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Quais são as tendências de inovação para o agronegócio?

Quais são as tendências de inovação para o agronegócio?

Por muito tempo o agronegócio foi considerado um setor de baixa tecnologia, sem muitos atrativos para investimento em inovações e poucas oportunidades de desenvolvimento socioeconômico. Isso está mudando à medida que a atividade agropecuária necessita se tornar cada vez mais sustentável e eficiente.  Segundo Martiniano Lopes, sócio da KPMG, uma das respostas para esse desafio […]

25 de agosto de 2021 3 min de leitura
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Artigo atualizado 25 de agosto de 2021

Por muito tempo o agronegócio foi considerado um setor de baixa tecnologia, sem muitos atrativos para investimento em inovações e poucas oportunidades de desenvolvimento socioeconômico. Isso está mudando à medida que a atividade agropecuária necessita se tornar cada vez mais sustentável e eficiente. 

Segundo Martiniano Lopes, sócio da KPMG, uma das respostas para esse desafio é investir na transformação digital. “A disrupção que vivemos no campo hoje é similar ao da mecanização da colheita da década de 1990. Naquela época, foi preciso repensar o modelo de negócio, reformular a operação, implementar uma nova estrutura organizacional, bem como capacitações e modelos mentais, algo que resultou em uma maneira inédita e estratégica de atuação e que levou o Brasil a ser um dos maiores produtores agrícolas do mundo.”

Atualmente, o setor está passando por uma nova revolução tecnológica, muito em resposta ao alto impacto ambiental e social da produção de alimentos. Essa transformação não se trata mais de maximizar a produção, extraindo do solo, das plantas e dos animais o máximo de suas capacidades, mas sim de implementar uma prática agropecuária inclusiva,  eficiente, sustentável e saudável.

O avanço das tecnologias digitais, novas fontes energéticas e inovações em biotecnologia criam as condições para uma nova geração de agroempreendedores com as chamadas Agtechs. Acompanhe abaixo as tendências tecnológicas que estão transformando o agronegócio, segundo o Distrito Agtech Mining Report

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3 tendências de inovação para o agronegócio

Tecnologia de baixo impacto ambiental para pecuária

A criação de animais tem gerado cada vez mais preocupação do ponto de vista ambiental por conta do alto uso de recursos naturais e pelo volume de emissões de gases que causam o efeito estufa provenientes dessa atividade. Diante dessa realidade, há uma grande demanda para a transformação dessa indústria, visando manter sua relevância socioeconômica sem sacrificar o meio-ambiente do qual ela depende.

Nos últimos 10 anos, o avanço de algumas tecnologias nutricionais e de manipulação genética tornaram as práticas pecuaristas muito mais simples e data-driven. Também há o grande impacto da Internet das Coisas (IoT) na criação de animais, permitindo aos produtores acompanhar em tempo real desde a qualidade dos produtos animais (leite, mel, lã etc.), passando pela saúde dos mesmos, até o uso de recursos os mais variados, colaborando para fazer da pecuária mais eficiente.

Blockchain para melhorar rastreabilidade e diminuir desperdícios

Originalmente projetada como uma tecnologia financeira, as capacidades de rastreabilidade e resistência estrutural da blockchain, fazem dela uma tecnologia capaz de ser aplicada em algumas das mais urgentes dores da cadeia do agronegócio em geral e da produção de alimentos em particular, como fraudes e dificuldade na rastreabilidade de alimentos, ineficiências da cadeia logística, etc. 

A rastreabilidade dos alimentos é extremamente sensível por conta da própria natureza perecível dos mesmos. Uma cadeia logística inadequada pode levar ao desperdício dos alimentos, um problema socioeconômico gigantesco, enquanto que a falta de transparência sobre a origem dos mesmos permite que eles sejam entregues aos consumidores em condições inadequadas, favorecendo o desenvolvimento de doenças alimentares e a contaminação da população. 

Desse modo, podemos falar das qualidades da blockchain como uma tecnologia a serviço

da governança socioambiental, no sentido de que ela possibilita aos produtores e consumidores acessarem os meandros da logística e produção de alimentos de forma transparente e autônoma, algo que não era possível até muito recentemente.

Democratização da automação 

Atualmente, com uma projeção populacional global de aproximadamente 9 bilhões de pessoas até 2050, estima-se que a produção agrícola precisará aumentar em pelo menos 60% em relação aos níveis atuais para atender às demandas nutricionais do futuro e, não bastasse o desafio, utilizando menos recursos (solos, energia, água, entre outros).

Está em curso uma nova revolução agrícola, a chamada revolução 4.0, isto é, a implementação das tecnologias típicas da indústria contemporânea na agropecuária, entre as quais as automações agrícolas, consistindo em drones desempenhando diversas funções, robotização de semeadeiras, colheitadeiras, tratores, estruturas de irrigação, entre outros artifícios que aumentam o controle e a precisão da atividade agrícola.

No caso específico dos tratores autônomos, os valores ainda elevados dificultam a adoção dos mesmos por parte de pequenos e médios produtores. A solução encontrada foi a criação de sistemas de que atuam como automatizadores de tratores e demais máquinas que originalmente não possuíam essa capacidade, barateando os custos, aproveitando o maquinário preexistente e proporcionando um crescimento na eficiência produtiva.

Para se aprofundar e entender mais sobre as inovações tecnológicas no setor do agronegócio, baixe gratuitamente o Distrito Agtech Mining Report. Neste material, reunimos entrevistas, estatísticas e um levantamento completo sobre o tema.

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