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Na imagem, você vê um QR Code

BR Code: o que muda para as fintechs e mercado financeiro?

Este texto foi escrito pela RTM, mantenedora e parceira do Distrito. Nos últimos anos, o pagamento via QR Code – “quick response code” – vem se popularizando, tornando-se uma alternativa cada vez mais promissora para a substituição dos cartões de crédito e débito. Não é tão incomum mais ir a um estabelecimento e ver um […]

15 de abril de 2020 3 min de leitura
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Artigo atualizado 15 de abril de 2020

Este texto foi escrito pela RTM, mantenedora e parceira do Distrito.

Nos últimos anos, o pagamento via QR Code – “quick response code” – vem se popularizando, tornando-se uma alternativa cada vez mais promissora para a substituição dos cartões de crédito e débito. Não é tão incomum mais ir a um estabelecimento e ver um código disponível no caixa. Com o aumento do uso de smartphones no mundo, o mobile payment vem ganhando força no setor, transformando o mercado bancário e facilitando as vendas.

Vendo esta tendência crescer no Brasil, o Banco Central anunciou, no dia 16 de março, que fará uma padronização dos QR Codes para trazer mais transparência nas transações, especialmente no que diz respeito aos usuários, e facilitar a interoperabilidade nos pagamentos dos arranjos. Mas antes de entrar nesse assunto, vamos entender o cenário atual.

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Como funciona o QR Code 

Este código de barras bidimensional traz mais agilidade ao consumidor tanto na compra presencial quanto na virtual, pois a leitura das informações é bem rápida. Tudo que o usuário precisa ter é um celular com câmera em mãos para fotografar o código e escolher a opção de pagamento (como débito ou crédito) e até se quer parcelar.

A principal diferença dele para o código de barras tradicional é que ele faz a leitura na vertical e horizontal, enquanto o outro realiza apenas na horizontal. O QR Code é considerado uma forma mais segura de pagamento, pois evita fraudes e duplicação, golpes comuns no uso de cartões. 

Atualmente, ele é utilizado de duas formas: na primeira, como um sistema integrado ao ponto de venda, onde, após o consumidor escanear a imagem, o valor a ser pago aparece automaticamente no celular e o cliente confirma a transação. Na segunda, o cliente deve digitar o preço, finalizar o pagamento e mostrar ao vendedor. 

Aumento do número de códigos

De acordo com dados divulgados pelo Banco Central, a utilização de dispositivos móveis em transações bancárias cresceu mais de 2.000% nos últimos cinco anos, o que mostra uma crescente adoção do mobile payment. 

Alguns fatores que contribuíram para a popularização dos QR Codes foram: a massificação de smartphones no Brasil – segundo dados da FGV, o país superou a marca de um aparelho por habitante –, e a abertura do mercado de arranjos de pagamentos em 2013, aumentando a concorrência entre os players deste setor. Cresceu o número de credenciadoras e, consequentemente, as opções para consumidores e lojistas. 

Um efeito destas mudanças foi a criação de vários “padrões” de QR Codes diferentes, específicos para cada arranjo, o que pode abrir vulnerabilidades. São códigos “caseiros” nos quais uma única falha pode ser suficiente para destruir a confiança do cliente nesta tecnologia. 

Padronização com o BR Code

Foi pensando nisso que o Banco Central criou um padrão EMV aberto e gratuito, que comporta os requisitos do sistema de pagamentos brasileiro e possibilita o armazenamento de múltiplos arranjos em um só código. Assim, desincentiva a proliferações dos QR Codes nos pontos de venda, criando uma base interoperacional e expansível, que poderia ser implementada em ecossistemas de outros países.  

A ideia é que o mercado siga o mesmo caminho adotado no caso das maquininhas de cartão (POS), que, no início, exigia uma máquina para cada arranjo. Hoje, um equipamento pode realizar diversas operações de diferentes arranjos. 

O BR Code único traz vantagens para quem estiver comprando, já que este poderá efetuar o pagamento no arranjo de sua escolha, desde que seja aceito pelo estabelecimento, e para os lojistas, já que proporcionará uma redução de custo. Além de, claro, facilitar a iniciação de uma transação de pagamento.

As empresas terão até seis meses para se adequarem ao novo padrão. A esperança é que esta medida aumente a transparência para usuários finais, pagadores e destinatários e que melhore o acesso às informações e promovendo um ambiente pró-competitivo no Sistema de Pagamentos Brasileiro.

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