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MVP: o que é e como aplicar sua estrátegia

MVP: o que é e como aplicar sua estrátegia

Toda startup ou empreendedor têm uma solução inovadora capaz de resolver um problema eficientemente. Será mesmo? Para ter certeza sobre isso, nada melhor que usar um Minimum Viable Product, ou, MVP. Um MVP é uma versão de um produto ou serviço de um negócio que vai permitir que ela teste todos os seus diferenciais, canais […]

15 de julho de 2020 5 min de leitura
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Artigo atualizado 15 de julho de 2020

Toda startup ou empreendedor têm uma solução inovadora capaz de resolver um problema eficientemente. Será mesmo? Para ter certeza sobre isso, nada melhor que usar um Minimum Viable Product, ou, MVP.

Um MVP é uma versão de um produto ou serviço de um negócio que vai permitir que ela teste todos os seus diferenciais, canais de distribuição, percepção do público e, inclusive, se existe um público e demanda para ele.

Ou seja, ele é mais estratégico do que se pensa e seu negócio precisa saber como elaborá-lo eficientemente. Pensando nisso, criamos um conteúdo objetivo e aplicável. Confira.

O que é MVP?

O MVP, ou Mínimo Produto Viável, em português, é uma versão de teste de um novo produto que permite coletar dados importantes sobre sua percepção no mercado e pontos de melhorias que devem ser trabalhados.

Esse processo permite a validação do conhecimento sobre os consumidores e sua reação sobre os diferenciais do produto, o que minimiza o tempo de aprimoramento até a versão final e aumenta as chances de criar uma solução realmente valorosa para as pessoas.

Ou seja, quando uma startup cria um MVP, a ideia é testar a reação do público, os canais de divulgação que gerem interesse, avaliar a aderência as ferramentas e não necessariamente, gerar milhares de vendas no primeiro momento. 

Como estabelecer hipóteses para o MVP?

Um MVP pode ser concebido em seis etapas essenciais, inclusive o levantamento de suas principais hipóteses.

1. Defina o problema que o produto vai resolver

Aqui vale alguns pontos fundamentais. Um produto precisa resolver um problema de forma efetiva e que seja importante o suficiente para o público-alvo estar disposto a pagar por essa solução.

Não basta ser um produto perfeito na visão do criador, deve ser ideal para as necessidades e percepção de seu público-alvo, não é mesmo?

2. Crie uma solução simples

Por mais tentador que seja inserir milhares de funcionalidades e diferenciais em um MVP, prefira criar uma solução simples.

Além de custar tempo e recursos, muitas vezes o MVP vai ficar caro demais para que as pessoas queiram ao menos, testá-lo. Com uma solução básica, que resolva o problema, as chances de sucesso são maiores e permitem criar melhorias com o tempo.

3. Categorize suas funcionalidades

Para definir o que fica, o que sai e o que pode ser incluído depois, crie categorias para as features do seu MVP. Liste as funcionalidades que precisam ter, deveriam ter, podem vir a ter e não precisa ter.

4. Não zele por eficiência neste momento

Para o sucesso de uma inovação, ela precisa ser eficiente e escalável, porém, seu MVP é uma versão de teste, por isso, sua função primária e avaliar se o produto ou serviço é desejável para o público.

Depois das melhorias do MVP e a confirmação da aceitação do público, é possível criar um processo eficiente para seu desenvolvimento.

5. Maximize seu aprendizado com hipóteses

O MVP não é o produto final e, sim, seu meio para chegar até ele. Assim, crie hipóteses, faça teste e tente aprender o máximo com o feedback dos clientes.

Crie hipóteses e situações para avaliar a reação dos seus potenciais clientes e, maximize seus aprendizados criando um ciclo de melhorias, mensuração da resposta dos clientes e aprendizado.

6. Mude de direção ou coloque sua versão final no mercado

Depois das melhorias e feedbacks dos clientes sobre o MVP, tome a decisão sobre colocá-lo no mercado ou não.

Como trabalhar com os feedbacks dos clientes?

Como você viu, uma das etapas mais fundamentais da estratégia do MVP é a maximização do aprendizado a partir das hipóteses levantadas e a resposta dos clientes sobre cada uma delas.

É preciso criar uma organização lógica desse processo, ou seja, definir quais as características do MVP vão ser testadas, qual o grupo vai participar da avaliação e, por fim, como será feita a coleta dos feedbacks.

