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Smart Cities: Brasil possui 166 startups focadas em cidades inteligentes

Smart Cities: Brasil possui 166 startups focadas em cidades inteligentes

As cidades brasileiras têm enfrentado atualmente uma série de desafios, que colocam em dúvida o desenvolvimento de diversas regiões. Com o aumento e adensamento da população, cresce a pressão sobre os recursos. Dessa forma, a gestão e o planejamento urbanos tornam-se mais complexos, aumentando a demanda por transporte, entre outros fatores que ameaçam a qualidade […]

14 de dezembro de 2020 3 min de leitura
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Artigo atualizado 14 de dezembro de 2020

As cidades brasileiras têm enfrentado atualmente uma série de desafios, que colocam em dúvida o desenvolvimento de diversas regiões. Com o aumento e adensamento da população, cresce a pressão sobre os recursos. Dessa forma, a gestão e o planejamento urbanos tornam-se mais complexos, aumentando a demanda por transporte, entre outros fatores que ameaçam a qualidade de vida da enorme maioria da população global.

Diante desse cenário, uma série de soluções têm sido desenvolvidas mundo afora, somente o Brasil já conta com 166 startups dedicadas à causa das cidades inteligentes, que receberam US$ 49,4 milhões em aportes neste ano.

Os dados são do Distrito Smart Cities Report, que contou com o apoio da KPMG, Gazz Conecta e iCities. O estudo ainda revela que do total das startups de cidades inteligentes, 110 surgiram nos últimos cinco anos, sendo que elas estão distribuídas em oito categorias. As que se voltam para melhorias na Mobilidade são maioria e representam 32,5% do levantamento realizado – chama atenção que 90% dos aportes foram para startups desta categoria.

O levantamento aponta também que mais de US$ 331 milhões foram investidos em startups que apresentam soluções que se voltam para cidades inteligentes.  Apesar do volume de investimentos, ocorreram apenas 42 rodadas — das quais somente 35 tiveram seu valor anunciado. O ano com o maior volume de investimentos foi 2017, com quase dois terços do valor total. Esse desequilíbrio ocorreu por conta da rodada Série C da 99, no montante de US$ 200 milhões.

“De modo geral, as startups possuem uma capacidade ímpar de atacar com agilidade problemas com os quais nos deparamos no dia a dia, aplicando a tecnologia em prol dos cidadãos, que passam a ter acesso a melhores e mais baratos produtos e serviços. No caso daquelas que trabalham por cidades mais inteligentes e conectadas, não é diferente. A tecnologia é canal para uma vida urbana melhor e economicamente mais próspera”, pontua Luiz Gustavo Comeli, líder de Corporate Success do Distrito.

Tendências para as startups e soluções focadas em cidades inteligentes

O estudo Distrito Smart Cities Report ainda aponta quais são as principais tendências focadas em soluções para o desenvolvimento das cidades brasileiras. Confira

5G como viabilizador de Cidades Inteligentes

Com o advento do 5G, a próxima geração de rede de internet móvel, há uma grande expectativa para que as companhias de telecomunicações desempenhem um papel mais ativo na criação e gestão das cidades.

Os serviços de 5G associados a cidades inteligentes são uma das maiores prioridades para as firmas e países na vanguarda dessa inovação em vista da quantidade de casos de uso possibilitados pela maior velocidade de conexão e pelo impacto positivo destes na vida de bilhões de pessoas.

O trunfo do 5G é a viabilização em larga escala de outras tecnologias com grande aplicabilidade nos cenários urbanos, como os serviços de Inteligência Artificial, robotização e uso de drones, blockchain internet das coisas (IoT), entre outras possibilidades, de modo que são projetados ganhos em áreas diversas como transporte, segurança pública, sustentabilidade, saúde, educação, entre outros.

Fora a questão dos transportes, há usos de caso para o 5G nas mais diversas facetas da vida urbana: segurança, gestão de recursos, segurança pública, medicina, serviços públicos e comunicação com a Prefeitura, resposta em emergências, entre tantos outros. Uma rede de 5G estabelecida poderia ter atenuado os efeitos da atual pandemia de COVID-19, por exemplo, permitindo que as pessoas contaminadas fossem mais facilmente rastreáveis e que soluções como a medição de temperatura estivessem prontamente disponibilizadas para centrais de controle epidemiológico.

Também, haveria a possibilidade de uma telemedicina mais estável e com mais recursos, inclusive o uso de robôs, evitando contato de profissionais de saúde com doentes a menos que estritamente necessário.

Cidades e Gêmeos Digitais

Uma tecnologia com grande potencial de transformação no panorama urbano do futuro é o Gêmeo Digital, a réplica virtual dos objetos físicos que recentemente despontaram como trunfo da indústria 4.0 e que, aos poucos, tem encontrado aplicações das mais diversas.

O que diferencia o Gêmeo Digital de simulações computadorizadas, realidade virtual e outros produtos tecnológicos análogos é o fato de que elas são geradas utilizando-se sensores da internet das coisas (IoT) em tempo real, de modo que as réplicas virtuais se aprimoram em tempo real, a partir da experiência vivida pelos objetos físicos. Trata-se de uma ponte capaz de conectar os mundos físico e digital, cumprindo a promessa de virtualização do mundo.

No que diz respeito às cidades inteligentes, os gêmeos digitais possibilitam um número enorme de usos de caso, permitindo aos planejadores urbanos e gestores públicos anteciparem cenários em ambientes virtuais e, assim, adotarem as melhores soluções com base em cenários reais, otimizando as operações urbanas e poupando recursos escassos e alcançando a maior eficiência na prestação dos serviços urbanos.

Além da possibilidade de experimentar planos antes de implementá-los, os Gêmeos Digitais permitem antecipar problemas e situações de emergência, deixando a cidade de prontidão para a eventualidade de catástrofes como terremotos, incêndios, furacões e afins.

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