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Conheça a Startup Nua: uma femtech de absorventes sustentáveis

Conheça a Startup Nua: uma femtech de absorventes sustentáveis

Com o objetivo de oferecer um produto sustentável e que não ofereça riscos à saúde das pessoas e ao planeta, surgiu a startup Nua.

14 de setembro de 2022 3 min de leitura
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Artigo atualizado 14 de setembro de 2022

Com o objetivo de oferecer um produto sustentável e que não ofereça riscos à saúde das pessoas e ao planeta, surgiu a startup Nua.

No Brasil, quase 80% do público que menstrua utiliza absorventes externos comuns, aqueles achados facilmente nas prateleiras dos supermercados, farmácias ou comércio em geral. Porém, não é de conhecimento comum que esses produtos não só impactam negativamente o meio-ambiente, mas também a saúde das pessoas que o utilizam. 

Um dos principais componentes dos absorventes comuns é o plástico, possuindo cerca de 3,4g cada unidade. Isso significa que uma pessoa que menstrua descarta em torno de sessenta quilos de plástico ao longo de sua vida.

Além do plástico, que por si só já é considerado danosa à saúde por não ser um produto respirável, é possível achar outros produtos químicos que em contato direto com os órgãos íntimos por longos períodos podem causar alergias, proliferação de bactérias, entre outros problemas. 

Com o objetivo de oferecer um produto sustentável, acessível e que tenha como ponto de partida a saúde das mulheres e pessoas menstruantes, surgiu a startup Nua

O que é a Startup Nua?

A Startup Nua, fundada por Clara Kottas e Isabelle Parik, oferece opções de absorventes externos veganos, produzidos a partir da fibra de bambu – que possui efeito antibacteriano e maior respirabilidade –, livre de componentes tóxicos e biodegradáveis. Tanto os absorventes quanto suas embalagens se decompõe em até seis meses. 

A empresa oferece diferentes opções de compra. O cliente pode escolher entre um pacote com dez absorventes ou realizar uma assinatura mensal para receber todo mês a quantidade do produto ideal para seu ciclo mentrual.

A história da empresa

O interesse de empreender de Clara surgiu após se formar em direito, ter experiências com o setor empresarial e M&As. Já com Isabelle, formada em administração, foi através de suas experiências com marketing, pesquisa e consumer insights. “Acreditamos que tínhamos perfis bastante complementares para encarar o desafio de empreender e já estávamos conversando sobre a possibilidade de fundar uma empresa antes mesmo de surgir a ideia da Nua”, disse Clara em entrevista ao Distrito.

Enquanto trabalhava no Reino Unido, em 2019, Isabelle teve contato com algumas marcas de absorventes descartáveis orgânicos, e surgiu o questionamento: porque não existiam produtos parecidos no Brasil

As duas empresárias resolveram focar nesse nicho e, no início de 2020, começaram a abertura da Startup Nua.

Impacto na pobreza menstrual

Além de oferecer uma opção sustentável, orgânica e que não agride o corpo de quem o utiliza, a startup Nua também tem como objetivo enfrentar a questão da pobreza menstrual no país. 

Por mais que a menstruação seja algo natural e frequente para grande parte das mulheres, uma parcela desse público, por falta de acesso à produtos básicos de higiene, falta de conhecimento sobre o assunto e infraestrutura, acaba utilizando itens que não são indicados para conter o sangramento.

Visando essa questão, a startup Nua firmou uma parceria com o projeto Luna – ONG criada com o objetivo de reduzir a pobreza menstrual no Brasil. Nesse caso, a cada compra realizada pela startup, são realizadas doações dos absorventes para pessoas em situação de vulnerabilidade. 

A importância das femtechs

As femtechs, startups de tecnologia com foco em oferecer soluções para o público feminino, aos poucos têm ganhado maior visibilidade no ecossistema de inovação. Segundo os dados da sétima edição do relatório Inside Healthtech Report, essas empresas já movimentaram US$ 23 bilhões globalmente. 

Essas empresas, através de suas soluções, ajudam o público feminino com questões que por muito tempo não eram contempladas pelo mercado. As startups com esse foco enfrentam assuntos como a saúde da mulher, gestação, estética, prevenção, entre outros. 

O acesso a serviços de qualidade, que focam principalmente na saúde da mulher, ainda é muito escasso, com muito tabu e desinformação. Por ser um setor ainda pouco explorado, há muitas possibilidades para a criação de novos negócios e as femtechs surgem, não só para oferecer soluções, mas também para educar e orientar esse público. 
Em nosso relatório Tendências na Saúde, as femtechs foram apontadas como uma das principais tendências para esse setor. Para se aprofundar mais sobre o assunto e descobrir quais são as outras tendências nesta área acesse o nosso estudo.

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