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Como o Grupo Dreamers está reinventando um mercado tradicional

Como o Grupo Dreamers está reinventando um mercado tradicional

O Grupo Dreamers é um gigante dos setores de comunicação e entretenimento no Brasil. Responsável por experiências como Rock In Rio, Maratona do Rio e Game XP, a holding entende que a inovação é o único caminho para sobreviver no mercado e, por isso, apostou no modelo de múltiplas unidades de negócio integradas. Atualmente, 16 […]

14 de julho de 2021 3 min de leitura
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Artigo atualizado 14 de julho de 2021

O Grupo Dreamers é um gigante dos setores de comunicação e entretenimento no Brasil. Responsável por experiências como Rock In Rio, Maratona do Rio e Game XP, a holding entende que a inovação é o único caminho para sobreviver no mercado e, por isso, apostou no modelo de múltiplas unidades de negócio integradas. Atualmente, 16 empresas fazem parte do ecossistema de experiências de marketing do Grupo Dreamers, incluindo a Artplan, maior agência de publicidade com capital 100% nacional do mercado, Rock in Rio, Dream Factory, Pullse, Easy Live Musicalize, A-Lab, NOWFUN, Aceleraí, 1.2.3.5.8, Convert, Next, V4 Company e SOMA. 

Como aconteceu com muitas empresas, o Covid-19 foi o principal catalisador para os projetos de inovação da holding. Segundo Antonio Fadiga, CEO da Artplan, a maior parte das spin-offs do grupo foram criadas durante a pandemia. “Algumas foram de colegas que chegaram com uma ideia e nós investimos. A Fun, consultoria que criou para Doritos, em parceria com Artplan, a Parada LGBTQIA+ no Fortnite, é uma delas. Mas isso é resultado da gestão aberta entre os sócios. A história do nosso grupo é inovadora, isso já está no mindset dos fundadores”, afirma Fadiga em conversa com o Distrito. 

Nesse caminho, a inovação aberta foi essencial para impulsionar a reinvenção do grupo. A prática, mais disruptiva e menos centralizada, busca no ecossistema externo novos conhecimentos e soluções para acelerar a inovação internamente. É o que a holding fez ao investir na V4 Company e ao criar spin-offs a partir da Artplan, como a FUN, Next e Convert, por exemplo. “Inovação aberta economiza tempo e dinheiro. Quando vou fazer um projeto novo, posso prever que vai demorar mais tempo criar algo do zero dentro de casa, do que aproveitar o que já está pronto”, explica Fadiga.

Para se aproximar ainda mais do ecossistema de inovação aberta, em 2021, o Grupo Dreamers firmou uma parceria com o Distrito, para integrar o Membership Distrito, plataforma de inovação aberta data-driven com mais de 65 corporações e 700 startups residentes. Fadiga menciona alguns planos com a parceria: “Temos muita expectativa, no sentido de ter diversas startups para plugar em uma ideia ou projeto. Nós ainda não levantamos todas as dores que queremos resolver, mas acredito que no primeiro momento vamos focar na Artplan e na Convert para poder acelerar e termos muitos cases de sucesso.” 

Entenda melhor as estratégias de inovação do Grupo Dreamers na entrevista abaixo:

Entrevista com Antonio Fadiga

Antônio Fadiga é CEO da Artplan, maior agência de publicidade com capital 100% nacional do mercado, pertencente ao Grupo Dreamers

Como a inovação ajuda o Grupo Dreamers a resolver as dores dos clientes?

Por meio da inovação, conseguimos desafiar mais os nossos clientes. Por isso, eu sempre provoco meu time sobre repertório. Temos que sempre procurar treinamento e subir a régua de conhecimento, porque só a tecnologia não funciona por si só. A inovação é uma ideia inovadora, que pode usar a tecnologia ou não. A cultura é a chave. Inovar começa na cabeça, se abrir para novas possibilidades. Tem pessoas que abraçam novas ideias e conceitos de maneira muito fácil e tem pessoas que desistem, porque sempre deu certo daquele jeito. Isso é questão de cultura. 

Você diria que o modelo de múltiplas unidades de negócio é o caminho para reinventar o papel das agências?

A estratégia de partir para outros negócios é uma resposta às mudanças no mercado tradicional de agências. O cenário competitivo muda praticamente a cada semana. Se eu não for ágil, não vou poder competir com uma agência digital nova ou com as áreas internas do cliente em que poderíamos atuar. É todo mundo atacando o mesmo bolso. Essa diversificação tem muito a ver com não ficar refém dessas mudanças. Mesmo na Artplan, que ainda é o pilar de maior faturamento do grupo, mudamos todos os processos internos, incorporando tecnologias, métodos ágeis, serviços em nuvem. Não é fácil. É uma cultura que precisa ser conquistada, não basta um e-mail falando que a partir de hoje vai ser assim. 

Quais são seus principais aprendizados com a inovação?

A inovação precisa de uma dose de crença, para você poder arriscar. Afinal, toda inovação tem a possibilidade de não dar certo. Então o primeiro aprendizado é não punir o erro, mas sim a inércia. O segundo é admitir que não temos resposta certeira para tudo. É por isso que o Grupo Dreamers está constantemente em fase beta. Estamos muito abertos a mudanças, a novas ideias. Como não somos uma multinacional e não temos a mesma facilidade de recursos, o Distrito se torna um excelente parceiro estratégico.

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