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Como plataformas GRC podem potencializar a governança corporativa?

Como plataformas GRC podem potencializar a governança corporativa?

Que investir em tecnologia é importante, muitos negócios já sabem. Mas e a governança corporativa, a sua empresa já coloca em prática? Será que esses dois temas têm relação? À medida que as empresas crescem, seus processos também se tornam mais complexos. E isso requer a implementação de um sistema de governança corporativa que garanta […]

17 de setembro de 2021 4 min de leitura
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Artigo atualizado 17 de setembro de 2021

Que investir em tecnologia é importante, muitos negócios já sabem. Mas e a governança corporativa, a sua empresa já coloca em prática? Será que esses dois temas têm relação? À medida que as empresas crescem, seus processos também se tornam mais complexos. E isso requer a implementação de um sistema de governança corporativa que garanta uma gestão organizada e a satisfação de todos os stakeholders. Para suprir essa necessidade, nasceram as plataformas GRC.

Ainda assim, muitos negócios não dão a atenção devida para esse tema. Por isso, neste artigo, trazemos os principais pontos sobre governança corporativa para você ficar por dentro: o que é, por que investir e qual é a sua relação com a tecnologia. Acompanhe!

O que é governança corporativa

Governança corporativa consiste em um conjunto de práticas, regras e processos pelos quais uma empresa é gerida. Para isso, é preciso equilibrar diversos interesses, que correspondem aos principais stakeholders do negócio. Aqui, entram clientes, fornecedores, executivos, o governo, a comunidade.

Outra ideia importante quando se fala em governança corporativa é a transparência, já que uma das suas boas práticas é a divulgação das informações de negócio entre todos os stakeholders. 

Ao contrário do que se pode pensar, a adoção de um sistema de governança corporativa não é recomendada somente para empresas de capital aberto. Independentemente de tamanho e mercado de atuação, todos os negócios podem se beneficiar da governança.

A prática deve ser considerada por empresas de todos os portes, não só pelas grandes. Isso porque, quanto mais cedo adotada pelas organizações, maior será a chance de sucesso. 

Tal premissa vale especialmente para as startups, já que muitos investidores usam as práticas de governança corporativa como critério de decisão, conforme falaremos com mais detalhes adiante. A governança faz parte, inclusive, da sigla ESG

Por que investir em governança corporativa?

“A governança corporativa tem um papel central ao mostrar que aquela companhia que a adota procura não apenas ter performance em seus negócios, mas também princípios”, explica Claudinei Elias, fundador da Bravo GRC, scale-up especializada em tecnologias e processos em governança, riscos e compliance (GRC) e em ESG.

De acordo com o especialista, esses princípios, por sua vez, têm por objetivo criar meios nos quais os mais diversos stakeholders da organização possam conduzir suas relações de forma transparente, com responsabilidade corporativa e de forma imparcial, com prestação de contas.

Além disso, Claudinei Elias também aponta que a adoção da governança corporativa propicia uma maior facilidade no acesso ao capital, seja de investidores, fundos ou bancos. 

Fazer negócios com a empresa que investe em governança também é mais atrativo, pois há mais clareza e maior confiança sobre os resultados esperados, seja na prestação de serviços ou na compra de produtos. 

São benefícios que se estendem a épocas de crise, por exemplo. “Em um cenário instável e volátil com tantos riscos aos negócios, é notório que as empresas que adotam a governança corporativa possuem uma antifragilidade operacional e estratégica mais sólida, logo, podem navegar nesses mares com mais segurança”, explica o profissional.

Por fim, para as pessoas que irão trabalhar na companhia, a marca empregadora se torna mais sólida e atrativa.

Qual é a importância da tecnologia na governança corporativa?

Nos últimos anos, a tecnologia impactou todas as práticas das empresas. Com a governança, não seria diferente.

Além de servir como um repositório dos assuntos de governança, como ativos, estruturas organizacionais, projetos, objetivos, riscos, controles, regulamentações e licenças, a tecnologia dá inteligência ao processo, levando as informações certas no tempo certo para as pessoas certas, para que elas possam tomar as melhores decisões. Mais que organizar, ela potencializa a capacidade humana. 

“Atualmente, em tempos de grandes transformações, é natural a utilização de algoritmos, modelos, indicadores, reportings automatizados e, claro, Inteligência Artificial para que a observância do ambiente de controle seja cada vez mais assertiva em todos os níveis da organização. Acreditar que se pode ter uma governança bem estruturada sem nenhum uso de tecnologia é pedir para ter mais desafios do que o necessário”, explica Claudinei Elias.

Um exemplo de aplicação da tecnologia na governança é a própria Bravo GRC, empresa que o especialista fundou há mais de 15 anos. A scale-up implementa soluções robustas para governança, riscos e compliance, ajudando empresas a gerar mais conexões, enxergar novas perspectivas e lidar com o compartilhamento de informações de forma segura e confiável. 

Tudo isso é feito por meio de uma plataforma que permite integrar os assuntos de GRC das empresas. Confira abaixo na entrevista com Claudinei Elias, especialista em governança corporativa e CEO da Bravo GRC, como é feita essa aplicação.

Entrevista com Claudinei Elias

Claudinei Elias é especialista em governança corporativa e CEO da Bravo GRC

O que é uma plataforma GRC e por que as empresas devem investir nesse segmento? 

Uma plataforma de GRC é o meio tecnológico capaz de articular, com alta flexibilidade, os assuntos de governança das organizações, e essa plataforma precisa realmente ser flexível, uma vez que nenhuma organização é igual à outra. A plataforma tem o grande benefício de integrar assuntos, e com ela, não é necessário mantermos 10 sistemas diferentes para tratar assuntos que têm algum grau de sinergia. 

Veja, por exemplo, os assuntos de ESG que são transversais a toda a organização. Logo, as áreas de controles, riscos e continuidade podem auxiliar enormemente na orquestração desses assuntos por toda a companhia, levando metodologias, processos e formas de trabalho para as pontas, onde o negócio acontece, e oferecendo as informações para a tomada de decisão em todos os níveis da organização. 

Além disso, a auditoria, por exemplo, pode consumir as informações e trabalhar nos assuntos de controle, de riscos e de toda a estrutura organizacional. A TI, por sua vez, quando responsável por cybersecurity, pode ter todas as ações direcionadas, e hoje isso é fundamental!

Como a Bravo atua para desenvolver a governança corporativa nas empresas? 

A Bravo GRC trabalha para a transformação cultural em governança nas organizações. Trazemos educação, insights, métodos e tecnologia para o ecossistema de governança, sempre levando em consideração os mais diversos riscos, sejam eles estratégicos, operacionais, ambientais, sociais, ou mesmo da própria estrutura de governança.

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