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Como a Netflix mudou completamente o consumo de audiovisual

Como a Netflix mudou completamente o consumo de audiovisual

Hoje, a Netflix tem seu valor em torno de US$ 100 bilhões

27 de maio de 2022 5 min de leitura
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Artigo atualizado 27 de maio de 2022

Hoje, a Netflix tem seu valor em torno de US$ 100 bilhões

Parece que foi em uma outra realidade que dependíamos das antigas locadoras quando batia vontade de ver algum filme específico e que não constava na programação de nenhum canal da TV. 

Porém, atualmente podemos encontrar quase qualquer filme, série, documentário, reality show, entre outras produções de audiovisual sem precisar sair do conforto de nossa casa, apenas alguns cliques na internet e pronto: um vasto cardápio para passarmos horas assistindo, sem limites ou interrupções. 

E já é automático, ao imaginar esse cenário descrito acima uma empresa específica nos vem à cabeça: a Netflix, tanto que seu nome já virou um termo léxico não só na Língua Portuguesa mas também em outros idiomas e já é padrão ouvirmos “irei assistir netflix” invés de “assistir filmes/séries”. 

Com tamanho sucesso da Netflix e seu serviço de streaming, várias outras empresas apostam também nesse novo mercado que é um grande tendência, nomes como Disney+, HBO Max, entre vários outros já fazem parte dos serviços de streaming contratados pelos consumidores. 

Dessa forma, fica claro o enorme impacto que a Netflix teve – e ainda tem – na forma que o mundo consome produções audiovisuais. Para entender melhor como a empresa conseguiu mudar completamente um mercado, continue lendo esse artigo.

O início da Netflix

Ao contrário do que muitos acreditam, a Netflix não é uma empresa que surgiu por meados de 2014 com seus serviços de streaming, na verdade a empresa existe há mais de vinte anos, sua criação é datada em 1997. E mesmo já atuando no ramo de entretenimento audiovisual, sua atuação era diferente da de hoje em dia. 

Como tudo começou

Como mencionado anteriormente a empresa foi criada em 1997, por dois empreendedores Marc Randolph, profissional de marketing e empreendedor, e Reed Hastings, matemático e cientista da computação, na cidade de Scotts Valley, na Califórnia. 

Por mais que seu serviço fosse diferente do oferecido hoje em dia, a empresa já nasceu com ideais inovadoras. Naquela época, as locadoras ainda compunham um grande mercado e a empresa Blockbuster dominava esse setor – a companhia possuía nove mil lojas espalhadas pelo mundo. Com o objetivo tornar esse serviço mais prático para os consumidores, a NetFlix, naquela época com “F” maiúsculo, oferecia um serviço de aluguel de DVDs que entregava a mídia física na casa do cliente. 

Esse serviço funcionava da seguinte forma: 

  1. O usuário acessava o catálogo disponível no site da empresa;
  2. Selecionava os títulos que gostaria de receber em casa;
  3. A Netflix enviava as mídias físicas via correios para a casa do cliente;
  4. A pessoa, após o período limite para locação, enviava de volta os DVDs reutilizando o mesmo envelope em que vieram.  

Na época, esse serviço oferecia às pessoas que não moravam perto de nenhuma locadora – ou qualquer um que por algum motivo não quisesse ou não tivesse como se locomover até uma–  a possibilidade de alugar seus títulos preferidos sem precisar sair de casa. 

Pouco tempo depois, ainda visando se diferenciar dos serviços oferecidos pelas locadoras tradicionais, a empresa passou a oferecer planos de assinaturas, no qual os consumidores podiam alugar os filmes e permanecer com eles por quanto tempo preferissem, tendo apenas que devolver quando fosse alugar um outro título. 

Blockbuster perde uma grande chance de inovar

Por mais que seu modelo de negócios estivesse funcionando e muitas pessoas já haviam aderido a possibilidade mais prática de alugar filmes, a empresa não estava lucrando tanto como esperavam e, quase como uma trégua na rivalidade competitiva, seus fundadores decidiram que era a hora de vender a empresa.

