Nos últimos anos as Fintechs ganharam força, como também popularidade, espaço e notoriedade. Algumas das mais conhecidas são a Neon, o Nubank, GuiaBolso, e tantas outras empresas.

Vemos também movimentos de empresas como a Rappi caminhando para se amadurecer como uma Fintech. Num primeiro momento, ela até pode parecer uma startup de entrega e logística. Mas o serviço Rappi Pay é uma prova de como ela está mudando seu formato.

Além disso, Sebastian Mejia, fundador da Rappi, afirmou que a empresatem pretensão de se tornar a maior Fintech do Brasil. A afirmação foi feita no quando a empresa recebeu seu mais recente aporte, no valor de 200 milhões de dólares.

Nossa central de inteligência, o Dataminer, produziu um estudo detalhado sobre esse universo, o Fintech Mining Report. Dessa forma, para desvendar todo o cenário das Fintechs, foram mapeadas 550 startups!

Assim, dessas Fintechs, 17 delas estão entre as maiores tanto em faturamento presumido quanto funcionários. Algumas delas são: Clearsale, Livelo, Ebanx, Neon, Conta Azul Guiabolso, Easyinvest e muito mais.

Fintech Mining Report
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O Conceito por trás da palavra Fintech

O termo Fintech apareceu pela primeira vez nos anos 80. O termo nasceu quando o jornalista Peter Knight juntou as palavras Financial e Technologypara dar nome a uma coluna sobre negócios no jornal britânico The Sunday Times. Na época, Peter usava o termo para se referir a operações de back-office de bancos tradicionais.

Além disso, por volta de 2007, uma série de empreendedores perceberam a oportunidade de oferecer serviços financeiros. Muitos deles, os bancos não estavam dispostos a ofertar, e fazer da tecnologia uma aliada à operação do negócio.

Dessa maneira, começaram a surgir as empresas que chamamos atualmente de Fintechs. O termo Fintech engloba diversos tipos de empresa que usam inovação tecnológica. Elas oferecem algum tipo de serviço financeiro e têm em seu DNA o foco em inovação.

Além disso, por terem custos operacionais bem menores do que as instituições financeiras tradicionais, as Fintechs conseguem oferecer serviços alternativos. Assim elas atendem as necessidades que os bancos não conseguem suprir.

Portanto, é importante que você saiba que as Fintechs não são apenas bancos digitais como, por exemplo, Neon e Nubank.

São negócios que trazem inovações e usam a tecnologia para trazer soluções em áreas como gestão financeira, empréstimos, seguros, criptomoedas, investimento, funding, eficiência financeira e até negócios sociais como educação financeira.

Entenda tudo sobre Fintechs


O mercado financeiro não será o mesmo após as Fintechs

De acordo com o Ricardo Anhesini, sócio-líder de serviços financeiros da KPMG, o Brasil vive o melhor momento para o desenvolvimento de Fintechs. Entre várias características, está o fato de que o nosso mercado é desproporcionalmente grande se comparado com a realidade de outros países.

Além disso, para ele, há alguns elementos que estimulam esse ecossistema, eles são:

  • Tecnologia avançada;
  • Regulação adequada;
  • Consumidores empenhados em valorizar soluções inovadoras e disruptivas.

As perspectivas positivas também estão no fato de os modelos de negócios das Fintechs serem incorporados por organizações de grande porte. Os bancos, por exemplo, estão investindo pesadamente na digitalização de serviços e parcerias com fintechs são executadas para as instituições financeiras se tornarem mais competitivas.

Em seu artigo para Fintech Mining Report, Anhesini comenta que o cenário positivo das Fintechs no Brasil foi confirmado também pela pesquisa “Fintech 100”, da KPMG. O estudo concluiu queo Brasil possui três das das 100 Fintechs mais inovadoras do mundo, com des-

taque para a emergência de neobanks e o crescimento acelerado de serviços bancários digitais globais.

No mundo, empresas de pagamentos já dominam esse cenário, com 35 ao todo, seguidas de 23 que atuam com financiamento, 15 na gestão de patrimônio e 12 com seguros. Outro destaque é que quase metade das empresas (41) foram constituídas e continuam a operar em mercados emergentes.

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Tendências

No Fintech Mining Report apresentamos a nossa interpretação e síntese do relatório Fintech Trends 2019, do CBInsights, trouxe algumas das principais tendências globais do setor para o próximo ano.

