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A jornada de inovação da Raia Drogasil

A jornada de inovação da Raia Drogasil

Este artigo foi escrito por Juliana Oizerovici, Head Of Partnerships and Open Innovation da RD. Os mercados estão em transformação e a economia atual está sentindo os impactos do boom tecnológico. Organizações tradicionais aos poucos vão percebendo a importância de alavancarem seus ativos existentes para a construção de uma nova proposta de valor e obterem […]

9 de novembro de 2021 3 min de leitura
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Artigo atualizado 9 de novembro de 2021

Este artigo foi escrito por Juliana Oizerovici, Head Of Partnerships and Open Innovation da RD.

Os mercados estão em transformação e a economia atual está sentindo os impactos do boom tecnológico. Organizações tradicionais aos poucos vão percebendo a importância de alavancarem seus ativos existentes para a construção de uma nova proposta de valor e obterem um novo ciclo de crescimento. As ondas de disrupção gradativamente vão reestruturando setores, sendo o setor de Fintechs e principalmente de HealthTechs o epicentro da mudança no presente momento.

Historicamente, empresas que sobreviveram ao tempo, souberam reinventar seus negócios continuamente e experimentar sucessivos ciclos de crescimento. Esse entendimento nunca foi tão importante dada a velocidade com que as diversas indústrias estão se transformando. Tecnologia a custo cada vez menor somada à alta conectividade impõem uma ordem completamente nova de competitividade, baseada na disputa entre modelos de negócio ao invés de empresas competindo em setores pré-estabelecidos.

Pequenas organizações de garagem são capazes de reinventar um setor, desbancando rapidamente gigantes setoriais. A combinação startups e empresas tradicionais torna-se poderosa nesse contexto, uma vez que as primeiras trazem à tona novas soluções, criatividade e espírito de transformação, enquanto as segundas garantem as bases fundamentais para o crescimento, tais como a boa execução, competências operacionais e a reputação de marca. 

O grande desafio está relacionado a como executar essa valiosa integração. Grandes organizações, ao contrário do que se acredita, desenvolvem novas tecnologias internamente, mas falham ao não conseguirem adaptar sua cultura a um novo mindset inovador mais ágil e adaptável à nova dinâmica do mercado. Aos poucos percebe-se que a disrupção não se trata de uma questão tecnológica, mas sim de um exercício de reinvenção da lógica dos negócios e posterior adaptação organizacional (pessoas, arquitetura, rotinas e cultura) de acordo com ela. 

Uma estratégia efetiva, acompanhada de uma cultura e design organizacional compatíveis, passam a valer como nunca nesta nova e acelerada economia. Ao priorizar as fortalezas e diferenciais de uma organização, uma estratégia bem estabelecida se torna uma enorme vantagem, que apenas um seleto grupo de empresas conseguiu desenvolver até aqui. Somente dessa forma é possível crescer de forma saudável e sustentável. 

Hoje dentro da Raia Drogasil existem grandes vertentes de inovação. A primeira é a transformação da farmácia como ela é, ou seja, a recuperação do DNA de saúde da farmácia, trazendo serviços de saúde básicos atrelados à tecnologia e a transformação do core, do varejo, baseando-se na digitalização da empresa e centralização do cliente. Não podemos ignorar, por outro lado, o tamanho do desafio: evoluir de uma empresa de varejo para uma empresa de saúde. Cultura e mindset bem diferentes. 

Marcas do ecossistema RD (Fonte: ri.rd.com.br)

A transformação digital chega à saúde

Temos o grande desafio da transformação digital em curso e agora temos que somar o desafio da transformação da saúde. A evolução para um modelo que ressignifique a farmácia requer uma abordagem dos desafios de uma forma completamente diferente. Temos que ter clareza que o futuro da farmácia pode e deve passar por uma transformação que esteja de acordo com as mudanças da tecnologia, que caminha no sentido do monitoramento contínuo e da simplificação diagnóstica. Possivelmente, no futuro, estaremos falando menos em aumentar volumes de vendas de medicamentos em pontos físicos e mais em trazer novas soluções e serviços de promoção de saúde e prevenção, ancorados no princípio de engajamento na mudança de hábitos. 

Para tanto, nossa estrutura deve estar de acordo com a magnitude dessa transformação. O fato de estarmos em meio a um profundo processo de mudança – envolvendo a transformação digital e uma maior atuação no espaço da saúde – requer a construção de um modelo de inovação que nos permita explorar oportunidades incrementais, que nos garantirão mais produtividade e eficiência em nosso negócio existente (exploitation), e oportunidades de novos modelos de negócio, que nos permitirão gerar novas receitas advindas de outros campos de atuação até o momento ainda não explorados (exploration). Conceitualmente, temos que atuar conforme o conceito de organização ambidestra. 

Essa frente de exploração de novos negócios (exploration) pode ainda ser dividida em projetos adjacentes ao modelo atual da RD. Esses projetos são alavancados por conhecimento, expertise e infraestrutura da organização e projetos independentes do modelo atual, que exigem uma abordagem diferente advindos principalmente de organizações externas e startups.

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