arrow Voltar
Na imagem, há a mão de uma menina segurando um celular. Um detalhe que chama a atenção é que ela também utiliza um relógio na sua mão esquerda.

Startups brasileiras receberam US$ 275 milhões em aportes em fevereiro

As startups brasileiras receberam neste ano um volume recorde de aportes para o mês de fevereiro. Foram investidos US$ 275 milhões, distribuídos em 38 rodadas de investimento. O volume apresenta um crescimento de 77% em comparação ao mesmo período de 2020. Os números são do Inside Venture Capital, relatório mensal realizado pelo Distrito Dataminer, braço […]

2 de março de 2021 2 min de leitura
time

Artigo atualizado 2 de março de 2021

As startups brasileiras receberam neste ano um volume recorde de aportes para o mês de fevereiro. Foram investidos US$ 275 milhões, distribuídos em 38 rodadas de investimento. O volume apresenta um crescimento de 77% em comparação ao mesmo período de 2020. Os números são do Inside Venture Capital, relatório mensal realizado pelo Distrito Dataminer, braço de inteligência de mercado da empresa de inovação aberta Distrito. 

Somados, os dois primeiros meses de 2021, concentraram um total de 85 aportes, que juntos movimentaram US$ 918 milhões. “O volume representa um quarto do total de investimentos realizados em 2020, recorde no venture capital brasileiro. Tudo indica que teremos um ano melhor ainda. Seguindo esse ritmo, vamos ultrapassar o volume investido em 2020 em meados de julho”, diz Tiago Ávila, Head do Distrito Dataminer. 

Os investimentos em Venture Capital no Brasil estão indo na contramão do PIB nacional, que apresenta tendência de queda. Hoje os investimentos em VC representam 0,32% do PIB, ante 0,06% há cinco anos. A título de comparação, Singapura é o país com maior penetração de venture capital no PIB nacional, com 2,5%, seguido por China e Israel, com 2%. 

“Com a tendência de crescimento é esperado que cheguemos ao patamar de países como Canadá, Coreia e Suíça. O aumento do indicador de penetração, apoiado no aumento do volume investido em Venture Capital e na queda do PIB brasileiro nos mostram a relevância cada vez maior que o ecossistema de inovação terá na vida dos brasileiros”, diz Ávila. 

Os investimentos nesses primeiros meses do ano foram concentrados principalmente nos setores de FinTech (US$ 500 milhões), RetailTech (US$ 198 milhões) e EdTech (US$ 94 milhões). Em fevereiro, os grandes destaques ficaram por conta do aporte de US$ 33 milhões feito à plataforma de saúde Alice em uma rodada liderada pela ThornTree Capital Partners, e aos US$ 85 milhões investidos na Descomplica pelo Invus Opportunities e pelo SoftBank. Esse é o maior volume captado por uma EdTech na América Latina. 

Fusões e Aquisições

O levantamento também constatou que, no mês, foram feitas 14 fusões e aquisições, sendo 20% delas em EdTechs, 15% em HealhTechs e 15% em T.I.. Chama atenção, nesse caso, as transações da Intelipost, que anunciou a aquisição da Pegaki, startup do portfólio da Cotidiano e que desenvolve uma solução logística para pontos de coleta; do Mercado Bitcoin, que adquiriu a Blockchain Academy; e da fusão entre PSafe e Cyberlabs.  

O estudo foi feito a partir do banco de dados do Distrito Dataminer, que tem hoje mais de 5.500 aportes mapeados, além de consultas a bancos abertos.

Posts recomendados

Acesse o blog arrow