Expansão de escopo

Há uma forte tendência das Fintechs, cada vez mais, começarem a sair de sua proposta inicial e expandir para outras áreas de atuação, seja por meio de desenvolvimento interno, aquisições ou parcerias.

Mais regulações e mais compliance

Ao mesmo tempo em que regulações de open banking abrem caminho para que fintechs integrem suas tecnologias diretamente no sistema financeiro, órgãos regulatórios estão

mais atentos ao setor. Assim, fintechs investem cada vez mais em compliance e RegTech.

Investimentos no sudeste asiático

A região é um polo de desenvolvimento do setor, em parte pelos esforços intensos da Ant

Financial em criar soluções de mobile payment por lá. Simultaneamente, startups de mobilidade mergulham de cabeça no mundo de fintech.

essas são apenas algumas das tendências que apresentamos em nosso estudo, no report você confere o restante das 10 tendências.

Baixe o Fintech Mining Report

Os eventos do ecossistema de Fintechs

Fintouch

É organizado pela Associação Brasileira de Fintechs (ABFintechs) e tem o objetivo de conectar Fintechs ao mercado, apresentando essas compabnhias a investidores, empresas e outras startups, aproximando os diferentes elementos do ecossistema

Innovation Pay

É um evento totalmente dedicado a inovações em meios de pagamento e soluções financeiras no Brasil. Conta com palestras de algumas das figuras mais importantes do ramo, das grandes empresas a startups inovadoras.

Fintech View + Fintech Show

Organizados pela Cantarino Brasileiro, o FintechView e Fintech Show são um congresso

e um espaço dedicados a mostrar Fintechs para o público e conectá-las com potenciais clientes para suas soluções.

No nosso estudo você confere o restante dos eventos que são realizados no Brasil e que impactam todo o mercado.

Associações e ecossistema

ABFintechs – Associação Brasileira de Fintechs

A ABFintechs surgiu com a proposta de ser uma rede de auxílio entre diferentes empresas da área de tecnologia financeira, com ações de autorregulação, impacto social, e fomento a negócios.

ABCD – Associação Brasileira de Crédito Digital

Fruto da união de diversas startups do setor de crédito em 2016, a ABCD visa posicionar-se de forma a fomentar o mercado de inovação no crédito e criar políticas públicas que  incentivem novos modelos de negócio na área.

Laboratório de Inovação Financeira

Projeto conjunto da Associação Brasileira de Desenvolvimento (ABDE), do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) e da Comissão de Valores Mobiliários (CVM), criado para promover o debate e compartilhamento entre o setor público, privado e o terceiro setor no desenvolvimento de inovações financeiras que suportem o desenvolvimento sustentável do Brasil.

Case de sucesso

Monetus

A Monetus construiu uma carteira de investimentos diversificada para seus clientes, orientando-os em relação aos passos para atingir suas metas. Por meio de princípios de economia comportamental, teoria moderna de portfólio e machine learning, a Monetus auxilia seus clientes a entrar no mundo dos investimentos, dando acesso a aplicações antes restritas a indivíduos de alta renda e fornecendo ferramentas de planejamento financeiro

para que aproveitem ao máximo seu dinheiro, podendo começar a investir com apenas R$100,00.

Para entender mais do modelo de negócio da empresa, no Fintech Mining Report conversamos com Daniel Calonger, CEO da Monetus, para entender melhor como é utilizada a Inteligência Artificial para auxiliar os interessados a investir no mercado financeiro. “O grande diferencial de ter um robô para gerir seus investimentos é que ele consegue operar em cima das melhores caraterísticas dos grandes gestores: Conhecimento profundo sobre o mercado financeiro, dedicação exclusiva ao processo de gestão e sangue frio. Essas características fazem com que você esteja sempre com o melhor portfólio”, afirma.

Primeiro hub de inovação exclusivo de fintechs, insurtechs e criptomoedas do Brasil

Localizado em Pinheiros, São Paulo, o Distrito Fintech é o primeiro hub de inovação voltado exclusivamente a Fintechs, Insurtechs, e startups de Blockchain no Brasil. O prédio de quatro andares, com posição privilegiada na Av. Rebouças, conta com estúdios privativos bem como open spaces de coworking. Salas de reunião, salas de call, jardim para eventos, copa e café com self-checkout completam o ambiente.

Cofundado por Distrito, HDI Seguros e KPMG, o espaço visa não só oferecer um local para startups trabalharem como também uma forma de conectá-las ao mercado, seja por meio de investidores ou grandes empresas, que têm a opção de participar como mantenedores do espaço para ter contato direto com empresas inovadoras.

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