 de fevereiro de 2021

A publicidade faz parte da nossa vida. Em qualquer lugar é possível perceber o trabalho desenvolvido por um publicitário. Campanhas, logotipos, embalagens de produtos, outdoors etc. Esses profissionais são responsáveis por contarem histórias e dar vida a ideias conquistando e fidelizando pessoas a uma marca. E, hoje, é um momento especial para todos aqueles que seguiram essa profissão: 1º de fevereiro, é o dia do publicitário e uma oportunidade de entendermos melhor os desafios dessa carreira.

A Publicidade e Propaganda se veem desafiadas constantemente, e não são só os profissionais que precisam se renovar, o mercado de trabalho e as agências tradicionais também necessitam fazer um balanço do que ainda funciona e o que precisa ser deixado de lado. É sobre esse tema que conversamos com Leticia Moreira, Nicolas Kim e Spencer Fidelis, publicitários e profissionais da área que atuam em startups e compartilharam um pouco de suas experiências e visões.

Leticia Moreira

Leticia Moreira

Leticia Moreira atua como Analista de Marketing na Rede Parcerias. A startup cria e gera clubes de vantagens como ferramenta de marketing com o objetivo de ajudar empresas a estreitar o relacionamento com seus clientes, colaboradores e associados. Para a publicitária, a principal diferença existente entre o ambiente de uma startup em relação às agências tradicionais é que nas startups há uma busca constante por inovação e colaboração do time para trazer melhorias ao negócio.

Ainda segundo ela, a cultura de inovação é fundamental para o sucesso de toda startup. “Ela proporciona uma evolução constante dos produtos e/ou serviços ofertados para os seus públicos, melhoria dos processos, otimização de tarefas e entregas. Dessa forma, a empresa consegue se adaptar melhor aos cenários, aos imprevistos – a pandemia está sendo uma grande lição nesse sentido –; além de estar sempre atenta a novas oportunidades e tendências de mercado”, explica.

Nicolas Kim

Nicolas Kim

Dizem por aí que comunicólogos têm aversão a números, esse não é o caso de Nicolas Kim. Mesmo cursando publicidade e propaganda, o comunicador sempre teve interesse na área de exatas e foi isso que o levou a atuar em uma startup. “O que eu via muito em agências mais tradicionais, tanto trabalhando quanto falando com amigos do mercado, é que muitas das decisões eram tomadas com base no tal do achismo. […] Vemos pouco uso de dados para fundamentar decisões, apesar de hoje, principalmente com o digital, termos muitas métricas de sucesso que conseguimos analisar em real-time.”

Nicolas é gerente de Mídias e Novos Negócios na Cognitive Consultoria, startup criada com a intenção de encarar o processo de comunicação como ciência. Há, inclusive, um termo em inglês que resume bem esse trabalho: media science. Dessa forma, a pretensão da empresa é fazer com que seus clientes pensem com base em dados e métodos científicos para tomar decisões.

Para o publicitário, a principal diferença de atuar em startup é o job description. “O que quero dizer é que estar em uma startup é ter uma cabeça aberta para ter seu dia a dia mudando sempre, adquirindo novas responsabilidades e, muitas vezes, de algo que você nunca tinha nem chegado perto”, afirma o profissional. 

Além disso, quando falamos de startups, a cultura de inovação é pré-requisito. É assim que Nicolas começa definindo a importância dessa metodologia que difere startups de outras empresas. “Diferentemente de empresas que já estão consolidadas e muitas vezes têm inúmeros objetivos individuais por área e colaborador, a startup parte de um pressuposto de que todo e qualquer funcionário é imprescindível para o sucesso da empresa e, principalmente, que todos colaboradores têm o mesmo objetivo comum”, ressalta. 

Spencer Fidelis

Spencer Fidelis

Spencer Fidelis é proprietário da startup Fidelis Marketing, que é responsável por auxiliar agências e anunciantes a se aproximarem das culturas e interesses regionais, traduzindo estas diferenças e oportunidades através de planejamento de mídia, eventos ou até mesmo por meio de influencers para esta marca falar melhor com os seus consumidores locais. 

“As startups têm uma visão unificada e isso é muito importante. Afinal, quando as pessoas de uma empresa, ou qualquer equipe, entendem o propósito e os objetivos, isso consequentemente reflete no todo. Dessa forma, essas pessoas deixam de ser apenas peças na engrenagem, e acabam desempenhando um papel mais diverso como se fossem um motor que move a equipe na mesma direção”.

Por que startups devem contratar publicitários?

Independente do segmento da startup, com certeza ela precisará contratar um publicitário para o seu time em algum momento. Mentes criativas e inovadoras são sempre bem-vindas. Letícia acredita que os profissionais da área estão sempre em busca de novas ideias, a fim de saírem do óbvio. “Publicitários costumam ser profissionais interdisciplinares, que podem oferecer uma variedade de conhecimentos para agregar ao time”, alega. 

Pensamento fora da caixa. São com essas palavras que Kim define o publicitário. “Temos um lado sensível para aquilo que impacta e interessa o prospect. Possuímos a capacidade fortíssima de entender uma necessidade e realçar aquele desejo do cliente sobre um produto ou serviço a partir da comunicação. Então fica fácil para nós, quando trabalhamos em uma startup, fazer essa via de mão dupla em que conseguimos interpretar o que o público deseja para modificar e aprimorar os MVPs”, finaliza.

Panorama das martechs no Brasil

Agora que você já entendeu mais sobre a carreira de um publicitário dentro de uma startup, é o momento de compreender melhor o que é uma martech e qual é o panorama desse tipo de negócio no Brasil

Martechs são startups do setor de marketing, que desenvolvem novos recursos tecnológicos para grandes agências e corporações. Nos últimos anos, as martechs ganharam destaque por criar ferramentas que envolvem a automatização de processos, inteligência artificial, identificação de tendências de mercado, pesquisas, geomarketing, entre outras soluções. 

Segundo o estudo AdTech & MarTech Report 2019, realizado pelo braço de inteligência Distrito Dataminer, o Brasil conta atualmente com mais de 475 startups do segmento de publicidade, mídia e marketing. 

Essas startups estão divididas em quatro principais categorias: Commerce & Sales com 136 startups; Advertising & Promotion com 130; Social & Relationships com 105 e Content & Experience com 104. A divisão entre as categorias é bastante equilibrada no setor, todas as quatro com mais de 20% de startups.

Saiba mais sobre o Distrito For Startups

O Distrito for Startups é um programa de desenvolvimento contínuo de startups que tem como objetivo auxiliar na superação de todos os desafios da gestão, e ser ponte entre a startup e a maior comunidade virtual de startups do país.

Ele te conecta a soluções inovadoras e uma tecnologia de ponta, através de mentorias onlines com diferentes mentores a sua escolha ou com um dos Community Managers do Distrito, participação em eventos, conexão direta com corporates e universidades, treinamento de pitch para investidores, acesso a conteúdos e workshops exclusivos, validação de processos e descontos em ferramentas. Além de hubs de inovação que te conectam com diferentes empreendedores e diversas oportunidades.

Distrito for Startups

O Distrito for Startups tem todas as ferramentas para ajudar sua startup a se preparar para o momento de negociação com uma grande empresa. 

“O Distrito For Startups é um ecossistema onde você pode acompanhar as novas fronteiras do desenvolvimento tecnológico aplicado aos negócios. A troca é muito importante, faz com que não fiquemos fechados no nosso mundo, na nossa realidade”, comenta Spencer.

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