Pesquisas quantitativas, qualitativas ou entrevistas são algumas das opções possíveis, e, cada uma delas vai ser mais eficiente em cada avaliação e MVP.

Se a ideia é avaliar a percepção sobre o uso de um Software as a Service (SaaS), por exemplo, fazer conferências ou ligações regulares para apurar a opinião do cliente vai ser mais eficiente que um questionário quantitativo.

Mas, se a ideia é avaliar a opinião sobre o preço de um novo serviço, o momento da experiência é o ideal e pode ser apurado com uma pergunta objetiva sobre o valor proposto.

É possível identificar perfis de consumidores durante o teste de MVP?

Alguns padrões de comportamento podem ser percebidos durante os testes com o MVP e, à medida em que as melhorias vão sendo incorporadas no modelo, a proporção entre elas também vai mudando.

As mais comuns, são:

  • o consumidor satisfeito, que vai se apaixonar pela proposta do MVP e não sugerir nenhuma mudança;
  • o consumidor indeciso, que gostaria de ver algumas melhorias no MVP e, por isso, vai contribuir com novas hipóteses e sugestões de melhorias do produto;
  • o consumidor confuso, que não vai entender no primeiro momento a solução oferecida no MVP e, mesmo depois de ter suas funcionalidades explicadas, ainda ficará na dúvida se o item é válido para ele;
  • o consumidor que não se interessa absolutamente pelo MVP do seu produto.

Um número baixo de consumidores satisfeitos não necessariamente indica que seu MVP é ruim, muitas vezes, o público-alvo escolhido não representa fielmente o público-alvo do seu futuro produto.

Mas, na prática, durante as melhorias no MVP, o esperado é que os números de consumidores indecisos, confusos e que não se interessam vão diminuindo enquanto os satisfeitos aumentam, não é mesmo? 

O mais importante, em todos os casos, é entender que é preciso definir um público específico e, de fato, usar as respostas deles para a melhoria do MVP.

Por que fazer um MVP é importante?

Por mais que seja difícil abrir mão de uma ideia que você e sua startup achavam incrível, é preciso ter em mente que o MVP vai ser determinante na personalização do projeto para as necessidades do cliente e na avaliação do retorno sobre o investimento.

Ou seja, não tendo valor para o público-alvo mesmo depois das melhorias, o MVP vai indicar que não é recomendado seguir com o investimento em horas de desenvolvimento e recursos financeiros pois, em suma, eles não serão recuperados com um volume consistente de vendas.

Qual a trajetória de um MVP de sucesso?

Algumas histórias de produtos e serviços que fazem parte do cotidiano das pessoas e empresas mostram a importância de um MVP.

Dropbox

Entre esses cases de sucesso, podemos citar o Dropbox, uma solução que precisaria de muitos recursos financeiros e horas de desenvolvimento só para montar um MVP para teste entre os usuários.

Em vez disso, seu fundador, Drew Houston criou um vídeo simples que explicava como o software iria funcionar. O resultado foi uma resposta de milhares de interessados questionando outras funcionalidades e demonstrando seu interesse pela ferramenta.

Com esse feedback dos futuros usuários, o Dropbox nasceu ainda mais personalizado e de acordo com as necessidades de seu público-alvo.

Zappos

A história e estratégia do MVP do Zappos, e-commerce de calçados, é conhecida como “Flintstoning”, uma alusão ao desenho que se passava na idade pré histórica.

No clássico dos desenhos, o carro dirigido pelos personagens era externamente igual a um veículo mas, na verdade, era movimentado pelo próprio esforço dos passageiros.

E é isso que alguns modelos de MVP fazem, parecem bem estruturados, mas todas as suas funcionalidades rodam de maneira quase braçal até que façam sentido serem incorporadas no produto final.

Foi o que o dono da Zappos, Nick Swinmurn fez quando decidiu fotografar alguns de seus pares de calçados da loja física e anunciar na internet em uma época em que o e-commerce era pouco explorado.

A ideia era que o público teria resistência de comprar os produtos sem testar mas, em vez disso, o MVP mostrou que ele deveria investir ainda mais no canal. O sucesso foi tão grande que mais tarde a Zappos foi vendida para a Amazon por US$1,2 bilhões.

Percebe como um processo bem mapeado e executado pode ser a diferença entre o fracasso e o sucesso da sua startup?

Com um MVP é possível buscar resultados mais eficientemente, assim como fazer parte de uma comunidade de startups pode potencializar seus conhecimentos.

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