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[ENTREVISTA] Como a securitização pode ajudar o mercado imobiliário?

Este texto foi escrito e produzido para o Distrito PropTech Report Brasil 2020 e apresenta o case da startup ISEC, que atua no setor conhecido como “dois e meio” e tem como objetivo melhorar a condição de moradia da população no Brasil. A ISEC começou sua atuação em 2007 e após cinco aquisições se consolidou como uma […]

23 de abril de 2020 3 min de leitura
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Artigo atualizado 23 de abril de 2020

Este texto foi escrito e produzido para o Distrito PropTech Report Brasil 2020 e apresenta o case da startup ISEC, que atua no setor conhecido como “dois e meio” e tem como objetivo melhorar a condição de moradia da população no Brasil.

A ISEC começou sua atuação em 2007 e após cinco aquisições se consolidou como uma das maiores securitizadoras do Brasil com R$ 28 bilhões de ativos e 79 mil recebíveis sob gestão fiduciária. Em novembro de 2019, a companhia decidiu liderar uma transformação digital de seu modelo de negócios de longo prazo e trabalhar em duas teses de tecnologia enquanto ainda continua prestando os serviços tradicionais.

A ISEC trabalha hoje no desenvolvimento de uma plataforma de consumo e disponibilidade de dados para transformar a experiencia de tomadores e investidores durante a vida das operações e na construção de uma plataforma de securitização “one click”, que simplificará todo o processo de securitização e o acesso ao mercado de capitais. Para entender mais sobre os planos da empresa e sua atuação no mercado imobiliário, entrevistamos o Daniel Magalhães, CEO da ISEC. Confira a entrevista completa.



Entrevista completa com Daniel Magalhães, CEO da ISEC

Como a securitização e o mercado de capitais podem ajudar prop e construtechs?

Nos últimos 3 anos temos visto um aumento no número de startups que atacam problemas e dores da cadeia imobiliá ria e muitas dessas companhias são intensivas em capital. Faz todo sentido buscarem soluções via mercado de capitais. Hoje vemos soluções para proptechs via fundos de investimento Imobiliário, como os cases da Loft e da Housi e via securitização imobiliária, como o CRI que estamos terminando de liquidar que ajudou a financiar os primeiros imóveis da Yuca. Além disso vemos diversas fintechs se utilizando de securitizações financeiras em alternativa aos FIDC tradicionais.

Como é a relação dos bancos com as prop e construtechs?

O que temos visto é que muitos bancos estão buscando se aproximar do ecossistema de inovação, porém os modelos de negócio das startups ainda é de difícil compreensão e precificação para as instituições tradicionais. Temos visto um esforço gigante dos grandes bancos e acho que em breve conseguirão se inserir melhor nesse ecossistema, porém o mercado de capitais, liderado pelas gestoras de recursos e bancos de investimento saíram na frente nas soluções para as startups.

Como as startups podem buscar alternativas via mercado de capitais?

Hoje a melhor forma de buscar alternativas de capital é a abertura de relacionamento comercial com bancos de in-
vestimento, corretoras de valores mobiliários, gestores de recursos e securitizadoras.

Como escalar e simplificar o processo de securitização?

É justamente pensando nessas duas verticais que desenvolvemos nossas teses de tecnologia. Acreditamos que com maior transparência e disponibilidade de dados traremos cada vez mais investidores para o mercado e fomentaremos o mercado secundário de títulos, trazendo mais liquidez para os investidores, o que aumentará a oferta de capital para as companhias. Do outro lado, trabalhamos para padronizar e automatizar todo o processo de securitização, desde a manifestação de interesse pelo tomador, analise da oportunidade e estruturação da operação, busca de informações e due dilligence, elaboração de contratos padronizados, registro das informações e de documentos e liquidação financeira, tornando todo o processo “one click”

Como trazer um mindset de inovação para um segmento de mercado analógico como a securitização?

Na ISEC buscamos trazer cada vez mais colaboradores de fora do mercado financeiro, pessoas que queriam questionar o status quo e inovar no segmento financeiro e damos a eles liberdade para criar e “prototipar” dentro da companhia. Também abrimos a companhia para outras startups, hoje temos 5 delas testando produtos ou desenvolvendo soluções junto com a ISEC e isso nos permite inovar cada vez mais rápido.

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