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Como as fintechs estão se preparando para 2021?

Como as fintechs estão se preparando para 2021?

O ano de 2020 foi de grande destaque para as startups do setor financeiro. As fintechs – que não se resumem apenas a bancos digitais – fazem uso de tecnologia para criar soluções em áreas de back office, risco e compliance, serviços digitais, criptomoedas, investimentos, entre outros. Por serem as precursoras de modelos de negócio […]

22 de fevereiro de 2021 5 min de leitura
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Artigo atualizado 22 de fevereiro de 2021

O ano de 2020 foi de grande destaque para as startups do setor financeiro. As fintechs – que não se resumem apenas a bancos digitais – fazem uso de tecnologia para criar soluções em áreas de back office, risco e compliance, serviços digitais, criptomoedas, investimentos, entre outros. Por serem as precursoras de modelos de negócio com inovação aberta e tecnológica e ocuparem uma ampla área de atuação, as fintechs são a principal categoria do ecossistema. 

O Distrito Dataminer, central de inteligência de mercado do Distrito, mapeou mais de 870 fintechs em funcionamento. Meios de pagamento, back office e crédito são, respectivamente, as três principais categorias dentro da vertical. Ao todo, durante o ano de 2020, mais de US$ 1,9 bilhão foram investidos em fintechs, valor 68% maior em relação ao ano anterior, de acordo com o Inside Fintech Report publicado em janeiro de 2021. Esses indicativos demonstram que o setor está em constante evolução e amadurecimento. 

No estudo, algumas tendências para o ano foram observadas, são elas:

  • Fintech deve seguir como o setor que mais receberá recursos em 2021;
  • O tamanho dos aportes feitos em 2020 deve continuar aumentando;
  • Fintech deve concentrar o maior número de unicórnios em 2021;
  • O Estado de São Paulo seguirá sendo o maior polo de inovação, mas a concentração deve diminuir;
  • Destaque para novos modelos de negócios: Open Banking, Pix e descentralização do setor financeiro. 

Neste artigo vamos apresentar como as fintechs estão se preparando para 2021 e quais são suas metas e objetivos após o promissor ano que passou. Conversamos com quatro startups do setor financeiro que são residentes do programa Distrito for Startups, para entender os planos traçados, já que as expectativas de crescimento para o setor são muito positivas.

Rodrigo Lima, Founder da pix.cash

Rodrigo Lima, Founder da pix.cash

A pix.cash é uma das startups que atuam com Open Banking, soluções que permitem aos bancos, fintechs e empresas de tecnologia compartilharem informações financeiras e realizarem transações por meio da integração de seus respectivos sistemas. 

Seus principais objetivos para esse ano são: foco em crescimento e lançamento de novos produtos. Para alcançar esses objetivos, a PixCash pretende investir em aprimoramentos na sua plataforma de atendimento ao cliente para melhorar a experiência do usuário mantendo a transparência, e aumentar o custo benefício da ferramenta. 

Os lançamentos preparados pela PixCash para esse ano são os módulos de Open Banking, Pix e produtos de gestão focados em mercados específicos, tais como loteamentos, provedores, vistorias veiculares etc. Para alcançar esses resultados, a fintech pretende investir recursos para aperfeiçoar sua gestão de pessoas, novas tecnologias, marketing e vendas.

Gustavo Marquini, CEO da Foregon

Gustavo Marquini, CEO da Foregon

A Foregon é uma marketplace de serviços financeiros, seu objetivo é ajudar clientes a encontrarem o cartão de crédito mais adequado às suas necessidades e perfil consumidor, tudo por meio de uma plataforma online e gratuita. 

Três pontos de forte mudança em 2020 por causa da pandemia guiam a estratégia que a fintech planeja para este ano. São elas: mudança no comportamento do consumidor, já que com a quarentena a busca por produtos financeiros online aumentou consideravelmente; mudança no mercado porque acesso a crédito ficou mais restritivo; e mudança na gestão porque a receita da startup despencou com instabilidade econômica trazida pela pandemia. 

Só em janeiro de 2021, a Foregon já bateu o faturamento do primeiro trimestre de 2020, esse resultado é consequência da rápida mudança de atitude que a fintech adotou durante a pandemia, estratégias essas, que continuam sendo colocadas em prática. Uma das atitudes foi a adição da metodologia OKR como o principal direcionador de execução da estratégia utilizada. 

