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Startup, internacionalize-se!

Texto enviado por Eduardo Tebexerini, da MKTOUCH Poder atuar no mercado internacional é o sonho de diversas startups, não apenas por conta da obtenção de lucros, mas também pela possibilidade de expansão que a internacionalização representa. Mas, antes de apresentar os benefícios dessa atividade, cabe a pergunta: o que é internacionalização?  Segundo SEBRAE (Serviço Brasileiro […]

2 de junho de 2020 4 min de leitura
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Artigo atualizado 2 de junho de 2020

Texto enviado por Eduardo Tebexerini, da MKTOUCH

Poder atuar no mercado internacional é o sonho de diversas startups, não apenas por conta da obtenção de lucros, mas também pela possibilidade de expansão que a internacionalização representa. Mas, antes de apresentar os benefícios dessa atividade, cabe a pergunta: o que é internacionalização? 

Segundo SEBRAE (Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas), a internacionalização é uma estratégia mercadológica adotada para maximizar o processo de comercialização com outros mercados. Essa atividade permite que a startup crie sua rede de clientes residentes de outros países, de forma a gerar novas oportunidades de negócio. Além de aumentar a possibilidade de networking, internacionalizar torna possível se conectar com novas fontes de investimento, situação que já favoreceu inúmeras startups. Para que a startup inicie uma conexão internacional é fundamental adotar algumas medidas elencadas a seguir:

Como internacionalizar minha startup?

residente virtual

1. Tenha um pensamento global 

Para alcançar êxito nas transações internacionais, é necessário que o empreendedor amplie sua visão sobre o mundo dos negócios. Em linhas gerais, é necessário estar aberto a diversas formas de conexão com o exterior, desde a captação de novos clientes até a oportunidade de novas ideias e investimentos. Ter um pensamento global é sinônimo de não ter medo de vivenciar outras culturas e sair da zona de conforto. Isso possibilitará a abertura de novos caminhos não apenas para a própria startup em si, quanto para o empreendedor que, ao descobrir uma cultura diferente da sua, certamente afetará positivamente no seu crescimento pessoal e profissional. 

2. Identifique o mercado ser explorado 

Antes de viajar com sua startup por caminhos nunca dantes navegados, o empreendedor deverá conhecer muito bem o mercado internacional que ele deseja explorar.  Pesquisar sobre a atuação de seu negócio frente ao cenário internacional e entender a situação econômica do país que se almeja realizar alguma comercialização são algumas das formas de iniciar os estudos sobre o mercado exterior. Dificilmente haverá algum sucesso, caso não se estude bem o mercado-alvo que a startup busca atingir. 

3. Enfrente a barreira do idioma

Muitas startups desistem de iniciar alguma operação no exterior por ter dificuldade em se comunicar. Compreender minimamente o que o futuro cliente ou investidor transmite é fundamental para o êxito da operação. Enfrentar a barreira do idioma já é uma realidade global. Conhecer um novo idioma será uma ferramenta essencial para ter acesso às tendências mundiais, de maneira a proporcionar inovações à startup. O inglês costuma ser o idioma mais utilizado para adentrar no mercado. 

A startup EnglishBay iniciou suas atividades em 2017 e logo no ano seguinte de seu início, já conseguiu conquistar uma operação internacional na Rússia. A escolha do país se deu, entre outros motivos, pela identificação de um potencial de mercado e pela possibilidade de maior receita, tendo em vista o valor da moeda do país citado. 

Com o objetivo de oferecer aulas de inglês ministradas por estrangeiros, a EnglishBay poderá te auxiliar a dar um upgrade no seu inglês e assim, te ajudar a melhorar sua comunicação nesse idioma. Ao dominar a língua, o empreendedor poderá até avaliar a opção de traduzir seu site, gerando um excelente cartão de visita para facilitar o acesso de parceiros fora do país de origem. 

4. Pesquise sobre as questões jurídicas e tributárias

Um dos principais desafios para as transações internacionais envolve as questões contábeis e jurídicas. É importante entender o processo de tributação do país e de sua relação com o Brasil. Para evitar possíveis problemas, é obrigatória a formalização da empresa no Brasil como Pessoa Jurídica, além de buscar informações sobre a legislação do país estrangeiro no que cerne as operações comerciais internacionais. 

Embora os processos jurídicos sejam um pouco trabalhosos, isso não deve desanimar o empreendedor, tendo em vista o alcance comercial que poderá ser potencializado, caso seja possível realizar um acordo desse nível. 

Conseguir uma operação internacional possibilita que sua startup não seja impactada negativamente com alguma crise econômica de seu país de origem. Como exemplo, tem-se a situação econômica do Brasil: há um desaquecimento da economia neste período. No entanto, ao ter operações com outros países, a startup poderá não ser afetada, pois há a continuação do recebimento de receitas provindas do exterior.

5. Aproveite a era das micro multinacionais 

Vivenciamos uma era de transformações alavancadas pelo mundo digital. Se, antigamente, a abertura do comércio entre países era vislumbrada apenas por grandes empresas, hoje, há uma grande mudança no cenário. Microempresas e startups multiplicam-se e atraem diversos jovens que buscam novas soluções ou inovações de serviços ou produtos. Alguns especialistas chamam esse processo de a era das micro multinacionais. É notória essa alteração quando é evidenciado, por exemplo, o sucesso de diversas startups de tecnologia que hoje valem milhões e possuem jovens talentos como fundadores. 

6. Avalie a busca de programas de aceleração e incubação

Participar de programas de aceleradoras e incubadoras também poderá ser uma boa ferramenta para o processo de internacionalizar sua startup, sobretudo quando a mesma está em fase inicial. Com a ajuda destes programas, é possível contar com o suporte para desenvolvimento de estratégias com foco global, além de muitas vezes acelerar o fechamento de parcerias com clientes internacionais.  Existem oferecimentos de programas de aceleração tanto de incubadoras nacionais, quanto internacionais, que ajudam diversas startups a dar o pontapé inicial para o exterior. 

7. Participe de eventos e feiras internacionais 

Eventos como feiras ou exposições internacionais são uma forma interessante de divulgar seu negócio em outros países. Nesse sentido, é necessário pesquisar quais os principais eventos para o mercado atuante da startup e listar aqueles que apresentam oportunidades de exibição da startup e possibilidades de conquistar parcerias.    

8. Verifique apoio de Programas Governamentais 

Para dar apoio as startups brasileiras com potencial de internacionalização, o Ministério das Relações Exteriores em parceria com diversas instituições criou a StartOut Brasil. Trata-se de um programa que visa a apoiar a ida de startups selecionadas para missões em diversos países como Espanha, Estados Unidos, Colômbia, entre outros. O programa oferece treinamentos, mentorias e apoio após a ida da startup no país escolhido. 

Por fim, hoje as startups contam com a internet como uma gigantesca rede facilitadora para alcançar a internacionalização. Ideias como apenas grandes empresas fecham acordos ou é preciso ter recursos altíssimos para expansão de negócios em outros países são desmitificadas quando se visualiza as diversas opções atuais para conquistar clientes, parcerias ou investidores fora do Brasil. Pesquise, estude, conheça seu mercado e persista. Certamente essa jornada lhe dará uma bagagem enriquecedora de aprendizagem e conhecimento essenciais para qualquer empreendedor.

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