O surgimento de novas tecnologias afetou quase todos os setores, desde o transporte, o entretenimento, até o bancário, mas podemos dizer que nenhum outro foi mais diretamente impactado que o varejo.

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O desenvolvimento e o crescimento contínuo de e-commerce, melhorias na tecnologia móvel e o aumento do uso das mídias sociais não apenas forçaram os varejistas a reavaliar práticas e, o mais importante, mudaram para sempre o comportamento, os hábitos e as expectativas do consumidor.

Neste post eu vou abordar como as startups do varejo auxiliam nestas mudanças, as tendências que já estão sinalizando vir com tudo e como o Brasil será impactado.

Se você está interessado em entender também mais sobre todo o setor de varejo, confira o RetailTech Mining Report!

Na imagem, você confere o report sobre o mercado de varejo.
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Startups do varejo e o omnichannel

Nos últimos anos, o O2O, online-to-offline, tornou-se bem conhecido e adotado no setor de varejo. Essa solução, também conhecida internacionalmente como omnichannel, integra experiências de compras em todos os dispositivos online e no offline.

O Brasil é o quarto maior mercado de usuários de internet do mundo depois dos EUA, Índia e China e o faturamento do e-commerce no primeiro semestre de 2017 chegou a R$ 21 bilhões. A expectativa é que o Brasil terá 70% de sua população comprando online até 2021.

Ao usar dispositivos móveis, os clientes podem adicionar produtos à lista de desejos ou carrinho de compras, comparar produtos e estender a decisão de compra para seu desktop ou para a loja física.

Coletar e integrar todos os dados de vendas offline e online é importantíssimo para transformá-los em uma forte ferramenta de marketing e CRM.

Para ajudar os varejistas a preencher o gap entre o digital e o físico, entram as RetailTech startups.

Algumas startups do varejo concentram-se em otimizar as operações de loja, através de robôs de abastecimento, armazenamento de dados na nuvem e apps que ajudam os varejistas a gerenciar e otimizar tarefas como horário de funcionários, agendamento de pagamentos e controle de estoque.

Outras abriram caminhos totalmente novos, desenvolvendo displays de realidade aumentada, beacons baseados em wifi, coleta de dados e engajamento de compradores com a análise de localização, usando hardware de IoT e/ou um software para detectar smartphones e assim rastrear os compradores na loja.


Tendências de tecnologia para o varejo

Embora ninguém possa prever com exatidão o que vai acontecer nos próximos anos, é possível ter uma boa ideia do que o futuro reserva se observarmos o que a RetailTech já está causando.

Compilei algumas das principais tendências de tecnologia de varejo que já estão no cenário atual e acredito que irão se fortalecer ainda mais nos próximos anos. Mantenha em seu radar.

Alto grau de personalização

A personalização no varejo é mais do que colocar o primeiro nome de alguém em um email. Vários tipos de tecnologia do setor do varejo estão permitindo que o comerciante personalize tudo, desde a comunicação com o cliente até a criação de produtos.

  • Comunicação: toda a comunicação de marketing que é enviada aos clientes se tornará muito mais personalizada. Além de abordar os compradores pelo nome, os varejistas também podem personalizar o conteúdo com base no histórico de compras de cada cliente.

  • Produtos: alguns varejistas já estão levando a personalização para o próximo nível, permitindo que os compradores criem seus próprios produtos. Dresden, uma varejista de óculos da Austrália, é o exemplo perfeito disso. Ela retira resíduos de plástico das praias e, depois, permite que os compradores criem seus próprios óculos de sol. O resultado? Óculos exclusivos, elegantes e ecológicos.
  • Experiência em loja: com o uso de beacons, mPOS e tecnologia Bluetooth, os varejistas podem saber quem são os clientes a partir do momento em que eles entram na loja e, assim, fornecer informações relevantes com base no que estão procurando. Com mensagens direcionadas e pop-ups promocionais, os varejistas poderão atrair, envolver e converter muito mais facilmente.

Mobile First

Muitos e-commerces já estão personalizando a experiência de compra para dispositivos móveis através de websites responsivos.

Os celulares não apenas se tornarão o meio preferido para os usuários fazerem compras online, mas também serão o jeito preferido para fazer “pagamentos sem contato” na loja.

Com tecnologias como a Apple Pay, os consumidores deixarão de carregar cartões de crédito em suas carteiras e optarão por comprar produtos usando carteiras digitais em seus celulares.

Um grande exemplo disso é a Amazon Go. A tecnologia utilizada detecta automaticamente quando os produtos são retirados ou quando retornam às prateleiras e mantém o registro em um carrinho virtual. Quando você termina de fazer as compras, é só sair da loja, sem passar por caixa de atendimento e pegar filas.

Depois de sair da loja, o que você levou é cobrado diretamente em sua conta Amazon. Tudo o que o cliente precisa é ter uma conta na Amazon, o aplicativo Amazon Go, que é gratuito, e um celular.

A médio e longo prazo, será preciso integrar dispositivos móveis a outras tecnologias para proporcionar uma melhor experiência de compra. Com IoT, beacons, AI, machine learning e pagamentos sem contato, as possibilidades são infinitas sobre o que você pode inventar e aprimorar em seus produtos.

