arrow Voltar

Startups e M&As: onde está a liquidez do mercado?

As fusões e aquisições de startups nunca estiveram tão em alta por aqui. Só para se ter ideia, o número de transações no primeiro semestre de 2020 cresceu mais de 300% e 151% quando comparado com os valores de 2018 e 2019 respectivamente. As transações, que foram divulgadas e tiveram os valores abertos, movimentaram cerca […]

31 de julho de 2020 3 min de leitura
time

Artigo atualizado 31 de julho de 2020

As fusões e aquisições de startups nunca estiveram tão em alta por aqui. Só para se ter ideia, o número de transações no primeiro semestre de 2020 cresceu mais de 300% e 151% quando comparado com os valores de 2018 e 2019 respectivamente.

As transações, que foram divulgadas e tiveram os valores abertos, movimentaram cerca de US$ 750 milhões neste primeiro semestre, 1500% a mais do que os US$ 50 milhões anunciados no primeiro semestre de 2019. Os valores seguem a tendência esperada pelo Inside Venture Capital Brasil para o setor de M&A.

M&As – Volume movimentado e número de deals no 1º SEM

Acreditamos que dois fatores influenciaram fortemente esse aumento expressivo das fusões e aquisições de startups, o amadurecimento do ecossistema de inovação brasileiro e o impacto da pandemia nas startups e empresas nacionais. 

Soluções maduras e mais robustas, founders com mais bagagem e capacitação, investidores fornecendo capital e sendo rígidos com o product market fit, foram alguns dos fatores que permitiram que um número maior de startups ultrapassasse o vale da morte e chegassem em um estágio onde a aquisição por uma grande corporação é possível.

As  corporações entenderam a importância de se aproximar de startups seja para trazer eficiência operacional, acessar um novo mercado ou lançar novos produtos.

No ramo das fintechs, por exemplo, tivemos Via Varejo, XP Investimentos, BTG Pactual e Linx, indo ao mercado neste primeiro semestre e adquirindo startups que apresentam soluções interessantes em ramos como a antecipação de recebíveis, contas digitais e fornecimento crédito.

A pandemia também parece ter um impacto grande no crescimento dos exits. Muitas startups que vinham com taxas de crescimento de 30% – 40% ao mês, viram sua expansão cair vertiginosamente. Porém, se por um lado taxas de crescimento de um dígito não são muito atrativas para startups, grandes companhias podem se beneficiar muito de soluções inovadoras e tecnológicas, com crescimento nichado em torno de 10%.

Além de conseguir adquirir um companhia em crescimento, uma prática de aquisição bastante utilizada tem sido o “acqui-hire”, a aquisição de um time e uma solução tecnológica de uma startup, como forma de uma grande companhia se oxigenar e colocar em prática a inovação. 

Problemas com o caixa e encolhimento do mercado também impactaram diversas startup e facilitaram muito as fusões e aquisições.

Número de fusões e aquisições por setor

Na imagem, gráfico que demosntra que o setor de Adtech foi o que recebeu maior investimentos em 2020. Foram 11.

Soluções no ramo das adtechs são as que tem o maior número de transações. Um dos setores que vêm sendo revolucionado pelas redes sociais e mídias digitais e atrai diversas corporações e agências que buscam integrar a inovação em seu cotidiano.

Outro setor de destaque são as fintechs que atraem bancos tradicionais que tentam inovar para não ficarem para trás em um mundo cada vez mais tecnológico e grandes corporações do varejo, que adquiriram startups que forneciam soluções em Bank As A Service.

  • 89% dos compradores são brasileiros
  • 58% dos compradores são corporações
  • 34,5% dos compradores são startups

Você encontra análises profundas da liquidez no mercado de startups no INSIDE VENTURE CAPITAL de fechamento deste semestre!

Posts recomendados

Acesse o blog arrow