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Neon recebe US$ 300 mi e se torna novo unicórnio brasileiro

A fintech de série D Neon acaba de anunciar que recebeu um investimento no valor de US$ 300 milhões (R$ 1,6 bilhão) conduzido integralmente pelo grupo bancário espanhol BBVA. Com o aporte, a startup foi avaliada em cerca de US$ 1,6 bilhão, tornando-se o primeiro unicórnio brasileiro de 2022. O BBVA já havia participado de […]

14 de fevereiro de 2022 2 min de leitura
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Artigo atualizado 14 de fevereiro de 2022

A fintech de série D Neon acaba de anunciar que recebeu um investimento no valor de US$ 300 milhões (R$ 1,6 bilhão) conduzido integralmente pelo grupo bancário espanhol BBVA. Com o aporte, a startup foi avaliada em cerca de US$ 1,6 bilhão, tornando-se o primeiro unicórnio brasileiro de 2022. O BBVA já havia participado de um investimento na startup em 2018 por meio do seu fundo de capital de risco, o Propel Venture Partners. Somadas as duas aplicações, o grupo agora detém uma participação total de 29,7% na fintech.

Embora o status de monoceronte tenha sido revelado pela Neon apenas agora, alguns analistas afirmam que na verdade a fintech já tinha chegado à precificação bilionária em sua última rodada de investimentos, ocorrida em setembro de 2020 e liderada pelo fundo americano General Atlantic. Seja como for, a entrada oficial da startup na estrebaria dos unicórnios era mais do que esperada pelo ecossistema de inovação brasileiro. O próprio DM Score, indicador criado pelo Distrito para classificar a maturidade das nossas empresas de tecnologia, apontava a Neon como uma das principais candidatas a “chegar lá”.

Pois bem: a Neon foi fundada em 2014 por Pedro Conrade como pioneira no mercado brasileiro de contas digitais. Desde então, a instituição de pagamento, como a Neon se define, começou a chamar a atenção de diversas casas de venture capital no Brasil e no exterior. Ao todo, a startup já captou R$ 3,7 bilhões em investimentos. A rodada de 2020 chegou a contar com a participação da BlackRock, a maior empresa de gestão de ativos do mundo, com sede em Nova York. A propósito: o Distrito Ventures foi o primeiro fundo a investir na Neon, quando a startup se definia como “um grupo de jovens insatisfeitos com a mesmice dos grandes bancos”. O exit ocorreu no final de 2017, três anos depois.

Os números da Neon também são bastante polpudos. Ao longo de 2021, a startup afirma que triplicou de tamanho, chegando a 15 milhões de clientes. A grande maioria deles (88%) pertence às classes C, D e E. Hoje, a fintech movimenta aproximadamente R$ 5,8 bilhões todos os meses.

Em 2019, a Neon deu início a uma estratégia de aquisições com a compra da MEI Fácil, que fornece serviços para microempreendedores individuais. Depois, foi a vez da Magliano Invest, corretora da Bovespa. Em 2020, a adquirida foi a ConsigaMais+, de empréstimo consignado. Por fim, nesse mês de janeiro, a Neon comprou a financeira Biorc, cuja transação ainda deve ser aprovada pelo Banco Central.

O dinheiro desse último aporte será investido nas áreas de tecnologia, marketing e produto, com o objetivo de tornar a Neon a maior fornecedora de crédito a trabalhadores de média e baixa renda no Brasil. A fintech planeja fazer isso por meio do desenvolvimento e lançamento de ofertas na Democredit, sua plataforma de inteligência para o direcionamento de crédito. Outra meta da Neon é mais do que dobrar a receita ainda neste ano. Parte do investimento também será direcionado a novas aquisições.


Leia também: Conheça as startups brasileiras aspirantes à unicórnio


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