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Como a Unimed aplicou a Inovação Aberta ao sistema de cooperativas

Como a Unimed aplicou a Inovação Aberta ao sistema de cooperativas

O setor de saúde muitas vezes sofre com dois dilemas. O primeiro é a dificuldade em inovar em uma área burocrática e cheia de regulamentações. Já o segundo é que o setor também é conhecido por suas pesquisas e iniciativas que visam trazer inovações e descobertas para o bem estar de toda a sociedade. É […]

30 de junho de 2020 3 min de leitura
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Artigo atualizado 30 de junho de 2020

O setor de saúde muitas vezes sofre com dois dilemas. O primeiro é a dificuldade em inovar em uma área burocrática e cheia de regulamentações. Já o segundo é que o setor também é conhecido por suas pesquisas e iniciativas que visam trazer inovações e descobertas para o bem estar de toda a sociedade. É uma dualidade em que a medida que as empresas tentam inovar, muitas vezes as próprias regulamentações travam ou dificultam o processo, tornando-o mais lento.

Mas, além disso, as grandes corporações da área médica também devem enfrentar a dificuldade de conectar profissionais, hospitais e instituições interligadas às suas redes. A Unimed Brasil sentiu na pele esse desafio dentro de um sistema que engloba cerca de 30 federações e mais de 100.00 médicos envolvidos que representam 20 milhões de vida.

Abaixo, você entende e se aprofunda no principal desafio enfrentado pela empresa e vê quais foram as soluções e estratégias utilizadas para lidar com isso.

Desafio

“Como incentivar o ecossistema de cooperação aberta de forma ágil e rentável dentro de uma estrutura robusta e plural como a da Unimed?”. Responder esta pergunta era o desafio enfrentando, conta Eduardo Sleiman, gerente de Inovação e Estratégia em TI, da Unimed Brasil.

Mais do que isso, a empresa precisava lidar com a realidade regional e a inovação fragmentada. Por exemplo, as Unimeds Singulares, como são denominadas as unidades locais que atendem determinados municípios, muitas vezes optavam por soluções customizadas para a realidade regional de negócios, gerando estruturas e plataformas que atendiam determinada demanda, mas nem sempre eram escaláveis para toda a estrutura.

Qual seria, então, o caminho ideal para solucionar este desafio? “Buscar um modelo estratégico que se adeque constantemente à realidade sistêmica, e com isso produzirmos projetos que gerem valor”, comenta Sleiman.

Estratégia

Em um setor desafiador como o da saúde suplementar, especialmente em tempos de instabilidade econômica, o planejamento estratégico se torna uma ferramenta importantíssima. Para isso, a Unimed contou com duas estratégias: o Programa de Planejamento Estratégico Cooperativo e a criação do Unimed Lab.

Implementado no segundo semestre de 2019, o Programa de Planejamento Estratégico Cooperativo contou com 40 horas, sendo dividido em três módulos: Estratégia, Projetos e Indicadores. A capacitação se concentrou na elaboração, execução e monitoramento da estratégia, gestão dos projetos e de indicadores, com adoção de metodologia de mercado, porém convergente com a natureza cooperativista do Sistema Unimed.

Já o Unimed Lab é um hub de inovação que nasceu, em parceria com o Distrito, como uma plataforma de cooperação aberta, com ferramentas que aceleram a inovação que se origina direto da própria organização. O espaço, localizado no quinto andar da sede Confederação, em São Paulo, gerido por profissionais da área de Inovação e Estratégia em TI, tem o propósito de conectar as Unimeds mediante a captura de desafios e problemáticas, compartilhamento e escalabilidade de soluções sistêmicas.

Solução

O que podemos perceber na estratégia utilizada pela Unimed é a capacitação interna de seus colaboradores em conjunto com o esforço de conectar ideias e iniciativas de dentro da organização com o ecossistema externo, como startups, parceiros e outras empresas. “Ou seja, de um lado, o gerenciamento e capacitação das singulares e federações para captar oportunidades e distribuir internamente (Sistema Unimed) e do outro, a curadoria constante de startups, universidades e empresas de inovação para agregar ao ecossistema e seus desafios”, comenta Sleiman.

Atualmente, já estão presentes no Unimed Lab, a Seguros Unimed com sua célula de Inovação, a Central Nacional Unimed e mais 14 Unimeds conectadas através do processo de curadoria (captura de desafios, problemáticas e soluções). Além disso, a empresa também conta com a parceria com o hub de inovação Distrito InovaHC que proporciona conexão constante com o ecossistema de startups do Brasil (aproximadamente 10.000)

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