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Tendências do mercado financeiro e das fintechs brasileiras

Tendências do mercado financeiro e das fintechs brasileiras

Entre todos os avanços tecnológicos e novas formas de pensar que se propõem a mudar o  setor financeiro, algumas ideias têm recebido atenção especial de startups, grandes empresas e instituições interessadas no tema. Afinal,para quem atua com inovação e em grandes empresas é importante estar atento às tendências do mercado financeiro e das fintechs Cada […]

1 de outubro de 2020 6 min de leitura
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Artigo atualizado 1 de outubro de 2020

Entre todos os avanços tecnológicos e novas formas de pensar que se propõem a mudar o  setor financeiro, algumas ideias têm recebido atenção especial de startups, grandes empresas e instituições interessadas no tema. Afinal,para quem atua com inovação e em grandes empresas é importante estar atento às tendências do mercado financeiro e das fintechs

Cada vez mais os termos open banking, invisible bank e pagamentos instantâneos vêm recebendo destaque e atenção. Novidades que são, com frequência, oriundas das fintechs, as startups que atuam no setor financeiro, e que vieram para ficar. Quem tem uma empresa deve ficar especialmente de olho, afinal, são tendências das quais toda organização pode se beneficiar.

Neste artigo, reunimos algumas das principais tendências do mercado financeiro que vêm ganhando o Brasil e o mundo. As informações foram levantadas durante a realização do Distrito Fintech Report, estudo em que mapeamos mais de 700 startups brasileiras que atuam no setor financeiro.

5 tendências do mercado financeiro que a sua empresa pode aproveitar

1. Open Banking

O Open Banking é uma das principais tendências do mercado financeiro dos últimos anos. 

Na tradução literal, o termo significa “banco aberto”, ou “sistema bancário aberto”.

O conceito tem um princípio simples: é preciso facilitar algumas aplicações do sistema financeiro tradicional e, para isso, é necessário permitir que o usuário tenha mais liberdade para fornecer suas informações financeiras para qualquer instituição ou empresa.  

A base do Open Banking é que todos os agentes do mercado financeiro deveriam utilizar uma camada de tecnologia padronizada, que facilitaria a comunicação entre eles e simplificaria a portabilidade de informações e dados dos usuários. 

Essa interface de comunicação (abreviada como API) permitiria que outras empresas acessassem os dados do usuário em diferentes instituições – desde que autorizadas previamente, é claro.

Isso resultaria em uma ampliação na oferta de produtos e serviços financeiros oferecidos, além de promover o surgimento de startups que utilizam essa tecnologia para desenvolver novos modelos de negócio.

Apesar de ser uma tecnologia aparentemente simples, o Open Banking está longe de ser padronizado entre os países. Aqui no Brasil, a forma como ele deve ser regulado já vem sendo discutida desde 2018, e só no primeiro trimestre de 2020 o Banco Central divulgou as principais diretrizes que vão orientar a regulamentação do Open Banking no Brasil.

A partir do empoderamento dos usuários sobre suas próprias informações, os dados proprietários que os players possuem neste mercado perderão valor, tornando necessário que companhias prestem atenção cada vez mais no seu usuário.

2. Serviços financeiros incorporados

O conceito de fintech incorporada é de que os serviços financeiros, em vez de serem oferecidos como um produto independente, se tornarão cada vez mais parte da interface do usuário, diretamente incorporados em outros produtos.

Essa tendência do mercado financeiro tem ganhado destaque, e não é difícil entender o porquê. 

A criação de cada vez mais fintechs, o aumento da possibilidade de realizar parcerias bancárias e o surgimento de diversos fornecedores de softwares de infraestrutura têm inspirado as empresas – cujas principais competências não são finanças do consumidor – a dizerem: “por que não?” e a mergulharem de vez no jogo dos serviços financeiros.

Os exemplos são diversos. Lá fora, por exemplo, a Apple estreou o Apple Card e a Amazon passou a oferecer seus produtos Amazon Pay e Amazon Cash, enquanto o Facebook lançou seu projeto de criptomoeda Libra e, logo depois, o Facebook Pay. 

Mas esse movimento não é exclusivamente internacional. Por aqui, diversas empresas já entenderam essa realidade e tem se movimentado.

Isso vai desde as mais tradicionais, como a Via Varejo, que comprou a banQi, uma carteira digital – em um movimento extremamente inteligente pelo fato de atender um público bastante desbancarizado – como até mesmo as mais inovadoras, como a Rappi, que lançou o Rappi Pay, e o Mercado Pago, lançado pelo Mercado Livre.

Se esses sinais forem indicativos corretos, os serviços financeiros na próxima década serão um recurso das plataformas com as quais os consumidores já têm um relacionamento direto, e não um produto para o qual os consumidores precisaram desenvolver um relacionamento com um novo provedor para obter acesso.

