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Investimento em startups de Engajamento do Paciente sobe para US$ 11M

Investimento em startups de Engajamento do Paciente sobe para US$ 11M

Internet das Coisas, Inteligência Artificial e Telemedicina são alguns dos avanços tecnológicos que têm transformado a saúde. Mas o que adiantaria essas inovações se o paciente não se engajasse no tratamento? É sobre esse assunto que trata o Inside Healthtech Report do mês de novembro, que além dos últimos dados do cenário das healthtechs no […]

12 de novembro de 2021 3 min de leitura
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Artigo atualizado 12 de novembro de 2021

Internet das Coisas, Inteligência Artificial e Telemedicina são alguns dos avanços tecnológicos que têm transformado a saúde. Mas o que adiantaria essas inovações se o paciente não se engajasse no tratamento? É sobre esse assunto que trata o Inside Healthtech Report do mês de novembro, que além dos últimos dados do cenário das healthtechs no país e no mundo, tratou sobre o mercado de engajamento do paciente. 

Para se ter uma ideia da importância deste tema no universo da saúde, principalmente no momento atual, basta olharmos para os números: no cenário internacional, com a pandemia, os investimentos em startups de engajamento do paciente cresceram 215%, e o número de aquisições 96%, entre 2019 e 2020. Para que você entenda um pouco mais sobre o tema, apresentaremos a seguir uma breve definição. 

O que é engajamento do paciente? 

Engajamento do paciente, segundo definição da organização Health Affairs, refere-se ao conhecimento, habilidade, capacidade e disposição de um sujeito para gerenciar sua própria saúde e cuidados médicos. O conceito combina a atuação ativa do paciente para seguir o tratamento, realizar os exames preventivos e mudar seus hábitos de vida. Isso causa impacto positivo em todo o ecossistema de saúde, pois diminui os custos de todos envolvidos, melhora a relação com os profissionais e salva mais vidas. 

“Um paciente engajado significa que a pessoa tem mais conhecimento sobre seu tratamento e as decisões médicas tomadas. Isso é fundamental para melhores desfechos clínicos, uma vez que o sujeito segue o protocolo clínico definido e tem menores chances de complicações pós-cirúrgicas. Para a indústria e para as instituições de saúde, os melhores desfechos clínicos e satisfação do paciente promovem também um sistema de saúde mais sustentável e são a base para cuidados em saúde baseado em valor (VBHC)”, conta Fabricio Campolina, Head of Healthcare Transformation J&J Medical LATAM. 

Cenário Nacional 

No Brasil, essa categoria é bem recente e deu seus primeiros passos em 2012, sendo o ano de 2017 o pico de fundação, com 11 startups de engajamento fundadas. 

Mesmo essas soluções sendo relativamente novas, a pandemia acarretou uma grande evolução do investimento e atividade de M&A para startups do tema: em 2020, US$ 2.021,11 mi foram investidos no setor apenas no Brasil, segundo a base de dados proprietária do Distrito.

Uma dessas startups é a WeConecta, que trabalha com algoritmos para o engajamento e personalização de score de prevenção e risco com análise preditiva de dados. Para atingir esse objetivo, a healthtech foca em conectar, acolher, rastrear, engajar e mudar o comportamento das pessoas para a realização de um diagnóstico que permita o tratamento precoce de doenças não comunicáveis ainda em estágios reversíveis, como câncer, diabetes, doenças cardiovasculares e pulmonares. Confira parte da entrevista realizada com Viviane Marques Alessandra, Co-Founder da WeConectapara para nosso Inside Health Tech Report. 

Quais dores de mercado foram identificadas no momento? 

A falta de informação e atraso no diagnóstico precoce de doenças não comunicáveis (câncer, diabetes, doenças cardiovasculares e pulmonares) são limitações no cuidado da saúde da população. Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), essas doenças são responsáveis por mais de 70% das mortes em todo o mundo.

 Qual o principal produto e os stakeholders envolvidos?

A plataforma de saúde digital da WeConecta realiza uma triagem efetiva, através do “WhatsApp”, de fácil acesso à toda a população, onde a Victória – sua atendente virtual – colhe informações e depois envia um escore de prevenção e risco com recomendações personalizadas, que se transformam em desafios para saúde e bem estar para continuidade da jornada de prevenção. 

O processo acontece em alta escala, devido aos algoritmos de engajamento e personalização de escore de prevenção e risco baseados em análise preditiva dos dados. Com este modelo, a WeConecta pretende ser a mais importante Healthtech de engajamento e orientação para o diagnóstico precoce no Brasil, um país onde, a cada hora, 27 mulheres são vítimas de câncer de mama.

Para ler a entrevista completa da We Conecta, além de conhecer as startups com soluções para ampliar esse engajamento, confira a última edição do Inside Healthtech Report. O estudo apresenta as novas tecnologias disponíveis, mostra como o paciente é o centro de todo serviço e como fazer para as pessoas serem mais ativas nos tratamentos.

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