Há alguns anos, palavras como Bitcoin, Criptomoeda e Blockchain ganharam bastante visibilidade, tornaram-se manchete e notícias de muitos veículos de comunicação, revolucionando o mercado financeiro e trazendo à tona uma discussão em torno do assunto e seus impactos tanto na atualidade quando no futuro.

Vamos, portanto, falar de cada uma de forma rápida e concisa e mais adiante iremos nos aprofundar em cada uma delas.

  • Bitcoin: o termo muitas vezes é usado erroneamente para designar criptomoedas. Resumindo é uma moeda digital que pode pode ser usada como meio de pagamento. É utilizada em diversas transações, além de ser controlada por uma rede que não depende bancos centrais. Já é um mercado de bilhões de dólares.
  • Blockchain: é a tecnologia específica de registro de informações a partir de cadeias de blocos protegidos por criptografia. Resumindo, o principal objetivo é preservar a segurança das transações.
  • Criptomoeda: é um  meio de troca descentralizada. Utiliza-se da  tecnologia de blockchain e da criptografia para assegurar a validade das transações e a criação de novas unidades da moeda. Tipos de criptomoedas: Bitcoin, Etherum, Cardano e etc.

Como é possível perceber, as três palavras estão intrinsecamente relacionadas e interligadas. Para entender mais sobre elas é preciso explicar um pouco da história e de como surgiu a primeira criptomoeda do mundo, o Bitcoin!

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Bitcoin

O Bitcoin surgiu há mais de 10 anos, em 2008! Seu funcionamento é descrito no famoso paper de Satoshi Nakamoto, que é um pseudônimo no qual esconde quem está por trás disso tudo, ou as pessoas que inventaram essa moeda virtual.

Resumindo, Bitcoin é uma criptomoeda descentralizada (mais abaixo entrarei mais a fundo na questão) e teve sua primeira aparição na discussão do The Cryptography Mailing.

É uma moeda que não é emitida por nenhum governo e sua cotação oscila com muita frequência e diariamente. Isso acontece seja pela especulação em torno da moeda, por escândalos envolvendo o sistema em torno do Bitcoin ou até pelos avanços tecnológicos e surgimento de outras criptomoedas.

A moeda possui um alto potencial de variação, com sua cotação podendo mudar, em média, 20% durante um intervalo de 24 horas, seja para cima ou para baixo.

Retrospectiva do Bitcoin

2008

No dia 31 de outubro de 2008 foi quando o já citado pseudônimo Satoshi Nakamoto enviou, para uma lista restrita de e-mails, o artigo acadêmico que descrevia o funcionamento da moeda digital Bitcoin. A ideia defendida girava em torno de minerar um moeda por meio de uma rede denominada peer-to-peer (pessoa para pessoa). Ou seja, sem depender de um banco, autoridade central ou governo .

Além disso, como era evidenciado no documento, quando as pessoas passassem a transacionar e investir em Bitcoins nada poderia ser feito pelo governo que não conseguiria intervir na natureza da sua tecnologia, ou seja, na criptografia protegida.

Até hoje a identidade de Satoshi Nakamoto não foi confirmada.

2014

O Bitcoin foi ganhando fama durante os anos, inclusive por ter sido o meio principal de transações do Silk Road, o mercado virtual de drogas operado na Deep Web. Posteriormente, ele foi desmantelado pelo FBI que conseguiu acabar com a operação.

No entanto, todas as manchetes e notícias relacionadas a isso ajudaram o Bitcoin a se tornar mais famoso.

Em 2014, diversos empreendedores e iniciativas perceberam uma oportunidade no Bitcoin. Dessa forma, surgiram casas de câmbio da moeda e até mesmo empresas como a Dell começaram a aceitar bitcoins em compras de computadores.

Contudo, nesse mesmo ano, a maior corretora de Bitcoins, a empresa japonesa Mt.Gox, encerrou as atividades após sofrer um suposto ataque hacker que roubou mais de 850 mil Bitcoins.  

2017

Talvez tenha sido o ano que mais se falou do famoso “boom do Bitcoin”. Afinal, a moeda deixou o patamar de US$ 6 mil para saltar para quase US$ 20 mil em poucos meses.

Isso aconteceu porque importantes bolsas de valores, como a de Chicago, demonstravam interesse em negociar a moeda/ativo com o intuito de lançar contratos futuros de Bitcoin. Além disso, também começaram aqueles típicos casos de pessoas que largavam o emprego para investir no Bitcoin!

