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Como a Inovação Aberta ajudou a Mondelez Brasil a lidar com a covid-19

O mercado de chocolates é um dos que possui uma das concorrências mais acirradas, principalmente por ser um segmento que sofre também com períodos sazonais de consumo, como é o caso da Páscoa ou o dia dos namorados. Por ser um mercado tradicional, com empresas gigantes e com alto poder de investimento, a inovação dentro […]

6 de julho de 2020 3 min de leitura
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Artigo atualizado 6 de julho de 2020

O mercado de chocolates é um dos que possui uma das concorrências mais acirradas, principalmente por ser um segmento que sofre também com períodos sazonais de consumo, como é o caso da Páscoa ou o dia dos namorados. Por ser um mercado tradicional, com empresas gigantes e com alto poder de investimento, a inovação dentro desse setor sempre esteve muito relacionada somente ao desenvolvimento de novos produtos e não tanto ao processo de inovação dentro das companhias, no geral.

Andre Bacellar, gerente de processo de negócios da Mondelez Brasil, conhece bem essa característica do setor e acompanhou todo o processo de inovação da companhia no Brasil. Com mais de 18 anos de carreira dedicados exclusivamente à Mondelez International, Bacellar já foi responsável por diversos projetos de impacto nacional e também mundial, com foco na América Latina..

“Inovação é muito vinculada à área de produtos e na parte de Pesquisa & Desenvolvimento. Começa com o seguinte questionamento ‘como podemos fazer um produto inovador’, mas não se fala tanto em como desenvolver um processo. Muitas empresas pensam em criar algo novo ou aprimorar um produto. Elas focam tanto nisso que se esquecem de ter um pensamento mais rápido e se tornarem mais ágeis focando, por exemplo, na Metodologia Ágil durante o lançamento”, comenta Bacellar.

Outro ponto comentado por ele é que a Mondelez Brasil foi aos poucos passando por essa mudança e começou a enxergar a inovação como um processo. “Antes de ter um movimento interno de pessoas pensando na inovação da empresa, o Innovation Day da companhia era, por exemplo, focado na geração de ideias para novos produtos”, reflete.

Neste estudo de caso, você aprende e vê como o time da unidade de Curitiba da Mondelez Brasil começou a repensar a forma de pensar e fazer inovação.

Desafio

O desafio que a Mondelez Brasil enfrentou é o mesmo que muitas companhias tradicionais precisam encarar: perceber que inovar não é apenas criar um novo produto, mas envolve diversas áreas e a cultura da empresa.

Mas, além desse desafio, a empresa também precisou lidar com algo inesperado: a pandemia da covid-19 e os efeitos nos planos e estratégias para o ano de 2020.

Perceba que estamos falando de problemáticas distintas e que nasceram em momentos diferentes. Para falar da estratégia, devemos separar os dois desafios e entender as ações utilizadas em cada um deles.

Estratégia

Processo de inovação

A Mondelez Brasil passou a mudar seu posicionamento e a cultura da empresa foi sendo impactada por esse pensamento focado na inovação. A chegada do CEO Dirk Van de Put, em 2017 e do novo presidente para cuidar das operações no Brasil, Liel Miranda, no fim de 2019, tiveram impacto direto nessa nova mentalidade. Em 2018, a Mondelez Brasil anunciava um novo posicionamento global com foco em acelerar o crescimento centrado no consumidor, impulsionar a excelência operacional e construir cultura de crescimento. 

Em contrapartida, a empresa também não deixou de olhar para o desenvolvimento de seus produtos. No mesmo ano também lançou o SnackFutures, projeto que mescla tecnologia e pesquisa com a criação de novas marcas que possam ser escaláveis.

Todo esse movimento global da companhia impactou também na mentalidade e cultura da  empresa, como é o caso da Mondelez no Brasil. A empresa começou a organizar Hackathons, eventos e se conectar com outros players do mercado até encontrar no Distrito um parceiro para aplicar a Inovação Aberta.

Hoje, a empresa já contratou e fechou negócios com startups que foram conectadas e indicadas pelo Distrito, além de ter executado novos projetos e iniciativas.

Covid-19

A Mondelez Brasil estava com todo o planejamento preparado, lojas abastecidas e prontas para a Páscoa de 2020. No entanto, o coronavírus e as políticas de isolamento impactaram os planos da companhia que precisou pensar em uma estratégia distinta e criou, em parceria com o Distrito, o Programa de Afiliados para a marca Lacta.

Como conta Bacellar, um projeto que demoraria meses ou até anos, foi executado em pouco tempo e envolveu diversos players, fornecedores e soluções tecnológicas. Os consumidores se cadastravam no programa  para serem vendedores afiliados e recebiam códigos pessoais, quem comprava por meio desses códigos ajudava o amigo com 10% sobre o valor dos ovos comprados. “Fizemos isso de forma rápida, em uma semana e meia. Trouxemos o Rappi como parceiro de entrega, organizamos toda a questão contratual, criamos a plataforma e estruturamos a iniciativa com o suporte do Distrito. Toda essa ação abriu um caminho para o futuro da empresa. Para se ter uma ideia, crescemos três dígitos no e-commerce”, comenta.

Solução

Ao analisar o estudo de caso da Mondelēz Brasil, percebe-se que a empresa primeiramente passou por uma mudança de cultura e mindset em sua matriz. Isso impactou toda a corporação e suas filiais ao redor do mundo. Dessa forma, aqui no Brasil, a companhia encontrou no Distrito um parceiro para ajudar na Inovação Aberta e na conexão com startups e outros players do segmento.

Todo esse processo possibilitou que a empresa conseguisse agir de maneira rápida e eficaz para lidar com a crise causada pela covid-19. Dessa forma, a Mondelēz Brasil se planejou e em poucas semanas criou o Programa de Afiliados da Lacta como resposta e ação para enfrentar o período de instabilidade.

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