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4 cases de inovação aberta entre corporações e startups

Confira 4 cases de sucesso de corporações estão lançando desafios corporativos, investindo em startups e até adquirindo outras companhias

24 de setembro de 2021 5 min de leitura
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Artigo atualizado 24 de setembro de 2021

A inovação aberta está em constante evolução, mas podemos dizer que essa estratégia encontra um mercado cada vez mais maduro e preparado para a colaboração entre empresas e outros agentes do ecossistema. Não à toa, cada vez mais corporações estão lançando desafios corporativos, investindo em startups e até adquirindo outras companhias.

Já ficou claro para a grande maioria das empresas que a inovação aberta é uma das formas mais rápidas para implementar a transformação digital dentro do negócio e criar novas fontes de receita. Quer entender como as corporações estão aplicando esse conceito na prática? Confira 4 cases de conexões de sucesso entre empresas tradicionais e startups.

Johnson & Johnson Medical Devices: apoio aos profissionais da saúde

O isolamento social, o receio de contaminação por coronavírus e o medo dos prováveis danos da pandemia, além de todas as incertezas do período, impactaram diretamente a saúde emocional dos profissionais que estão na linha de frente do combate à COVID-19.

Com o objetivo de oferecer suporte a esses profissionais, a Johnson & Johnson Medical Devices se uniu ao Distrito e às healthtechs Moodar e Vitalk na construção do programa Cuidando de Quem Cuida de Nós. O projeto consistiu na oferta de suporte emocional aos profissionais através de uma plataforma que permitia o contato com psicólogos de forma rápida e remota durante o pico da primeira onda da pandemia no Brasil.

Entre a idealização da iniciativa e sua execução, foram necessárias apenas três semanas, graças à disposição e colaboração das empresas envolvidas e startups. Até agosto de 2020, mais de 7.600 sessões de terapia foram realizadas.

Mondelez: vendas na Páscoa de 2020

Gigantes do segmento alimentício, como a Mondelēz Brasil, já estavam com as lojas abastecidas de produtos e com o planejamento de mercado pronto para a data. No entanto, o isolamento social e as medidas sanitárias impostas para conter a transmissão do vírus exigiram uma mudança rápida de estratégia. 

Em parceria com o Distrito, a empresa criou o Programa de Afiliados Lacta, no início de abril de 2020, contando com o suporte das startups Rappi e Social Bank. Com o envolvimento de diversos players, fornecedores e soluções tecnológicas, um projeto que demoraria meses, foi implementado em poucas semanas. 

A Mondelēz conseguiu utilizar uma nova força de vendas que ofereceu capilaridade e cobertura com custo baixo de implementação. O projeto teve sucesso e validação como novo canal de vendas também para outras épocas do ano. Para além do período de Páscoa, a empresa teve crescimento de três dígitos no e-commerce.

Banco BV: chamada aberta para resolver desafios

O banco BV já contava com uma área de inovação, o BV/lab, quando, no final de 2020, colocou em prática uma trilha de open innovation, denominada BV/lab Facilita. Foi realizado um piloto em parceria com a área de ciência de dados e, com seu sucesso, logo outras áreas do banco se interessaram em participar da iniciativa. Então, os departamentos mapearam uma série de desafios que poderiam ser solucionados por meio de parcerias com startups. 

Depois que essas necessidades foram validadas, nasceu o Desafio banco BV. Na página do programa, estavam descritos os desafios enfrentados pela empresa e possíveis ferramentas que poderiam ajudar a resolvê-los, assim como as instruções para participar e as etapas que fariam parte do processo de seleção. O Distrito, parceiro de inovação aberta do BV, assessorou a estruturação das etapas e contou com sua base de mais de 15 mil startups para divulgar e avaliar as empresas inscritas. 

Nas três semanas em que as inscrições estiveram abertas, mais de 150 startups demonstraram interesse no programa, algumas em mais de um desafio. O processo teve diversas etapas, como inscrição, triagem, seleção, pitch, POC e avaliação final. As soluções que passaram pela triagem foram entrevistadas pelo BV, que em seguida escolheu as melhores startups, que foram apresentadas para as áreas de negócio.

Cada área selecionou as empresas com as quais gostaria de realizar uma conversa direta — o momento do pitch. Depois que as áreas selecionaram as startups com os melhores pitchs, o processo seguiu para a etapa de POC (proof of concept, ou prova de conceito) e estruturação dos critérios de sucesso, dando início a uma fase de testes conduzida pelo BV/Lab em conjunto com a área de negócios.

Via: programa de conexão com startups

Em abril, a Via anunciou o lançamento de um fundo de R$ 200 milhões para investimentos em startups na modalidade de Corporate Venture Capital (CVC), pelos próximos 5 anos. Essa iniciativa faz parte do Via Next, um programa de relacionamento com o ecossistema de startups desenvolvido em parceria com o Distrito

As primeiras empresas selecionadas pelo fundo foram as fintechs GoPublic, Poupa Certo e Byebnk. A GoPublic oferece um ecossistema de soluções para facilitar a jornada de crédito e pagamentos a partir da utilização de algoritmos de alta precisão. A Poupa Certo ajuda os clientes a gerenciar seus gastos e investimentos em uma experiência gamificada. Já a Byebnk é uma plataforma de gestão de investimentos em criptomoedas.

Além de atuarem no setor financeiro, outro ponto em comum entre as startups é o seu estágio inicial de atuação, de modo que a contribuição e geração de valor para o ecossistema da Via deve ficar mais evidente no longo prazo. No entanto, os aportes contribuirão para acelerar a transformação digital da companhia e auxiliar na busca de soluções inovadoras para melhorar a experiência do cliente em toda a sua jornada de compra e relacionamento.

O que aprendemos com os cases de inovação aberta?

Durante a jornada do Distrito auxiliando grandes empresas a implementar a inovação aberta, percebemos algumas práticas e estratégias em comum nas corporações que obtêm sucesso. 

O processo normalmente se inicia internamente, seja por meio dos colaboradores ou da alta liderança, e vai evoluindo a ponto de se iniciar a estruturação de uma equipe de inovação e projetos/iniciativas focados na transformação digital. Veja abaixo, como são essas etapas, de acordo com as análises do Distrito:

Os primeiros passos para a inovação aberta

Você sabia que o Distrito tem um playbook para ajudar as empresas que estão no estágio inicial dessa jornada? Basta preencher o formulário abaixo para receber o material, descobrir como mapear seus objetivos e começar a desenhar uma estratégia de inovação para sua empresa.

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