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LGPD e cookies: entenda como eles impactam seu B.I

O Business Intelligence (B.I) é uma das estratégias mais recorrentes entre empresas B2B e B2C para entender o público consumidor. Esta estratégia é eficiente e rápida, mas em breve ela necessitará de uma nova abordagem. A Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD) impõe novas regras para o uso de cookies, que são a maior […]

17 de agosto de 2021 3 min de leitura
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Artigo atualizado 17 de agosto de 2021

O Business Intelligence (B.I) é uma das estratégias mais recorrentes entre empresas B2B e B2C para entender o público consumidor. Esta estratégia é eficiente e rápida, mas em breve ela necessitará de uma nova abordagem. A Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD) impõe novas regras para o uso de cookies, que são a maior fonte de informações para as análises de B.I. Além disso, o Google já anunciou que irá desabilitar a opção de uso de cookies para terceiros, o que força o mercado de B.I a pensar em novas táticas.

Mas vamos começar do começo. Por que os cookies são tão importantes? Nesse artigo nós vamos explicar a importância dos cookies, por que a LGPD influencia o funcionamento do B.I. e quais alternativas estão sendo desenvolvidas para solucionar esse problema.

Como os Cookies são utilizados

Para início de conversa, precisamos ter em mente que cookies são informações que ficam salvas no navegador ou site, e que não necessariamente elas serão utilizadas para fins comerciais. Logins e senhas, produtos adicionados nos carrinhos e rascunhos de mensagens também são cookies, no entanto, ferramentas de B.I. não têm acesso a essas informações.

Os dados que são mais valiosos para plataformas de Business Intelligence são aqueles relacionados ao histórico de buscas e comportamento digital. Um exemplo muito comum é quando um usuário faz uma pesquisa por um determinado produto — vamos supor, uma cafeteira, e durante os próximos dias ele recebe inúmeros anúncios em redes sociais e sites relacionados a outros modelos de cafeteiras, cápsulas de café e outros produtos relacionados. 

Ao contrário do que se é especulado, o responsável por esse fenômeno não é apenas o algoritmo, mas sim uma robusta plataforma de B.I que irá relacionar o desejo de compra do usuário a lojas e fornecedores que possam oferecer o melhor produto para ele. Não é mágica nem espionagem, é estudo de dados.

Porém os cookies revelam muito mais coisas além do seu sonho de consumo que você coloca no carrinho de compras para logo em seguida fechar a aba. Uma vez que empresas ficam sabendo de todos seus movimentos da internet e não mais apenas dentro do site deles, é possível também saber sua localização, idade, gênero, hobbies e preferências — de todos os tipos. E é nesse momento que as coisas ficam um pouco mais delicadas, afinal das contas, não queremos que tudo o que buscamos na internet fique a disposição de grandes corporações, não é mesmo?

Como a LGPD influencia o uso de cookies

Essa preocupação com a privacidade do usuário se tornou tão gritante que foi necessária a intervenção do Estado. Na Europa, o Regulamento Geral sobre a Proteção de Dados (RGPD) surgiu justamente com o objetivo de impedir que empresas tivessem acesso a informações sensíveis e íntimas dos cidadãos. Aqui no Brasil, a Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD) entrou em vigor em setembro de 2020 e tem o mesmo core.

Em linhas gerais, a LGPD impede que os cookies possam identificar os usuários individualmente. Isso quer dizer que, muito provavelmente seus produtos abandonados no carrinho continuarão a ser rastreáveis, mas outras informações, como seu email de login e endereço, não. 

Novas alternativas

Para empresas que precisam de informações para saber a quem direcionar seus anúncios, ficar sem os cookies de terceiros vai ser um grande desafio. Além de sites que contam com a venda de espaço para anúncios publicitários, alguns navegadores, como o Chrome, também estão preocupados com a possibilidade de perda de renda, e por isso já estão elaborando novas técnicas para contornar esse problema sem expor a identidade de seus clientes.

FLoC

Batizado como “Federated Learning of Cohorts (FLoC)”, essa ferramenta do Google tem o mesmo objetivo dos cookies: detectar padrões de comportamento para direcionamento de anúncios. A diferença entre eles é que o FLoC não enxerga o usuário como um indivíduo, mas sim uma parte de uma amostra de usuários com características semelhantes, e assim assegura a identidade individual de cada membro. 

Isso significa que ao invés de coletar dados sensíveis, como nome e idade, essa ferramenta irá analisar o comportamento de um grande grupo — ou bando, como o nome em inglês sugere. Essa técnica ainda está em fase de testes, mas o Google garante que os resultados iniciais são promissores.

Além do Floc, startups de B.I.  estão trabalhando para que outros métodos de análise de comportamento possam ser aplicados ao público de forma menos invasiva que os cookies, entre elas a inteligência artificial. Enquanto isso, empresas ao redor do mundo devem buscar se adaptar e inovar diante ao atual cenário.

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