3. Pagamentos Instantâneos 

A grande penetração de smartphones e QR Codes no mercado global e principalmente na China vêm abrindo cada vez mais espaço e infraestrutura para a democratização dos Pagamentos Instantâneos. Eles têm como principal objetivo facilitar transações financeiras entre instituições e também pessoas físicas em frações de segundos e com baixas taxas.

Isso torna os smartphones uma espécie de dispositivo bancário, eliminando toda a necessidade do dinheiro em espécie ou de ferramentas de transação como TEDs e DOCs realizados em bancos tradicionais.

No Brasil, o Banco Central anunciou um grande passo para tornar os pagamentos instantâneos no país factíveis. O órgão regulador do mercado financeiro lançou o PIX, o sistema de pagamentos instantâneos do Brasil. 

Ele será integrado aos aplicativos de bancos, fintechs e outras instituições financeiras. Assim, ele intermediará todas as transações financeiras, centralizando as contas e dados dos usuários e possibilitando que transações sejam feitas utilizando o número do celular e CPF, por exemplo.

Dessa forma, quem ganha são as pessoas, que irão conseguir realizar transações de maneira fácil e rápida. Além disso, facilitará o acesso dos desbancarizados, que em 2019 representavam 45 milhões de pessoas no país, por meio dos QR codes que são acessíveis a diversos tipos de celulares e dispositivos móveis.

4. Fintech as a Service

Imagine qualquer gestora de investimento, plataforma de negociação comercial, qualquer banco ou sistema de empréstimos. Todos esses players, para chegar ao mercado, tiveram de desenvolver diversos sistemas e testá-los rigorosamente a fim de evitar riscos legais e regulatórios. 

Todos eles precisaram eliminar a grande maioria dos erros existentes em seus softwares, tiveram que criar uma infraestrutura que estivesse em conformidade com a legislação e, provavelmente, contrataram fornecedores para grande parte das funcionalidades subjacentes. Ainda, por fim, tiveram o imenso desafio de fazer com que todos esses sistemas funcionem juntos de maneira sincronizada.

O resultado final é que todos os provedores de serviços financeiros acabam construindo plataformas semelhantes e que acabam ficando isoladas em cada empresa, mas poderiam ser replicadas repetidamente.

Pior ainda, esses sistemas se baseiam em provedores de bancos centrais muitas vezes arcaicos, o que acaba forçando as instituições a se tornarem suas próprias especialistas na construção de protocolos financeiros auxiliares ao seu serviço principal.

Mas isso está mudando, e camadas de infraestrutura e serviços estão se tornando cada vez menos individualizadas.

Isso ocorre graças a algumas startups como Stripe, Marqeta, Apex e Plaid, que já atuam com sucesso no mercado internacional e já captaram juntas mais de US$ 2 bilhões em investimentos.

Aqui no Brasil, startups como Zoop, Hub Fintech e outras tantas também surgem oferecendo plataformas white label e que permitem que empresas do setor financeiro ou até mesmo outros setores ofereçam serviços financeiros incorporados. 

5. Invisible Bank

A cada dia que passa, pequenas sementes são plantadas para evoluir o sistema financeiro e possibilitar o Invisible Bank.

O conceito trata de um futuro em que o sistema bancário ficará completamente invisível para os consumidores, disponível “além dos dispositivos”. Tecnologias permitirão que o banco, o comércio, a inteligência diária e a tomada de decisões estejam disponíveis para os consumidores o tempo todo, como um concierge digital virtual pessoal.

Os comandos de voz, sistemas de internet das coisas e sensores têm sido ao longo do tempo muito bem desenvolvidos para possibilitar isso. 

O sistema de transporte público na Holanda, chamado de NS, por exemplo, usa essa tecnologia para passagens invisíveis. Você entra no transporte, os sensores sabem onde você está, onde entrou, em qual trem entrou e onde saiu e você é cobrado automaticamente pela sua viagem, facilitando todo o processo de pagamento. 

Dessa forma, os pagamentos são realizados enquanto se executa diversas atividades diárias, naturalmente, sanando dores tanto na parte de pagar quanto na de receber.

Hoje, já é possível utilizar a Assistente do Google para pesquisar produtos na web e, em um futuro próximo, você poderá simplesmente solicitar que ela efetue a compra desse produto, sem se preocupar em fazer isso.

Dessa forma, serão integradas outras tecnologias e serviços que estão sendo desenvolvidos e maturados hoje, e que servirão como ferramentas intermediárias a essas transações financeiras sem nem precisar pegar o cartão ou a carteira.

Ficar por dentro dessas tendências do mercado financeiro é um bom primeiro passo para inovar na sua empresa. Mas você pode ir além e aprender com os exemplos de grandes nomes do mercado. 

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