Graças ao surgimento de novas opções de investimento os empreendedores têm mais oportunidades de tirar suas ideias do papel. Praticamente todos podem investir em startups ou até no próximo unicórnio e se beneficiar com isso.

A ideia de investir em startups é emocionante e assustadora, tudo ao mesmo tempo. Como investidor iniciante, você sabe por onde começar? Parece uma aposta, e pode ser que seja mesmo, se você não for inteligente sobre onde colocar seu dinheiro. É interessante você também ficar ligado e entender melhor como funciona uma rodada de investimento.

Lembre-se de que cerca de 90% das startups acabam falhando, o que significa que seu investimento pode ter a mesma trajetória.

Por que investir em startups

Mas, por que investir em startups se aproximadamente 90% delas vão à falência?

Um retorno financeiro acima da média é o primeiro motivo. Com investimento, uma startup pode ser impulsionada e crescer muito rápido, acarretando em um retorno que supera os outros tipos de aplicações.

O trabalho do investidor vai além de fornecer dinheiro, podendo ajudar a empresa com conhecimento e conexões.

Isso possibilita estar envolvido em mudanças positivas que trarão novas soluções para o mundo.

Mas para o investimento não falhar, é importante investir em startups de forma inteligente, eficiente e lucrativa. Algumas formas de fazer isso são:

  • Investir em startups pré-selecionadas;
  • Adotar uma abordagem de portfólio, que siga um objetivo claro;
  • Reservar uma parte do capital para rodadas de acompanhamento;
  • Investir no que você entende;
  • Investir em startups que você pode agregar valor.

Você também deve ter um interesse genuíno nas empresas que escolher. Além disso, é importante examinar os documentos legais. As startups podem estar tão concentradas nas grandes soluções para seus produtos que nem sempre têm seus registros corporativos em ordem.

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Tipos de investimento para startups

Na imagem, você vê os tipos de investiment, que são:
investimento-anjo
Seed Money
Incubadoras
Venture Capital
Venture Building

Como investidor, você deve saber que há diferentes formas de investir seu dinheiro e ter o retorno esperado. Eles se diferenciam de diversas formas, portanto, é crucial entender os tipos de investimento possíveis:

Investimento-Anjo

É muito comum que os investidores-anjo sejam pessoas que já tiveram seu próprio negócio, o que lhes fornece um bom know how de empreendedorismo.

Para ser um investidor-anjo não é necessário possuir grandes fortunas. O investimento é feito em conjunto com outros investidores e cada anjo pode investir valores a partir de R$ 20 mil.

O termo anjo é utilizado pelo fato de não ser um investidor exclusivamente financeiro, mas que também fornece suporte com experiência, conhecimento e rede de relacionamento. Apesar do nome, ele também visa maximizar seu investimento, como todos os outros e, eventualmente, vender sua parte de maneira lucrativa.

Seed Money (Capital Semente)

Estes investidores também costumam participar ativamente do cotidiano da empresa. Eles ajudam na estruturação do negócio, oferecendo apoio estratégico e colaborando com a implementação de boas práticas de gestão.

A startup não recebe apenas dinheiro em troca de uma participação societária, mas também consegue o suporte intelectual e profissional de uma rede de investidores disposta a fazer o negócio dar certo.  

De acordo com a Lei Complementar 155/2016, o investidor de capital semente é considerado legalmente um sócio investidor, enquanto o investidor-anjo não.

Incubadoras

O processo de incubação inclui ajuda com a modelagem básica do negócio. Dá suporte com técnicas de apresentação, acesso a recursos de ensino, entre outros.

Investir em uma startup “incubada” pode ser uma ótima alternativa já que as chances dela decolar são altas pelo grande apoio que ela recebe.

Venture Capital

Costuma envolver a compra de participação acionária, geralmente minoritária, onde os venture capitalists (VCs) veem uma chance de apostar no retorno do capital. Eles investem a partir de 2 milhões de reais em startups que já tem um bom faturamento, geralmente na casa dos milhões.

O risco se dá pela aposta em empresas cujo potencial de valorização é elevado e o retorno esperado é o mesmo que o risco que os investidores desejam correr.

