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Por dentro do fundo de Corporate Venture Capital da Via

Por dentro do fundo de Corporate Venture Capital da Via

Entenda porque a Via investiu nas startups GoPublic, Poupa Certo e byebnk via fundo de Corporate Venture Capital e qual a estratégia

28 de setembro de 2021 4 min de leitura
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Artigo atualizado 28 de setembro de 2021

Em abril, a Via anunciou o lançamento de um fundo de R$ 200 milhões para investimento em Corporate Venture Capital (CVC), pelos próximos 5 anos. Nas últimas semana, foi a vez de apresentar as primeiras investidas do fundo, as fintechs GoPublic, Poupa Certo e byebnk. 

A GoPublic oferece um ecossistema de soluções para facilitar a jornada de crédito e pagamentos do consumidor a partir da utilização de algoritmos de alta precisão. A Poupa Certo ajuda os clientes a gerenciar seus gastos e investimentos em uma experiência gamificada. Já a byebnk é uma plataforma de gestão de investimentos em criptomoedas.

Além de atuarem no setor financeiro, outro ponto em comum entre as startups é o seu estágio inicial de atuação, de modo que a contribuição e geração de valor para o ecossistema da Via deve ficar mais evidente no longo prazo. 

Os aportes também contribuirão para acelerar a transformação digital da companhia e auxiliarão na busca de soluções inovadoras para melhorar a experiência do cliente em toda a sua jornada de compra e relacionamento.

Essa é apenas uma das iniciativas de inovação aberta executadas pela dona de marcas como Casas Bahia, Ponto, Extra.com e banQi. O fundo de CVC faz parte do Via Next, programa de inovação responsável pelo relacionamento com o ecossistema de startups, desenvolvido em parceria com o Distrito.

De acordo com Helisson Lemos, Chief Innovation Officer (CINO) e Marketplace da Via, o Distrito ajuda a Via com a construção da iniciativa, desde a concepção até a operação e gestão do portfólio. “Sempre desenvolvendo a quatro mãos, trabalhamos para entender quais são os objetivos da Via de médio e longo prazo para construir a tese de investimento e elaborar uma estratégia de execução consistente para atingir o sucesso”.

No mais recente Corporate Venture Capital Report, Helisson contou ao Distrito como foi a construção desse fundo e como ele se relaciona com as demais iniciativas de inovação aberta da companhia. Confira os destaques da entrevista abaixo e baixe o relatório para conferir o case completo.

Qual a diferença do CVC em relação a outras estratégias de inovação aberta executadas pela Via (como aceleração, aquisição, etc.)?

Helisson: A Via é gigante, tem um potencial incrível, um time espetacular e ao mesmo tempo está inserida em um cenário competitivo em ebulição. Por isso a necessidade de ampliar o horizonte e paralelizar muitas frentes, como as que envolvem pessoas, com um alinhamento do que é Inovação sob a nossa ótica, uma educação sobre o tema alinhado com cultura, desenvolvimento organizacional, modelo de gestão e comunicação. Tudo isso é base para a agenda da Inovação Interna, que aqui pode ser resumida como “intraempreendedorismo”. 

E a tudo isso, junto e misturado, aplicamos a inovação aberta, com iniciativas como o Seek and Solve, escolhemos projetos relevantes e, por meio de squads de inovação aberta, buscamos soluções externas que resolvam nossos problemas para consumí-las em uma relação de cliente e fornecedor. Podemos também, desenvolver parcerias e co-criar com essas startups.

O mais importante é estar com a cabeça aberta para fazer bons negócios e utilizar as ferramentas corretas para cada situação, que acelerem a Via e, ao mesmo tempo, gerem novas oportunidades para startups de diferentes estágios de maturidade. De acordo com a maturidade de uma startup e sua importância estratégica, construímos mecanismos que capturam valor em todas as fases do ciclo da vida de uma startup, desde aceleração (exemplos como os programas Retail Scale e Female Scale) no começo da jornada, CVC em seu estágio de crescimento e M&A para casos mais consolidados. 

Quando falamos exclusivamente de CVC, trouxemos as melhores práticas utilizadas no mercado de venture capital. Aprendemos muito e entendemos que é uma mentalidade diferente para trabalhar com as startups, sempre deixando o empreendedor e seu time como os protagonistas com aportes em participações minoritárias, a exemplo do que fizemos com o próprio Distrito em novembro de 2020. No CVC da Via, em que dispomos de R$ 200 milhões para aportar em startups em até 5 anos, investimos capital e toda estrutura da Via e Distrito para potencializar o sucesso dos empreendedores e durante sua jornada.

Qual a tese de investimento em CVC da Via?

Helisson: Antes de estruturarmos a tese, foi importante considerar o que é a Via e suas fortalezas: a base de mais de 97 milhões de clientes, o valor das marcas Casas Bahia, Ponto e Extra.com.br, a estrutura física da logística e das mais de mil lojas com cobertura nacional. Além da aceleração dos canais online, a real aplicação da omnicanalidade, da experiência em dar crédito e agora do marketplace. Somamos a forte transformação que estamos passando, a real oportunidade de ir além do varejo, ampliando o nosso ecossistema de soluções, agora cada vez mais agnóstico. E para turbinar a Via, a agenda de Inovação tem o CVC como uma das frentes. 

Temos como objetivos muito claros com o CVC: aprender rápido, nos aproximar de novas tecnologias para resolver desafios, aumentar receita e descobrir novos negócios que sejam complementares ao core de varejo. Acreditamos que essa conexão com nosso time acelera muito a própria Via, além das startups, aumentando as probabilidades de sucesso de todos. Por isso, a nossa tese de investimento busca startups que estão captando seed, série A e série B, dentro dos segmentos de Retailtechs, Fintechs, Logtechs, Martechs e ITtechs que tenham sinergias com a gente.

Como é a atuação do Distrito na estratégia e execução do CVC da Via?

Helisson: O Distrito ajuda a Via com a construção da iniciativa, desde a concepção até a operação e gestão do portfólio. Sempre desenvolvendo a quatro mãos, trabalhamos para entender quais são os objetivos da Via de médio e longo prazo para construir a tese de investimento e elaborar uma estratégia de execução consistente para atingir o sucesso. Com a tese construída, o Distrito utiliza algoritmos e dados para identificar e analisar as startups mais promissoras para fazer os investimentos e tornar o processo data-driven. 

Além disso, o Distrito é responsável pela prospecção de novas oportunidades, análise e execução dos investimentos e também na gestão do portfólio. Após o investimento, tanto o Distrito quanto a Via têm ciclos de interações com as investidas para fazer e acontecer, ajudando os empreendedores em tudo o que precisarem para conquistarem o próximo objetivo combinado.

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