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Qual o impacto das cleantechs no mercado ESG?

Qual o impacto das cleantechs no mercado ESG?

Com a demanda crescente por atividades que causem menos danos ao meio ambiente, as chamadas cleantechs surgem como uma solução para empresas e governos que buscam reduzir seu impacto e atualizar a agenda ESG. Essas startups atuam de diversas formas para mitigar desperdícios, diminuir custos e ainda gerar aumento de produtividade e eficiência nas atividades […]

8 de outubro de 2021 4 min de leitura
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Artigo atualizado 8 de outubro de 2021

Com a demanda crescente por atividades que causem menos danos ao meio ambiente, as chamadas cleantechs surgem como uma solução para empresas e governos que buscam reduzir seu impacto e atualizar a agenda ESG. Essas startups atuam de diversas formas para mitigar desperdícios, diminuir custos e ainda gerar aumento de produtividade e eficiência nas atividades econômicas.

Um dos focos de atuação das cleantechs é em energia renovável. Este mercado, que teve recorde de investimentos à nível global em 2016 – com funding total de US$ 2.1 milhões -, caminha para ter o seu melhor ano agora em 2021. Estamos apenas no início de outubro e as startups desse segmento já captaram US$ 1.9 milhões, em 108 deals. O diferencial é que agora as rodadas são muito maiores, o que demonstra o crescente amadurecimento do setor. 

Além de atacarem problemas urgentes relacionados à preservação ambiental, as cleantechs representam uma inovação rápida e muito necessária para que governos e corporações alcancem o maior número de pessoas com práticas sustentáveis. A última edição do Inside ESG Tech Report trouxe um recorte no tema de Energia Limpa, com foco nas atividades das startups de “tecnologia verde”. Confira abaixo algumas tendências e cases apresentados no estudo e assine o relatório para acompanhar todas as novidades sobre o mercado de ESG.

Tendências no mercado das cleantechs

Eletrificação dos transportes

A eletrificação do setor de Transportes já está em curso em países europeus como Espanha e Portugal. A movimentação faz parte das metas da União Europeia de reduzir a emissão média de novos carros em 55% até 2030 e 100% até 2035. 

No entanto, especialistas alertam que também é necessário investir em transporte público eficiente, pois não há energia elétrica o suficiente para alimentar todos os carros e nem a estrutura logística para abastecer os bancos elétricos.

Considerando que o Brasil também possui metas ambiciosas para cortar emissões em 37% até 2025 e em 43% até 2030, este é um tema que o mercado deve acompanhar.

Energia solar

A energia solar, que hoje representa 2% da matriz elétrica brasileira, pode chegar a 2,9% até o final de 2021, como é previsto por levantamento do Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS) e do Ministério de Minas e Energia (MME). Só em 2020, a capacidade instalada em energia solar fotovoltaica cresceu 66% no país. 

De acordo com a Absolar, o setor solar brasileiro movimentou cerca de R$ 15,9 bilhões em investimentos locais em 2020, enquanto para este ano, as projeções apontam para estimados R$ 22,6 bilhões investidos. 

Dentre as demais previsões para o Brasil, as associações do setor apostam que, até 2023, o país poderá instalar 10,1 GW de energia solar fotovoltaica, o que representa mais que o dobro da capacidade instalada em 2020 – de 2,8 GW. 

Hidrogênio verde

O hidrogênio verde é produzido a partir da quebra da molécula de água e aplicação de corrente elétrica proveniente de fontes limpas, sem emitir CO2. 

O debate sobre a substância como recurso energético veio novamente à tona este ano e já vem demonstrando boas expectativas para o Brasil. Graças à extensão territorial do país, três centros para produção de hidrogênio verde com foco na exportação já estão em desenvolvimento em Pecém (CE), Suape (PE) e Açu (RJ). Dentre eles, o do Ceará vem despertando o interesse de multinacionais como EDP, White Martins e Fortescue Futures.

De acordo com levantamentos do centro de estudos E+Transição Energética, os planos brasileiros, se realizados, somarão mais de US$ 20 bilhões em investimentos. 

Luming: case de sucesso de uma cleantech

Segundo o mapeamento do Distrito, o Brasil conta hoje com 80 cleantechs com foco em energia limpa. Dentre elas, está a gaúcha Luming, especializada em reaproveitamento de energia a partir da produção de biogás e gás natural. Atualmente, o público-alvo da startup são empresas que geram esses resíduos em sua produção, em indústrias como a de empresas de bebidas e alimentos, empresas de papéis, frigoríficos, produtores de amido, setor de saneamento e de resíduos sólidos urbanos, e também setor agropecuário.

O foco da Luming são projetos de grande porte para viabilizar a autoprodução de energia. Suas soluções focam no ganho ambiental, redução de custo e segurança energética em um modelo de negócios de serviços no qual eles instalam, operam e monitoram os sistemas e fazem a predição de dados. 

Um dos cases de sucesso da Luming é a parceria com a Ambev para ajudar a cervejaria atingir suas metas internas de sustentabilidade até 2025. São elas: i) reduzir em 25% as emissões de carbono ao longo da cadeia de valor; ii) tornar 100% da eletricidade comprada pela empresa advinda de fontes renováveis.

A Luming criou o 1º projeto de geração de energia com biogás da Ambev no mundo. No sistema desenvolvido pela startups, o gás metano – que seria desperdiçado pela empresa em sua produção – é utilizado para gerar energia elétrica dentro das próprias fábricas da Ambev, através de tecnologias de alta performance. 

As quatro plantas onde o sistema foi inserido tiveram uma redução de 482 toneladas de emissões por ano, o equivalente ao plantio de mais de 2,8 mil árvores. Já a produção de energia total nas unidades chega a 449 mil kwh todo mês.

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