A alta também se dava, em parte, porque importantes bolsas de valores sinalizavam interesse em negociar o ativo para, eventualmente, lançarem contratos futuros de bitcoin, entre elas a bolsa de Chicago. O bitcoin tomou os noticiários e casos de pessoas que deixavam os seus empregos para só investirem em bitcoin surgiram, assim como os relatos de personagens frustrados por terem perdido as chaves de suas carteiras digitais.

2018

Em 2018, com a alta especulação, o Bitcoin sofreu uma das suas maiores crises e despencou. Seu valor, que em 2017 aumentou drasticamente, caiu consideravelmente. Estas duas notícias, que foram veiculadas no ano passado, evidenciam o quanto o Bitcoin causou dúvidas e apreensão.

2019

Já em 2019, acredita-se que será o ano do amadurecimento da moeda. De acordo com o Infomoney, a expectativa é de que nos próximos anos ocorra uma injeção substancial de capital de investidores profissionais e fundos institucionais. Taxas de juros reduzidas globalmente e sinais de esgotamento do ciclo de alta dos principais ativos de risco são ingredientes de atratividade para a diversificação de recursos em formas alternativas de reserva de valor – como comenta a reportagem.

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Quanto vale o Bitcoin?

Se você quer saber quanto vale o Bitcoin por estar curioso sobre o valor e potencial da moeda ou porque pensa em investir na criptomoeda, vale dar uma olhada na calculadora de Bitcoin que tem esse objetivo.

Conversor de Moedas fornecido por Investing.com Brasil.


Blockchain

Agora que já discutimos e nos aprofundamos em toda a questão que envolve o Bitcoin, é momento de nos aprofundarmos no Blockchain!

Por exemplo, em relação às moedas digitais, cada bloco possui um registro que identifica as transações efetuadas. Pensando em Bitcoin, a cada 10 minutos um novo bloco é efetuado no sistema do Blockchain que possui as transações realizadas. Isso representa cada Bitcoin transferida pelos usuários.

Assim, para o Bitcoin, o Blockchain é como se fosse um local que registra todas as transações efetuadas. Dessa forma, imagine que você comprou um produto por meio de Bitcoin. Isso será registrado no gigantesco sistema do Blockchain.

A principal característica é que essa rede é descentralizada. Ou seja, não é responsabilidade de uma pessoa ou grupo inserir essas transações e guardá-las, como por exemplo acontece num banco. O registro é compartilhado em toda a rede de computadores conectados ao sistema do Bitcoin. Assim, milhares de computadores, espalhados ao redor do mundo, verificam os códigos, como a veracidade das transações.

Blockchain é seguro?

Na teoria, a descentralização e todo o funcionamento do sistema (explicado acima) é o que torna tudo seguro. Inclusive a tecnologia do Blockchain se tornou bem famosa no mundo todo, ganhou fama e é utilizada por outras criptomoedas (como é o caso da litecoin e ethereum).

Seria preciso uma grande infraestrutura de computadores para conseguir hackear o sistema de Blockchain. Os invasores iriam precisar aterar as transações naquele bloco, mas em milhares de computadores simultaneamente. Fazer isso é muito difícil e de extrema complexidade.

Além disso, o Blockchain pode ser utilizado para outros meios e não se restringe somente às moedas virtuais. Dessa forma, a tecnologia pode ser utilizada em contextos em que há diversos intermediários que não confiam inteiramente nas partes. Assim, o processo de Blockchain iria passar mais segurança a esse relacionamento ou troca de informações.

Criptomoedas

A criptomoeda nada mais é do que moedas digitais que possuem a criptografia como base. Além disso, já existem milhares de criptomoedas, além do Bitcoin, que estão ganhando espaço cada vez mais.

Ethereum (ETH)

Após o Bitcoin, é a criptomoeda mais valiosa. Ela é voltada para o mercado corporativo, o que permite a realização de contratos inteligentes de maneira descentralizada. Além disso, é conhecida por ter uma das melhores e mais seguras redes de Blockchain. Indo além do Bitcoin.

Ripple (XRP):

Tem como principal função, além de ser uma moeda digital, facilitar e permitir que instituições financeiras façam pagamentos internacionais, tudo  em tempo real e com um custo mais modesto.

Litecoin (LTC)

O Litecoin está no mercado desde 2011 e possui praticamente as mesmas funcionalidades do Bitcoin, porém com uma característica diferente: a criptomoeda tem uma capacidade maior para gerar blocos. Dessa forma, o Litecoin leva apenas 2,5 minutos para confirmar transações enquanto o Bitcoin tem um tempo médio de 10 minutos.

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