Muitas startups e investidores almejam chegar até o exit (saída), seja por meio da fusão, uma venda estratégica ou até o tão aclamado IPO na bolsa. Dessa forma, a startup ganha tração, escala, novos mercados além de gerar bons dividendos para quem investiu logo no começo como também para os fundadores do negócio.

Quando falamos de exit é interessante que você também compreenda sobre venture capital que são fundos que investem em startups que já provaram seu modelo de receita.

Além disso, há também os Private Equitys que são fundos que investem diretamente nas empresas. Portanto, o foco são startups que já provaram que conseguem atender uma quantidade significativa de dívida. Além de possuírem margens lucrativas, fluxo de caixa estável indo além gerar receita.

Por último, vale ressaltar o conceito de investidor-anjo. São pessoas que investem o próprio capital em startups no estágio inicial. Eles frequentemente atuam em várias delas e buscam agregar valor estratégico por meio de conselhos e na geração de conexões.

Recapitulado o conceito por trás dessas nomeações como Venture Capital, Private Equity e investidor-anjo é o momento de ir ao assunto principal! Os exits!

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Afinal, o que é Exit e sua importância?

Em algum momento os fundos de investimento, investidores e startups podem se deparar com uma oportunidade de exit. A expressão se refere ao ponto de saída, ou seja, o exit é quando um sócio ou investidor entrega seu percentual da empresa em troca de uma quantia de dinheiro. Para a maioria dos investidores, chegar a esse estágio é a meta.

Há também, por exemplo, uma nova rodada de investimento e, consequentemente, o investidor pode optar pelo exit ou fazer o que conhecemos como follow on, que é quando um fundo opta por investir uma pequena porcentagem para não diluir a participação com a entrada de novos investidores.

Imagine que uma startup está participando de uma nova rodada. Dessa forma, você, como investidor antigo daquele negócio, opta pelo follow on. Essa atitude irá fazer com que o investimento inicial que você havia realizado não seja diluído pela nova rodada.

Além disso, o exit pode acontecer quando a startup é adquirida por uma empresa maior.

Como parte da estratégia de negócio, grandes companhias adquirem startups como parte de uma forma de proteger sua posição de liderança ou até com o objetivo de entrar no mercado brasileiro.

Dessa forma, a venda de uma startup para outra companhia é um dos eventos de liquidez mais comuns por ser extremamente rentável para os fundadores da startup e investidores iniciais.

É importante que você conheça os motivos que levam a uma saída ou exit:

1- Venda estratégica para outras empresas do mesmo setor (trade sale).

2- Estrutura de recompra da participação do fundo pela própria empresa ou acionistas controladores (estrutura de recompra).

3- Venda de participação para outros fundos de Venture Capital.

4- Abertura de capital da empresa (IPO).

Invista em startups!


Cases de Exits e vendas estratégicas

Abaixo, trazemos alguns cases de startups que foram vendidas e passaram pelo famoso processo de exit. O co-fundador do Distrito, Gustavo Araújo, inclusive discutiu sobre o tema em um evento realizado pelo Anjos do Brasil para falar sobre exit e apresentar alguns cases de saídas e vendas de startups investidas pelo Distrito Ventures.

Araujo comenta que investe, aproximadamente, em cinco empresas por ano e conta que começou a investir em startups porque tem um perfil de risco mais arrojado e por acreditar na transformação que a tecnologia está trazendo para todos, principalmente nos hábitos de consumo. “Eu entendi, que nesse mercado de alto risco, a diversificação era fundamental. Falando sobre exit, acredito que o processo é totalmente ativo do investidor com o empreendedor. A saída não acontece por acaso e é muito suada. É preciso fazer um trabalho pró-ativo de venda desse negócio”, comenta o empreendedor.

Vale conferir todo o evento na íntegra:

Celular Direto – Wooza

“Eu queria investir no mercado de tecnologia, em 2011, e o que fez eu investir na empresa foi me identificar muito com o empreendedor, com a liderança, mindset e o propósito. Hoje, eu tenho 13 startups que invisto, entre investimento direto ou por meio de fundos, são negócios que eu gostaria de ter fundado”, comenta Bruno Pauletti.

O investidor comenta que realizou o aporte e ficou a frente da startup também como mentor e consultor para se entregar ao negócio. Para ele, o investidor tem que entregar valor também para a startup investida, é uma troca em que as duas partes devem ter sinergia.

O conceito inicial da empresa era um website 100% B2C, direcionado ao cliente das operadoras, mas com uma proposta de jornada de compra de planos de telefonia 100% online. Portanto, seria um dealer online multi-operadora.