Venture Building

O Venture Building alia o Venture Capital e as características de suporte das incubadoras e aceleradoras. Fornecem não apenas dinheiro, mas também consultoria em planejamento estratégico, estrutura física para trabalhar e elaboração de projetos para captação de mais recursos.

Nesse caso, o negócio é construído com a participação de uma venture builder e a participação societária é maior. Geralmente, a participação de uma venture builder numa startup é grande, chegando a 80% da estrutura acionária na fase inicial.

Quanto posso ganhar investindo em startups?

É difícil prever qual oportunidade de investimento renderá os melhores retornos e qual será o seu retorno sobre o investimento exato, por isso é importante diversificar em startups de alta qualidade.

Mas, se você quiser comparar uma oportunidade com outra, ao fornecer alguns dados o Startup Investment Return Calculator pode ajudá-lo a estimar a possível TIR (Taxa Interna de Retorno) e, assim, decidir por quem vale a pena correr o risco.

Os ganhos de investimento em startups podem vir de algumas formas, as principais são:

Exit

O retorno no exit é quando a startup é adquirida por uma empresa maior. Grandes companhias adquirem startups como parte de uma estratégia de proteger sua posição de liderança ou de entrar no mercado brasileiro. A venda de uma startup para uma organização é um dos eventos de liquidez mais comuns por ser extremamente rentável para os fundadores da startup e investidores iniciais.

IPO

O IPO (Oferta Pública Inicial – Initial Public Offering) é o momento em que a empresa passa a ser aberta na Bolsa de Valores, com muitos acionistas.

É a primeira vez que uma empresa vende suas ações para o público, deixando de ser um negócio detido por poucas pessoas.

No início de 2018 o Pagseguro, do grupo UOL, fez o maior IPO de uma empresa brasileira nos Estados Unidos, levantando, pelo menos, US$ 2,3 bilhões com a venda de suas ações.

Foi o maior IPO no mercado americano desde a oferta de ações do Snapchat, que levantou US$ 3,4 bilhões.

Outras formas são a venda das ações para outro investidor ou o pagamento de dividendos por parte da startup.

Investir em startups é realmente uma arte e, como um dos principais fundos de capital de risco nos Estados Unidos, First Round, coloca: “não existe uma fórmula para o sucesso”.

Mas, em vez de agir por conta própria, existem plataformas que oferecem oportunidades de investimento direto e altamente selecionadas que são profundamente controladas.

A opinião de um investidor experiente

Gustavo Araújo, investidor-anjo e fundador do Distrito, dá dicas valiosas sobre o que ele vê como importante no momento de investir em uma startup. “A gente acredita que o empreendedor bom não necessariamente tem o melhor modelo de negócio quando está buscando investimento. Mas ele pode ter capacidade pra fazer isso. Apostamos na capacidade dele de aprender, realizar e medir. Fazer esse ciclo frequentemente”, comenta.

Araújo também explica que a diversificação do portfólio de investimentos pode ser um problema. Muitas vezes focar em poucas startups para dar o apoio correto é o caminho mais apropriado. “Nem sempre diversificar é a direção correta. A diversificação por si só não é inteligente, pode ser burra. Se você coloca um pouquinho em cada investimento., vai ter muito pouco em cada”, revela.

A estratégia adotada por ele é investir em poucas startups por ano. O objetivo é fazer um trabalho mais focado e não dividir atenção com muitas opções. “Investimos, em média, em 5 empresas por ano. Investimos em poucas startups. Fazendo um bom trabalho com elas, o retorno vem. O Distrito Ventures, com 15 investimentos até agora, gerou 3 três vezes o valor investido em quatro anos de atividade”, afirma.

O Case Neon

Um exemplo de empresa investida por Araújo  é a startup Neon. O investimento foi realizado em 2014, com Exit (ou saída) em 2017 – o que gerou um valor 15 vezes maior do que o de entrada. A recomendação do investidor-anjo é: aproveite os momentos e oportunidades de Exit. “Entramos muito no começo. Na primeira rodada de captação da startup. Acreditamos que é importante o investidor aproveitar as oportunidades de saída, que são poucas”.

Araújo ainda revela o motivo pelo qual investiu em Pedro Conrade, fundador da Neon. “Identificamos que o Pedro tinha um perfil empreendedor”, comenta.