Por tanto, a proposta foi dada à Blockbuster, no ano de 2000, pelo até então CEO da Netflix, Reed Hastings, para John Antioco, CEO da Blockbuster. A oferta foi no valor de US$ 50 milhões (hoje, a Netflix tem seu valor em torno de US$ 100 bilhões), a única condição era que a equipe da Netflix fosse mantida e trabalhasse na possível versão online da Blockbuster. 

Sem acreditar no valor da Netflix e sem entender que esse novo mercado online seria uma tendência em um futuro próximo, Antioco achou que essa proposta não iria valer a pena e decidiu não fechar o contrato. 

Acredita-se que esse foi o grande erro da Blockbuster, que em pouco tempo foi perdendo sua relevância e em 2010 a empresa declarou sua falência, e hoje é apenas uma memória nostálgica daquele tempo em que consumir entretenimento audiovisual não era tão simples. 

Oportunidade de um novo mercado

Por volta de 2007, quando a Amazon já havia começado a se aventurar nessa nova tendência chamada streaming, a Netflix decidiu dar um passo nessa mesma direção – e assim, em direção ao seu sucesso. 

Naquele momento, a empresa ainda realizava o serviço de entregas de DVDs domiciliar, porém ao perceber a enorme aceitação do público em relação a nova possibilidade de streaming, ele foi progressivamente virando o foco da empresa.

Parcerias com grandes nomes, como Paramount, Lions Gate, MGM, Fox, entre outras grandes empresas deste ramo, foram sendo criadas e aos poucos seu catálogo disponível foi ficando cada vez mais robusto e completo.

A ascensão da Netflix

Foi apenas em 2009, dois anos após o lançamento de seu serviço de streaming, que a Netflix começou a sua expansão global liberando seus serviços ao Canadá, e a partir de então a empresa foi conquistando consumidores de todas as partes do mundo – o Brasil foi o terceiro país a ter acesso à plataforma, e hoje seu serviço já está presente em 190 países. 

A empresa começou também a criar produções próprias, seu primeiro lançamento foi House of Cards em 2013, e através dos dados coletados de seus usuários a fim de entender os gostos e preferência, outras séries e filmes foram lançadas –  um grande exemplo é a série Stranger Things, que através de seu algoritmo e dados, a empresa entendeu que o mix entre anos 90 e uma temática mais teen faria grande sucesso. 

Hoje a empresa não só é reconhecida por ser a maior plataforma de streaming de filmes e séries, mas também como uma grande produtora desses conteúdos. Além disso, seu vasto catálogo, indicações de conteúdos certeiras e a ótima experiência do usuário, atrai cada vez mais novos usuários para a sua plataforma. 

Inovação Disruptiva na prática

A Netflix conseguiu mudar completamente a forma como o mundo consome filmes e séries, influenciando assim a criação de um novo mercado – agora novos nomes e grandes empresas estão lançando suas próprias plataformas de streaming – e seu impacto foi tanto que tornou obsoletos os negócios de locação de filmes. 

Todo esse impacto causado pela inovação trazida pela Netflix se configura como uma inovação disruptiva, que se resume em uma solução inovadora que tem força o suficiente para criar novos mercados, novos hábitos de consumo e até acabar totalmente com algum outro negócio ou produto que até então dominava o mercado. 

Para ser possível implementar uma inovação disruptiva é preciso que a inovação e transformação digital já façam parte da cultura da empresa e que ela possua também uma gestão de inovação bem estruturada, dessa forma, todos da empresas podem compartilhar novas ideias e soluções, e apontar tendências que vão surgindo. 

Aproveitar esses insights para desenvolver novas soluções para possíveis problemas e dores dos consumidores é essencial para a sobrevivência da empresa. Empresas que deixam passar essas oportunidades, como foi o caso da Blockbuster, podem acabar sumindo do mercado e entendendo tarde demais que esperar para inovar, realmente, pode custar caro.


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