É importante relembrar a época em que todo o investimento surgiu. No ano de 2011, era outra situação em relação às operadoras de telefonia. A Anatel ainda exigia assinatura física nos contratos de compra de planos pós-pagos. Você se lembra de ter que ficar assinando uma papelada nas lojas físicas da Vivo ou da Tim? A solução que a startup trazia e buscava era justamente acabar com essa burocracia.

É importante trazer, inclusive, alguns números que Pauletti compartilhou em um artigo para a Startupi, sobre o crescimento acelerado da empresa:

2011: 15 funcionários, 500 ativações por mês.

2012: 25 funcionários, mil ativações por mês.

2013: 45 funcionários, 4 mil ativações por mês.

2014: 70 funcionários, 32 mil ativações por mês.

2015: 103 funcionários, 68 mil ativações por mês.

2016: 264 funcionários, 160 mil ativações por mês.

2017: 100% market share nacional em planos controle e pós pagos.

Em 2017, a empresa passou por uma reformulação de nome e foi de Celular Direto para Wooza. A negociação da venda durou um ano e um dos sócios do board foi destacado para acompanhar o trabalho junto à empresa de advisory e M&A que assessorou toda a negociação/acordo. Toda essa decisão foi estratégica para deixar o CEO com foco total em entregar o resultado para aquele ano. No final de 2017, tudo foi oficializado e a venda foi efetivada!

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Neon

Como afirma Gustavo Araújo, cofundador do Distrito, que também foi um dos primeiros investidores da Neon, conta como foi realizado todo o investimento até o exit. “A Neon foi um aporte que durou três anos. A gente entrou no começo da empresa, participamos das duas primeiras rodadas. Na verdade, eu busco todos os dias startups como a Neon e basicamente a empresa precisava captar e realmente tinha uma tração impressionante”.

O investimento foi realizado em 2014, com exit (ou saída) em 2017 – o que gerou um valor 15 vezes maior do que o de entrada. A recomendação de Araújo é: aproveite os momentos e oportunidades de exit. “Entramos muito no começo. Acreditamos que é importante o investidor aproveitar as oportunidades de saída, que são poucas”.

Araújo ainda revela o motivo pelo qual investiu em Pedro Conrade, fundador da Neon. “Identificamos que o Pedro tinha um perfil empreendedor”, comenta.

Araújo explica que optou pela saída porque depois de três anos, com a empresa em outro patamar, mais de 250 funcionários, o objetivo já havia sido realizado e concretizado. “O múltiplo que estávamos recebendo já era mais que suficiente para criar um case de sucesso. Entendemos que era um momento estratégico com uma nova rodada de investimento. Outro ponto interessante é que 100% do dinheiro que foi investido retornou para outros investimentos do Distrito Ventures. Todos os investidores-anjo resolveram reinvestir o dinheiro”.

IPO – Pagseguro

No início de 2018 o Pagseguro, do grupo UOL, fez o maior IPO de uma empresa brasileira nos Estados Unidos, levantando, pelo menos, US$ 2,3 bilhões com a venda de suas ações. Vale relembrar o que é um IPO ou Oferta Pública Inicial (Initial Public Offering), que é o momento em que a empresa passa a ser aberta na Bolsa de Valores, com muitos acionistas. É a primeira vez que uma empresa vende suas ações para o público, deixando de ser um negócio detido por poucas pessoas.

Foi o maior IPO no mercado americano desde a oferta de ações do Snapchat, que levantou US$ 3,4 bilhões.

Outras formas são a venda das ações para outro investidor ou o pagamento de dividendos por parte da startup.

Investir em startups é realmente uma arte e, como um dos principais fundos de capital de risco nos Estados Unidos, First Round, coloca: “não existe uma fórmula para o sucesso”.

Mas, em vez de agir por conta própria, existem plataformas que oferecem oportunidades de investimento direto e altamente selecionadas que são profundamente controladas.

Xtech

A Xtech Ecommerce nasceu em 2014 com o objetivo de ser uma plataforma de e-commerce para pequenas e médias empresas. Três anos após a fundação, a empresa foi comprada por R$ 14 milhões pela gigante VTEX.

O objetivo da aquisição para a VTEX foi unificar, junto com a Loja Integrada (comprada em 2013), a divisão de pequenos e médios negócios. Na época, os números da Xtech impressionavam, possuindo faturamento combinado anual de 200 milhões de reais, com movimentação de mais 350 milhões de reais em 2017.

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