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[Case] Startup Moradigna vai além da transformação digital

Este texto foi escrito e produzido para o Distrito PropTech Report Brasil 2020 e apresenta o case da startup Moradigna, que atua no setor conhecido como “dois e meio” e tem como objetivo melhorar a condição de moradia da população no Brasil. Atualmente um terço da população mundial mora em favelas e assentamentos informais em […]

22 de abril de 2020 2 min de leitura
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Artigo atualizado 22 de abril de 2020

Este texto foi escrito e produzido para o Distrito PropTech Report Brasil 2020 e apresenta o case da startup Moradigna, que atua no setor conhecido como “dois e meio” e tem como objetivo melhorar a condição de moradia da população no Brasil.

Atualmente um terço da população mundial mora em favelas e assentamentos informais em áreas urbanas. Esse número vem crescendo cada vez mais. Segundo projeções do programa das Nações Unidas para os Assentamentos Humanos (ONU-Habitat) em 2050 teremos 3 bilhões de pessoas vfivendo em habitações precárias em áreas urbanas, resolver isso é essencial para a erradicação da pobreza no mundo, influenciando diretamente a qualidade de vida, saúde, segurança, educação e condições para o desenvolvimento humano. Adentrando no cenário nacional, 40% dos domicílios brasileiros são considerados inadequados (sem acesso a água, rede de esgoto ou coleta adequada de lixo) e merecem atenção.

Para sanar essa dor tão latente , como um dos principais agentes de transformação nessa área vêm surgindo startups conhecidas por atuarem no “setor dois e meio”. O termo se refere ao meio do caminho entre o segundo setor (empresas com fins lucrativos) e o terceiro (organizações sem fins lucrativos). O Moradigna é uma dessas startups e foi destaque do estudo Distrito PropTech Report Brasil 2020, que estudou e mapeou mais de 340 startups do mercado imobiliário.

Em quatro anos, a startup já impactou mais de duas mil pessoas de baixa renda, reformando 600 casas em toda região da Zona Leste de São Paulo e no Rio de Janeiro em Tabajara, Santa Marta, Bangu e Realengo. O Moradigna nasceu, depois de seu fundador Matheus Cardoso ter vivenciado na infância problemas com a questão de enchentes e falta de estrutura em sua residência e no bairro em que morava.

Anos depois se formou em Engenharia Civil, fundou o Moradigna e vem criando projetos para reformar casas em áreas carentes de infraestrutura, mudando o ambiente de insalubridade ao tornar esses locais mais saudáveis e com custo acessível. “ Nós concedemos crédito para pessoas que em muitos bancos tradicionais não passariam nem na porta. Em nossa análise de crédito são considerados fatores que bancos não levam em conta no momento de fornecer o crédito” afirma Matheus.

Depois de aprovado é iniciado a obra que no produto mais popular, o Reforma Express, leva em média 5 dias para ser finalizado. “Nosso modelo de reforma é sem dor de cabeça, rápido, com materiais de alta qualidade e mão de obra inclusa, além de parcelas sem juros” . Apesar de uma equipe relativamente pequena de 5 pessoas e alguns colaboradores MEI (microempreendedor individual), todo mês é entregue em média 15 novas obras. “Atualmente estamos focando também em levar o serviço para outras regiões e pessoas” , sendo assim realizando sonhos e fazendo um papel relevante de transformação social.

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