Como escolher em quais startups investir

Para os investidores que tentam encontrar a startup perfeita para investir, há boas e más notícias. Primeiro, a má notícia: não existe uma empresa perfeita para investir. Todas têm riscos.

Agora, a boa notícia: você pode atenuar esse risco avaliando alguns pontos abaixo, fazendo a si mesmo algumas perguntas e procurando boas respostas.

É escalável

Isso significa que a empresa pode crescer rapidamente em receita, enquanto as despesas são mantidas baixas, criando uma boa margem. Alguns modelos de negócios funcionam muito bem para isso, enquanto outros exigem um número de pessoas e custo considerável.

É atraente para grandes corporações

Muitas corporações que adquirem empreendimentos inovadores estão em busca de empresas de alto crescimento, escaláveis, com ótimas margens e produtos que se alinham com suas estratégias.

A saída potencial fornece o retorno que você precisa

Cada saída potencial vem com um cálculo de retorno baseado em uma combinação de quanto você investe, a avaliação pré-money, quantas ações o investidor possui e o preço de compra da aquisição.

É importante não apenas ter uma ideia de por quanto a empresa pode ser vendida, mas quanto dinheiro você investe e se as rodadas de investimento adicionais podem diluir sua porcentagem de propriedade.

Possui uma excelente equipe de gerenciamento

Algumas startups investidas são lideradas por sólidas equipes de gerenciamento com experiência, conhecimento e habilidades complementares, além da capacidade de construir uma grande cultura à medida que a empresa cresce.

Embora alguns investidores prefiram equipes com experiência empreendedora, alguns gostam de trabalhar com empreendedores iniciantes, que supram experiência com entusiasmo e energia. Independentemente do caso, a equipe precisa de um plano de negócios realista e finanças encaminhadas para a lucratividade.

Produto validado

Uma das maiores coisas ao considerar um investimento é “quem vai comprar este produto?”. Os investidores precisam conversar com os potenciais clientes para validar a ideia. Ou, preferencialmente, um MVP pronto e validado para o mercado.

Há também uma série de questões a considerar, desde a propriedade intelectual até a fabricação. Certifique-se de que existe um roteiro de produto realista e que os verdadeiros custos de produção e entrega são bem pensados.

Forte estratégia de mercado

Certifique-se de que o mercado seja grande para uma melhor chance de crescimento da receita e confirme uma estratégia de mercado clara. Quem são seus parceiros? Qual é o processo para chegar ao mercado?

Verifique se o fundador da startup fez bem a lição de casa e tem alguma pesquisa de mercado para mostrar.

Pergunte sobre a duração do ciclo de vendas, que muitas vezes é mais longo do que os empreendedores pensam. Como o produto se ajusta ao mercado?

Como investir em startups?

Uma das primeiras formas não tradicionais de financiar uma startup veio do Kickstarter. Com a introdução do crowdfunding, qualquer pessoa foi capaz apoiar um projeto ou uma campanha em troca de vantagem no produto.

Antes de 2016, apenas os investidores credenciados que ganhassem US$ 200.000 ou tivessem um patrimônio líquido de US$ 1 milhão (excluindo seu local de residência principal) tinham a oportunidade de investir em empresas privadas para obter retorno sobre o patrimônio.

Atualmente existem muitas maneiras acessíveis de investir em startups:

  • Via conexões pessoais e relacionamentos com empreendedores e fundadores;
  • Participar de eventos de pitch;
  • Plataformas que unem startups e investidores.

Geralmente, você faz o investimento pessoalmente ou através de uma plataforma, e recebe ações.

O próprio Distrito funciona como uma das soluções para quem busca investir em startups, mas não sabe como. O modelo de investimento é focar em poucas startups por ano para garantir que todos os investidos atinjam os milestones de sucesso.

O approach hands-on permite ter taxas de sucesso bem superiores às médias de mercado. Por meio do ecossistema de inovação e coworking, as startups têm a acesso a toda rede para trabalhar melhor o produto ou serviço e fazer networking.

Que tal conhecer a tese de investimento do Distrito? Veja como é feito todo o trabalho com as startups, investidores e como podemos ajudar você a ter o retorno de investimento que deseja.

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