Pesquisa por voz

Com dispositivos como o Amazon Alexa, o Google Home e o Home Pod, os consumidores usarão a pesquisa por voz para procurar e comprar produtos.

A tecnologia de voz também está se tornando mais avançada em aplicativos como a Siri, da Apple, já misturando inteligência artificial para se tornarem poderosos assistentes pessoais.

Em um estudo recente, 72% das pessoas que possuem alto-falantes ativados por voz dizem que seus dispositivos são usados como parte de suas rotinas diárias. Esse é um indicador claro de que as compras baseadas em pesquisa por voz estão em ascensão e esse número deverá crescer rapidamente.

Mas, mais do que apenas comprar, os consumidores estão cada vez mais usando a pesquisa por voz para encontrar respostas. Veja alguns exemplos de como a pesquisa por voz impacta o varejo:

  • Você tem um cachorro e precisa comprar produtos para ele, pega seu iPhone e diz “encontre pet shops próximos de mim”.
  • Uma senhora que está pensando em ir à academia quer saber qual é o melhor tipo de legging, então, ela vai ao Google Assistant e pergunta: “Ok, Google, quais são os diferentes tipos de leggings?”
  • Uma mãe percebe que a família está quase sem papel higiênico, então solicita à Alexa que faça o pedido de compra do produto.

Inteligência artificial

Nós já começamos a ver como os chatbots estão se tornando os novos representantes de atendimento ao cliente em muitas empresas. Automatizar este processo libera tempo, energia e recursos para outras atividades significativas, como inovação e desenvolvimento de novos produtos.

Além dos chatbots, a inteligência artificial também pode auxiliar no back office, permitindo que os comerciantes melhorem suas operações.

Um exemplo disto é o Dott, uma ferramenta que apresenta dicas e sugestões com base em atividades, em tempo real. Isso pode ajudar os varejistas a tomarem melhores decisões, baseadas em dados.

Amazon e a inovação do varejo no Brasil

O lançamento por aqui foi mais lento do que em outros mercados, mas depois de quatro anos estudando sobre o complexo ambiente de negócios do Brasil, a gigante está pronta para acelerar no país.

O varejista está começando a impulsionar suas operações no país, mas precisará competir com concorrentes de raízes profundas, como o Magazine Luiza. Porém, vimos um pequeno sinal do que pode acontecer quando o Mercado Livre perdeu mais de US$ 1 bilhão na bolsa apenas com a simples notícia da Amazon iniciar no Brasil a venda de eletrônicos e trazer outras linhas de produtos.

Pesado, né? Afinal, estamos falando da empresa mais competitiva do setor e que tem força e disposição para mudar o mercado.

A Via Varejo (VV) e a Best Buy do Brasil, detém a maior rede logística do Brasil, com mais de 1.000 lojas e 26 CDs em todo o país, e está à venda. Ela pode atender às necessidades da Amazon de infraestrutura logística continental e fornecer poder de barganha imediato a fornecedores globais como Samsung, LG, Sony, Apple e Motorola.

Os correios por aqui são ineficientes, muitas vezes é o pesadelo dos players de e-commerce. Isso abriu espaço para startups como Mandaê, Loggi e Vaptuber.

A logística de entrega da Amazon sempre foi famosa pela rapidez e pela eficiência. Toda a distribuição conta com a tecnologia de geolocalização, para o cliente ter a real dimensão do tempo de espera das entregas mesmo antes de fechar a compra.

Assim, Fedex, DHL e Prologis estão investindo para apoiar o crescimento dela por aqui.

Outro destaque da Amazon é que ela investe em pesquisa, tanto de tendências tecnológicas quanto de entender a dinâmica envolvida nos padrões de comportamento dos consumidores. O que eles fazem é manter pesquisas de mercado e até parcerias com pesquisadores universitários para desenvolver produtos e serviços altamente inovadores.

A empresa também sempre entendeu o quanto é importante investir em estratégia de marketing digital. A prova disso é um portal com produtos e serviços segmentados e apresentados de uma maneira muito convencional aos usuários. Além disso, não sei se você já percebeu, seus resultados na página de pesquisa do Google, normalmente, ocupam as primeiras posições.

Também a experiência de compra é facilitada: o consumidor precisa de poucos cliques para encher o carrinho e fazer a transação. Inclusive, o recurso “compra com 1-clique” foi patenteado por ela, acredite se quiser, há 20 anos, e somente ano passado liberado para outros e-commerces utilizarem. Foi durante muito tempo uma exclusividade de seus sites e produtos.

A Amazon mal chegou por aqui e já sentimos que trará mudanças absurdas no ambiente RetailTech. Em vez de investir em serviços tradicionais, ela investe em um ecossistema que auxilia clientes e usuários de seus serviços, tantos compradores como vendedores.

Os varejistas que não se adaptarem às tecnologias do varejo, ficarão para trás. Consequentemente, as startups que focam seus produtos no varejo, terão suas oportunidades de negócios ampliadas.

Comunidade RetailTech Distrito

Com uma tonelada de novas tendências tecnológicas e oportunidades à vista, as startups do varejo precisam aproveitar o momento.

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