Com todos direcionados no mesmo objetivo, a empresa teve um excelente crescimento em 2020 e pretende seguir focada em dois pilares: entregar ferramentas que realmente ajudem os usuários e trazer pessoas fora da curva para serem protagonistas na execução dos objetivos. 

Dentro do planejamento estratégico, a descentralização dos bancos é a principal aposta. A Foregan explica que a 5 anos atrás era muito difícil encontrar pessoas que pediam online um cartão de crédito, empréstimos ou abriam uma conta bancária. Hoje, essa é a realidade, e eles estão otimistas com o aumento da popularização deste canal. Outro objetivo é conseguir triplicar a receita e, para isso, a preparação passa por otimizar o marketplace e desenvolver novos produtos para os usuários.

Marcelo Pessoa, CEO da N5 Now

Marcelo Pessoa, CEO da N5 Now

A fintech N5 Now fornece às instituições financeiras um conjunto de ferramentas e aplicativos projetados especificamente para o setor, que lhes permite evoluir e adotar novas tecnologias sem precisar substituir ou eliminar os sistemas existentes. 

Com a pandemia, algumas mudanças tiveram de ser tomadas, entre elas: aprimoramento da gestão de custos, melhoria da eficiência e aceleração na prospecção pensando em 2021. As preparações para o este ano são focar nos clientes existentes para conseguir ampliar o negócio, investir mais em comunicação e ampliar as vitrines para a empresa. Entre as mudanças, vender mais os resultados que a empresa gera para clientes e prospects ao invés de aspectos tecnológicos apenas. 

As principais metas da N5 Now são: crescer 50% a receita proveniente dos clientes atuais; desenvolvimento de base de talentos; e atrair 2x novos logos ao portfólio de clientes. Para alcançar essas metas, o plano é divulgar melhor o trabalho desenvolvido e o valor da empresa, produzir um novo plano de marketing, explorar mais os relacionamentos existentes, lançar demo de novos produtos e criar uma máquina de vendas. 

Rodrigo Borges, Founder e CEO do Social Bank

Rodrigo Borges, Founder e CEO do Social Bank

Mesmo a fintech Social Bank já tendo um DNA digital, as consequências da pandemia aceleraram mais ainda seu processo de digitalização. Em 2020, houve a implementação de uma série de iniciativas para eliminar processos operacionais e automatizá-los cada vez mais por meio de sistemas de atendimento inteligente (BOT, machine learning) e ferramentas de CRM e marketing cloud para agilizar e aprimorar o relacionamento com clientes. 

Outro ponto importante para a empresa foi a estruturação de equipe de vendas por meio do modelo de PODs, a partir do qual foram reunidos grupos de colaboradores especializados em determinadas tarefas para trabalharem juntos ao longo do processo de vendas.  

Mais que um banco, o Social Bank quer atender empresas e pessoas, proporcionando soluções adequadas para cada perfil de cliente. A partir dessa premissa, a empresa atua por meio do “One stop shop, one click”, ou seja, oferecem um banco digital completo para pequenas empresas em apenas um clique e com um valor fixo por mês. 

Outro objetivo do Social Bank é fortalecer a frente de Economia Social da entidade dentro do modelo de nova economia. A empresa é pioneira no empréstimo entre pessoas e pretende trazer novidades em termos de trocas e compartilhamento de talentos, abrindo caminho para a economia social.

Entre as principais metas para 2021, está a consolidação como um banco 100% digital, assumindo o papel de protagonista da integração entre economia social e financeira. Ampliar o portfólio de produtos financeiros também é uma das metas do ano, para conseguir consolidar sua liderança em Economia Social. Em números, a meta é triplicar seu tamanho em 2021, gerando receitas e equilibrando os lucros e propósito. 

Conheça o Distrito for Startups 

O programa Distrito for Startups tem o objetivo de conectar startups ao maior ecossistema independente do Brasil, tendo acesso a diversos benefícios e parceiros para gerar valor e novos negócios. E o melhor de tudo é a possibilidade de participar de qualquer lugar do mundo. 

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