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Stone e mLabs anunciam sociedade com foco em pequenos negócios

Stone e mLabs anunciam sociedade com foco em pequenos negócios

Assim que chegou no mercado a informação de que a mLabs — plataforma líder em marketing digital no Brasil — e a fintech de pagamentos Stone fecharam uma sociedade, com investimento desta última na primeira, o Distrito entrevistou com exclusividade o co-fundador e CMO da mLabs Rafael Kiso, para trazer mais detalhes desse movimento. Confira […]

17 de julho de 2020 4 min de leitura
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Artigo atualizado 17 de julho de 2020

Assim que chegou no mercado a informação de que a mLabs — plataforma líder em marketing digital no Brasil — e a fintech de pagamentos Stone fecharam uma sociedade, com investimento desta última na primeira, o Distrito entrevistou com exclusividade o co-fundador e CMO da mLabs Rafael Kiso, para trazer mais detalhes desse movimento.

Confira a seguir como será a interação entre as marcas, para quais prioridades serão destinados os investimentos, a visão de futuro do negócio e muito mais.

Foco em micro, pequenos e médios negócios

Rafael conta que a mLabs nasceu com o propósito genuíno de ajudar o pequeno negócio a ter mais resultados através das redes sociais. “Por isso, em muitos momentos já fomos reconhecidos como startup de impacto social. Temos uma presença muito forte em comunidades, favelas e essa veia de ajudar qualquer micro e pequeno negócio. E a Stone também tem um propósito muito semelhante de ajudar esse pequeno negócio local”. 

Sinergia

Dentro de seu roadmap de crescimento, a mLabs já estava buscando uma rodada de investimento para série A, e chegou a receber algumas propostas de Venture Capital. “Mas quando surgiu a oportunidade de conversar com a Stone e, por felicidade, teve essa proposta, a gente viu que o propósito se alinhou e a parceria estratégica fazia sentido. Diferentemente de só um aporte de capital, entramos em um casamento pra sempre”, conta Rafael. 

O CMO argumenta que a Stone deve fechar o ano próximo de 1 milhão de clientes no Brasil, já está presente com escritórios em mais de 150 cidades, e isso trouxe a percepção de que a sociedade entre mLabs e Stone tornará mais fácil executar o propósito de ambas. 

Investimento

Por fazer a integração com diferentes plataformas e códigos, que atuam em escala global e estão sujeitas a constantes reviravoltas, a mLabs mantém uma estrutura forte de desenvolvimento. Com o novo aporte recebido, 60% do capital será destinado a investir no produto, contratando engenheiros, desenvolvedores e outros profissionais da área.

“Os outros 40% vão ser divididos em atendimento, suporte e marketing. A mLabs e a Stone mantém todo o atendimento humanizado, buscando atender rápido e resolver tudo na primeira ligação. Além disso, a Stone tem uma carteira de clientes muito grande e com isso a mLabs tem a possibilidade de crescer muito nessa base. A gente é bem complementar”, destaca Kiso.

Pandemia e transformação digital

Conforme avalia Rafael Kiso, a pandemia do covid-19 acelerou muito a transformação digital, em especial para pequenos negócios que ainda não possuíam uma forte presença online. “E a mLabs, de fato, ajuda muito na entrada dos pequenos negócios nas redes sociais. Durante a quarentena a gente criou uma licença gratuita para pequenos negócios — do final de março a 1 de julho — e beneficiamos mais de 16 mil pequenos negócios no Brasil com essa presença gratuita.

Branding

Com a entrada da Stone como sócia, tendo uma parte da mLabs, como será o futuro da marca? Kiso esclarece que não haverá mudança, nem mesmo de cores ou no nome mLabs. “Porém a gente vai compartilhar muito do nosso roadmap de produto com eles pra ver onde tem sinergia. A gente vai compartilhar muito dos clientes, pois juntos conseguiremos ter uma oferta muito interessante de transformação digital desse pequeno negócio e o cliente vai entender a mLabs como uma solução Stone”.

Rafael Kiso: perguntas e respostas

Rafael Kiso concede entrevista exclusiva ao Distrito, informando detalhes do negócio com a fintech Stone

A tese de negócio da mLabs assume como premissa que as redes sociais deram oportunidade para os pequenos conseguirem vender mais, além do seu negócio local. Olhando para o futuro, a perspectiva da mLabs é de que as redes sociais se tornem mais centros de negócios e não só canais de comunicação.

O futuro das redes sociais

“Queremos superar a fronteira entre fazer posts orgânicos e anúncios patrocinados. Outra tendência forte é o chamado social commerce. O próximo passo é fazer negócios sem precisar sair das rede sociais, o instagram vai lançar em breve lives integradas a catálogos de produtos. É um negócio que já está bombando na China, com o Alibaba. Isso é um fenômeno. Lives com cupom de desconto, catálogo de produto, checkout nativo, permitir pagamentos pelo próprio instagram… Essa visão está muito alinhada com o posicionamento do Facebook, já que compete muito pelo share of time do usuário na internet. Os pequenos vão se beneficiar demais, por não precisar ter estruturas de e-commerce, passando a vender de forma direta e nativa. Mais a frente, a perspectiva é transformar usuários em micro influenciadores, que ao compartilhar sua experiência com aquele produto ou serviço passam a ganhar vantagens, benefícios”. 

Internacionalização

“A Stone, apesar de estar listada na bolsa de NY, tem o foco maior no Brasil, já a mLabs nasceu pra ser global. A gente entendeu que a dor do brasileiro é a mesma na América Latina e outros países de língua portuguesa. Nossa intenção é fortalecer presença nesses mercados. Países que tenham uma cultura e realidade de pequenos negócios similar a nossa, que no caso dos Estados Unidos, por exemplo, já é muito diferente. Aqui falamos de profissionais liberais que criam um instagram e começam a vender”.

LGPD

“Com relação a LGPD a gente está totalmente seguro. A mLabs não grava nenhum dado pessoal dentro da plataforma, nenhum dado sensível. Por isso já estamos bem avançados nessa adaptação, nos preparando há 9 meses”.

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