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Distrito for Startups dá incentivo para startups fundadas por mulheres

Distrito for Startups dá incentivo para startups fundadas por mulheres

Como forma de incentivar o empreendedorismo feminino no Brasil, anunciamos que toda startup fundada por mulheres terá direito a receber nossa bolsa de incentivo ao programa Distrito for Startups de forma totalmente gratuita e sem necessidade de seleção prévia.  É necessário apenas ter um CNPJ e ser, de fato, uma startup (que resolve uma dor […]

9 de março de 2021 4 min de leitura
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Artigo atualizado 9 de março de 2021

Como forma de incentivar o empreendedorismo feminino no Brasil, anunciamos que toda startup fundada por mulheres terá direito a receber nossa bolsa de incentivo ao programa Distrito for Startups de forma totalmente gratuita e sem necessidade de seleção prévia. 

É necessário apenas ter um CNPJ e ser, de fato, uma startup (que resolve uma dor de mercado e tem um modelo de negócio repetível e escalável) para ter direito a um mês gratuito do programa Distrito for Startups.

“Por aqui nós vamos fazer tudo o que pudermos para ajudar essas startups a irem para frente e assim quem sabe poderemos contribuir para diminuir um pouquinho esse gap no ecossistema”, afirma Lilian Natal, head do programa no Distrito.

Para saber mais, basta acessar o Distrito For Startups

Uma realidade que precisa ser mudada

As startups estão, cada vez mais, demonstrando potencial, atraindo investimentos de grandes empresas como também de fundos de investimento. No entanto, assim como a sociedade, o ecossistema de startups ainda é desigual. É o que evidencia o estudo mais recente Female Founders Report, produzido pelo Distrito Dataminer, em parceria com Endeavor e B2Mammy.

De acordo com o material, menos de 5% das startups brasileiras foram fundadas somente por mulheres. Além disso, 0,04% dos mais de US$ 3,5 bilhões aportados no mercado em 2020 foram destinados às startups lideradas só por mulheres.

Distrito for Startups

O que nossas residentes têm a dizer

Confira agora o depoimento de algumas das fundadoras de startups que já participam do programa. Eles contam sobre as dificuldades que enfrentaram e dão dicas a outros empreendedores negros.

Ivonete Guarino

“Além de ser um lugar muito burocrático e, consequentemente moroso e oneroso, empreender no Brasil é ainda mais desafiador para as mulheres, que muitas vezes se sentem intimidadas pelo fato de o mundo dos negócios ser essencialmente masculinos e masculinizados. Além disso, a nossa construção social, faz a própria mulher colocar em xeque sua capacidade.  Acredito que muitas idéias incríveis nunca saem do imaginário”

Nohoa Arcanjo, Cofundadora da Creators

“Mulheres que já conseguiram superar essas barreiras estão se estruturando para ajudar outras mulheres a também fazerem isso. Eu vejo um ecossistema muito importante de rede de apoio se formando, para que a gente consiga fomentar esse movimento. E mesmo existindo dados sobre como empresas lideradas por mulheres rendem mais, são mais lucrativas, têm melhor cultura, melhor entrosamento colaborativo, enfim, só coisa boa, mesmo assim, os questionamentos são muito grandes quando vamos pedir investimento.”

Luana Aps, sócia da ImunoTera

“Eu tenho duas filhas, uma de 4 anos e uma de 8. Já a minha sócia tem uma pequena de um ano e meio. A gente acaba se desdobrando. Eu pessoalmente com as minhas duas aqui e aula online. Então o começo da pandemia foi bem sofrido. Eu ficava com elas durante o dia, tendo aula online, estudando com elas e fazendo todas as atividades. Só conseguia trabalhar de madrugada. Então, eu fazia o terceiro turno que é quando eu trabalhava para a empresa: eu começava umas 22h e acabava às 2h da manhã. Eu colocava elas para dormir e depois trabalhava do computador”.

Luisa Brandt, Cofundadora da Bot da May

Luisa Brandt, cofundadora da Bot da May

“Irão duvidar de você, irão desconfiar do seu potencial ou dizer que ‘isso não é pra você’, mas ao mesmo tempo, terão outras pessoas, mulheres e homens, te impulsionando, te admirando, te inspirando. Então comece, nem que seja pequeno, nem que seja tímido, nem que ninguém, em absoluto, esteja vendo o que você faz, comece!”.

Tainah Colombo Gomes, fundadora da BiotecnoScience

“Estou iniciando agora a minha jornada como empreendedora. Mas já tomei vários sustos, porque dentro do ambiente acadêmico é ensinado que é tudo muito tranquilo e simples. Você tem seu produto, quer desenvolvê-lo, monta sua empresa e pronto. No entanto, não é bem assim. É um caminho longo a ser percorrido, precisa de financiamento e orientação sendo uma trajetória árdua a ser percorrida. Acredito que dentro do contexto acadêmico somos um pouco iludidos sobre a realidade dos empreendedores brasileiros. São muitas perguntas e passos que temos que percorrer para chegar a solução de um problema”.

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