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Investimentos em retailtech: primeiro trimestre de 2021 bate recorde

Antes de terminar o primeiro trimestre do ano, os investimentos em retailtechs, como são chamadas as empresas que oferecem soluções inovadoras para o mercado de varejo, já bateram o recorde para o período. Foram US$ 527,4 milhões investidos até agora em 13 rodadas de investimento, segundo o mais recente Inside Retailtech Report, relatório mensal produzido […]

23 de março de 2021 3 min de leitura
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Artigo atualizado 23 de março de 2021

Antes de terminar o primeiro trimestre do ano, os investimentos em retailtechs, como são chamadas as empresas que oferecem soluções inovadoras para o mercado de varejo, já bateram o recorde para o período. Foram US$ 527,4 milhões investidos até agora em 13 rodadas de investimento, segundo o mais recente Inside Retailtech Report, relatório mensal produzido pela plataforma de inovação aberta Distrito Dataminer, braço de inteligência de mercado do Distrito. 

O montante é 804% superior ao movimentado no mesmo período em 2020, e 2.472% superior ao de 2019. Representa também 74% do valor investido durante todo o ano passado, quando US$ 712 milhões foram aportados em startups deste segmento. Este é o terceiro trimestre consecutivo em que retailtechs recebem um valor superior a US$ 200 milhões. 

“Isso é uma prova do amadurecimento do mercado de varejo, com empresas fundadas no intervalo de 2016 a 2018 ganhando cada vez mais destaque no mercado, mesmo diante do cenário desafiador imposto pela pandemia”, diz Tiago Ávila, líder do Distrito Dataminer.

O recorde foi alcançado principalmente graças ao aporte de US$ 212 milhões feito ao serviço de entregas Loggi. Destaca-se também os US$ 198,1 milhões captados pelo e-commerce MadeiraMadeira e os US$ 90 milhões investidos na NuvemShop, o mais recente de todos eles. 

Ainda foram feitas nove fusões e aquisições de retailtechs nesses dois meses e meio, mais que o dobro do primeiro trimestre de 2020, mas menos do que o trimestre anterior, quando aconteceram 12 fusões e aquisições – até agora, o mais movimentado da história do setor. Em março, por ora, foram quatro: a Nuvini adquiriu a Ipê Digital; o Ecommerce na Prática comprou a WBuy; a Locaweb, que em janeiro e fevereiro adquiriu a ConnectPlug e a Docca, comprou agora a Samurai Expert; e a Magazine Luiza comprou a VipCommerce. 

“Se mantivermos esse ritmo acelerado, nossa estimativa é de encerrarmos o ano com um número superior aos 27 M&As realizados em 2020”, completa Ávila.

As soluções de chatbot para varejo também é tema do estudo

O Inside Retailtech Report traz ainda um panorama nacional e internacional sobre os chatbots, usados para o atendimento digital ao cliente, entre outros fins, além de entrevista com empreendedores do setor. Essa tecnologia pode ser usada para diversos fins no setor de varejo. Por exemplo, nas diversas etapas do funil de vendas e em diferentes estratégias de marketing. Também é muito importante analisar a utilização dos chatbots dentro de um contexto mais amplo de experiência do consumidor.

As vantagens da aplicação de chatbots estão relacionadas à oferta de um serviço imediato ao cliente; seja ele de suporte, atendimento ou venda, além de oferecer uma melhor experiência ao usuário, escalabilidade e corte de custos a longo prazo para a empresa. No começo, o boom de otimismo com a aplicação dessa tecnologia trouxe a discussão sobre ameaça à existência de certas áreas, mas o tempo provou que não era exatamente assim. O mercado foi transformado e outras áreas tiveram grande protagonismo, como o Customer Experience (CX).

O tráfego médio mensal de mensagens trocadas pelos bots já chega a 2,2 bilhões, sendo que em 2017 era de apenas 500 milhões por mês. Atualmente, em média, um bot conversa com 8 mil pessoas e troca 92 mil mensagens em um mês. O mercado se encontra em um estágio mais maduro, e é possível ver a consolidação de grandes plataformas de criação de bots e a real utilidade para as empresas.

Além disso, é possível observar a utilização massiva dos bots para o WhatsApp. Cerca de 41% dos criadores de bots têm a rede social como principal canal, e 33% deles têm sites na web, como o canal mais relevante.  

“A automatização com o uso de um chatbot bem estruturado, além de aumentar a produtividade e a eficiência interna, aproxima a empresa do cliente final para atendimentos, informações, ofertas ou sugestões de compra, tudo de maneira customizada e pessoal. O chatbot pode, por exemplo, acelerar o atendimento a um cliente que tenha uma dúvida, já que facilmente busca por uma informação, sem precisar entrar em uma fila de atendimento”, afirma Moacyr Amorosino, da Zenvia, um dos principais players de chatbot do Brasil.

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